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Vaticano foi dado pelo Tratado de Latrão, assinado por Bento
Mussolini e o Papa Pio XI em 11de Fevereiro de 1929. As terras
tinham sido doadas em 756 por Pepino, o Breve, rei dos francos.
Durante um período de quase mil anos, que teve início no império
de Carlos Magno no século IX, os papas reinavam sobre a maioria
dos Estados temporais do centro da península itálica,
incluindo a cidade de Roma, e partes do
sul da
França. Durante o processo de unificação da península , a Itália
gradativamente absorveu os Estados Pontifícios. Em 1870, as tropas
do rei Vitor Emanuel II entram em Roma e incorporam a cidade ao
novo Estado. Em 13 de março de 1871, Vítor Emanuel II ofereceu
como compensação ao Papa Pio IX uma indenização e o compromisso de
mantê-lo como chefe do Estado do Vaticano, um bairro de Roma onde
ficava a sede da Igreja (as leis de garantia). O papa, consciente
de sua influência sobre os católicos italianos e desejando
conservar o poder da Igreja, recusa-se a reconhecer a nova
situação e considera-se “prisioneiro” do poder laico. Além disso,
proibiu os católicos italianos de votar nas eleições do novo
reino. Essa incómoda questão de disputas entre o Estado e a
Igreja, chamada Questão Romana só terminou em Fevereiro de 1929,
quando o ditador fascista Benito Mussolini e Papa Pio XI assinam o
Tratado de Latrão, pelo qual a Itália reconhece a soberania da
Santa Sé sobre o Vaticano, declarado Estado soberano, neutro e
inviolável. |