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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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Alegres, ou cabisbaixos como a vaca? |
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A alegria é algo próprio da juventude e dos corações jovens (de
espírito) Por isso é algo característico dos cristãos, ou pelo
menos deveria ser. O cristão tem que ser alegre e irradiar sua
alegria aos que estão a sua volta. Devemos criar ou manter um
reino de alegria em nossas famílias, em nossos grupos, em nossos
ambientes apostólicos.
Quando rimos com vontade pela última vez? Não esse sorriso
cortês para satisfazer a sociedade, ou esse aplauso forçado
mesmo que a piada não tenha graça, se não um riso sincero,
sadio, espontâneo, que brota de dentro. Não é que há que rir
sempre, mas sim há que manifestar sempre o fruto do Espírito que
é a alegria e que segue ao amor.
Que rostos vêem os outros em nós? O andar com cara aborrecida
não resulta em honra a Deus, a quem professamos servir e nos
gloriamos em amar. “Ou mudas de cara ou mudas de guru”, disse a
um discípulo seu mestre, que considerava má propaganda para sua
escola ter discípulos tristes a seu lado. Um famoso juiz
americano não se fez pastor, porque os eclesiásticos que
conhecia pareciam, por sua aparência e conduta, serem empregados
de uma funerária. “Não entristeçam ao Espírito Santo”, diz São
Paulo (Ef. 4.30). E é bem possível que o Espírito não se
encontre muito a vontade detrás de rostos sérios e expressões
amarguradas. Se levarmos Deus dentro de nós, se deveria notar no
rosto.
Não se trata de forçar um sorriso, de fingir a alegria como se
faz na indústria moderna do vender e convencer: sorrisos de
mercado, rostos alugados para ganhar clientes. Entre tanto
sorriso fingido, não é estranho que percamos o sentido da
alegria autêntica, livre, espontânea. Há que devolver ao mundo a
capacidade de se alegrar por dentro e por fora.
Talvez devam mudar algumas coisas. Se até agora meu irmão ou
minha irmã me deixavam nervoso e não deveriam acercar-se a mim,
daqui em diante deveria ser distinto. Ou se me tornei muito
suscetível frente a meus pais, deveria mudar minha atitude
frente a eles.
Talvez, até hoje nos parecêssemos a uma garrafa de champagne,
cuja rolha salta facilmente até o teto.
Devemos nos esforçar por ser alegres e desbordantes de alegria,
assim como corresponde a una pessoa jovem. Devemos ser pequenas
águias que não descansam que sempre de novo querem chegar ao
sol, que sempre estão alegres, e que também permanecem alegres
quando Deus lhes manda cruzes e sofrimentos.
Devemos dar aos demais todo o carinho e o amor que possamos
também beijos, abraços, carícias. Na família e no matrimônio não
podemos nem devemos renunciar a essas nobres alegrias sensíveis.
Nesse terreno não lhes está permitido querer fazer sacrifícios:
não lhes está permitida a frieza. Porque se não fazemos de
nossas famílias um reino da alegria, os filhos se escaparão e
buscarão outras alegrias e não sempre tão sãs. Mas se os filhos
encontram todas as alegrias que necessitam na própria família,
sentem-se de imediato bem nela.
E agrega: “Atrás daquilo se esconde uma lei. Em uma comunidade
reina com o tempo, ou a atmosfera de alegria ou atmosfera de
pântano. Uma coisa intermediaria não é possível”. Penso que
todos nos damos conta da grande importância da alegria para que
reine um bom espírito em nossos grupos, em nossas famílias e em
nossos corações.
Perguntas para a reflexão
1. Dependemos em cada momento de nossos estados de animo: hoje
contentes, amanhã de mau humor?
2. Somos pessoas alegres, otimistas que vêem também o lado bom
das coisas?
3. Somos pessimistas, ou andamos como as vacas, sempre
cabisbaixos?
4. Como reagimos ante os golpes e problemas da vida, ante o
sofrimento e a cruz?
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