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A
Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao
Cordeiro de Deus |
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Quisera
convidar-lhes, ao principio desta Semana Santa, a acompanhar a
Jesus, a solidarizar-se com Ele, a atualizar sua paixão. Porque não
basta escrever, lembrar e admirar estes grandes acontecimentos em
torno a Jesus.
Mas, como podemos acompanhá-lo em sua paixão e morte? Podemos
fazê-lo, principalmente, se por amor a Ele aceitamos valentemente
nossa própria cruz, nossas dores e sofrimentos pessoais, em todas
suas formas e aparências.
E se não só aceitamos todas as adversidades de nossa vida, mas
também as oferecemos alegremente ao Senhor.
Páscoa se faz possível apenas por meio da paixão. Chegamos à
ressurreição só por meio da cruz, como Jesus e com Ele. Aceitar e
oferecer nossa cruz deve ser nosso pequeno aporte pessoal à redenção
do mundo, que realizou Jesus por sua paixão e morte.
Na Missa, ao apresentar a Deus as oferendas do pão e vinho, lhes
convido a colocar sobre a patena também seu próprio sofrimento, sua
cruz pessoal, para que Deus os aceite, junto com o sofrimento e a
cruz de seu Filho Jesus Cristo.
É tornar vida aquela aclamação que, depois da consagração da missa,
todos juntos dizemos: “Anunciamos tua morte, proclamamos tua
ressurreição, esperamos tua vinda gloriosa”.
O que significa isso? Não é só a lembrança e a participação interior
na sua morte. É também nos comprometer a anunciar sua morte em nossa
vida diária. É nos esforçar diariamente para dar morte ao pecado e
ao egoísmo. O que deve morrer em mim? Que coisas dificultam a
entrega de meu coração, a entrega de minha vontade?
Na missa subo com Cristo a cruz e me deixo cravar nela. Então devo
permanecer cravado na cruz, durante o dia e a semana, até a próxima
missa. Devo anunciar a morte do Senhor durante o dia.
Devo demonstrar durante o dia que entreguei totalmente minha vontade
a vontade do Pai. Devo demonstrá-lo através dos pequenos sacrifícios
e renuncias diárias que Deus e os demais me pedem. Se não estou
disposto a isso, desço da cruz, deixo Cristo só com sua cruz,
renuncio a anunciar a morte do Senhor.
E o sentido de todo nosso esforço, de nossa luta diária é sempre o
mesmo: Como na consagração da missa pão e vinho se convertem em
corpo e sangue do Senhor, assim também nós vamos transformando-nos
em Cristo. O mistério da cruz em nossa vida é o mistério de uma
santa transformação, um torna-se Cristo e uma divinização. E na
medida em que nos tornamos semelhantes a Cristo, vemos com outros
olhos o sofrimento, todas as dificuldades diárias, todas as
moléstias e preocupações, todas as pequenas batalhas diárias. No
mais profundo da alma, isto deixa de nos fazer desventurados.
O coração está em Deus, mesmo que os olhos estejam cheios de
lágrimas. Permanece em paz, sereno, feliz. Como desejamos esta
transformação! Com o tempo será uma realidade: A alma será
divinizada. Já não viveremos nós, mas Cristo viverá em nós.
Então, em união com o sacrifício de Cristo, também nossos dons serão
transformados e darão frutos infinitamente fecundos.
Assim nossa entrada em Jerusalém celestial, o final de nossa vida,
será tão jubilosa e feliz como a entrada do Senhor que lembramos no
domingo de Ramos.
Perguntas para a reflexão
1. Lamento-me de minhas cruzes?
2. Sou daqueles que diz ou pensa: Senhor, porque comigo?
3. Ofereço minhas cruzes durante a Missa?
Se desejar subscrever, comentar o texto ou dar seu testemunho,
escreva para: pn.reflexiones@gmail.com |
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