A Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao Cordeiro de Deus

 
Padre Nicolas

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Acompanhar a Jesus
Quisera convidar-lhes, ao principio desta Semana Santa, a acompanhar a Jesus, a solidarizar-se com Ele, a atualizar sua paixão. Porque não basta escrever, lembrar e admirar estes grandes acontecimentos em torno a Jesus.

Mas, como podemos acompanhá-lo em sua paixão e morte? Podemos fazê-lo, principalmente, se por amor a Ele aceitamos valentemente nossa própria cruz, nossas dores e sofrimentos pessoais, em todas suas formas e aparências.
E se não só aceitamos todas as adversidades de nossa vida, mas também as oferecemos alegremente ao Senhor.

Páscoa se faz possível apenas por meio da paixão. Chegamos à ressurreição só por meio da cruz, como Jesus e com Ele. Aceitar e oferecer nossa cruz deve ser nosso pequeno aporte pessoal à redenção do mundo, que realizou Jesus por sua paixão e morte.

Na Missa, ao apresentar a Deus as oferendas do pão e vinho, lhes convido a colocar sobre a patena também seu próprio sofrimento, sua cruz pessoal, para que Deus os aceite, junto com o sofrimento e a cruz de seu Filho Jesus Cristo.

É tornar vida aquela aclamação que, depois da consagração da missa, todos juntos dizemos: “Anunciamos tua morte, proclamamos tua ressurreição, esperamos tua vinda gloriosa”.

O que significa isso? Não é só a lembrança e a participação interior na sua morte. É também nos comprometer a anunciar sua morte em nossa vida diária. É nos esforçar diariamente para dar morte ao pecado e ao egoísmo. O que deve morrer em mim? Que coisas dificultam a entrega de meu coração, a entrega de minha vontade?

Na missa subo com Cristo a cruz e me deixo cravar nela. Então devo permanecer cravado na cruz, durante o dia e a semana, até a próxima missa. Devo anunciar a morte do Senhor durante o dia.

Devo demonstrar durante o dia que entreguei totalmente minha vontade a vontade do Pai. Devo demonstrá-lo através dos pequenos sacrifícios e renuncias diárias que Deus e os demais me pedem. Se não estou disposto a isso, desço da cruz, deixo Cristo só com sua cruz, renuncio a anunciar a morte do Senhor.

E o sentido de todo nosso esforço, de nossa luta diária é sempre o mesmo: Como na consagração da missa pão e vinho se convertem em corpo e sangue do Senhor, assim também nós vamos transformando-nos em Cristo. O mistério da cruz em nossa vida é o mistério de uma santa transformação, um torna-se Cristo e uma divinização. E na medida em que nos tornamos semelhantes a Cristo, vemos com outros olhos o sofrimento, todas as dificuldades diárias, todas as moléstias e preocupações, todas as pequenas batalhas diárias. No mais profundo da alma, isto deixa de nos fazer desventurados.

O coração está em Deus, mesmo que os olhos estejam cheios de lágrimas. Permanece em paz, sereno, feliz. Como desejamos esta transformação! Com o tempo será uma realidade: A alma será divinizada. Já não viveremos nós, mas Cristo viverá em nós.

Então, em união com o sacrifício de Cristo, também nossos dons serão transformados e darão frutos infinitamente fecundos.

Assim nossa entrada em Jerusalém celestial, o final de nossa vida, será tão jubilosa e feliz como a entrada do Senhor que lembramos no domingo de Ramos.

Perguntas para a reflexão

1. Lamento-me de minhas cruzes?
2. Sou daqueles que diz ou pensa: Senhor, porque comigo?
3. Ofereço minhas cruzes durante a Missa?

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