A Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família

Padre Nicolas

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Alegres, ou cabisbaixos como a vaca?

A alegria é algo próprio da juventude e dos corações jovens (de espírito) Por isso é algo característico dos cristãos, ou pelo menos deveria ser. O cristão tem que ser alegre e irradiar sua alegria aos que estão a sua volta. Devemos criar ou manter um reino de alegria em nossas famílias, em nossos grupos, em nossos ambientes apostólicos.
Quando rimos com vontade pela última vez? Não esse sorriso cortês para satisfazer a sociedade, ou esse aplauso forçado mesmo que a piada não tenha graça, se não um riso sincero, sadio, espontâneo, que brota de dentro. Não é que há que rir sempre, mas sim há que manifestar sempre o fruto do Espírito que é a alegria e que segue ao amor.

Que rostos vêem os outros em nós? O andar com cara aborrecida não resulta em honra a Deus, a quem professamos servir e nos gloriamos em amar. “Ou mudas de cara ou mudas de guru”, disse a um discípulo seu mestre, que considerava má propaganda para sua escola ter discípulos tristes a seu lado. Um famoso juiz americano não se fez pastor, porque os eclesiásticos que conhecia pareciam, por sua aparência e conduta, serem empregados de uma funerária. “Não entristeçam ao Espírito Santo”, diz São Paulo (Ef. 4.30). E é bem possível que o Espírito não se encontre muito a vontade detrás de rostos sérios e expressões amarguradas. Se levarmos Deus dentro de nós, se deveria notar no rosto.

Não se trata de forçar um sorriso, de fingir a alegria como se faz na indústria moderna do vender e convencer: sorrisos de mercado, rostos alugados para ganhar clientes. Entre tanto sorriso fingido, não é estranho que percamos o sentido da alegria autêntica, livre, espontânea. Há que devolver ao mundo a capacidade de se alegrar por dentro e por fora.

Talvez devam mudar algumas coisas. Se até agora meu irmão ou minha irmã me deixavam nervoso e não deveriam acercar-se a mim, daqui em diante deveria ser distinto. Ou se me tornei muito suscetível frente a meus pais, deveria mudar minha atitude frente a eles.

Talvez, até hoje nos parecêssemos a uma garrafa de champagne, cuja rolha salta facilmente até o teto.
Devemos nos esforçar por ser alegres e desbordantes de alegria, assim como corresponde a una pessoa jovem. Devemos ser pequenas águias que não descansam que sempre de novo querem chegar ao sol, que sempre estão alegres, e que também permanecem alegres quando Deus lhes manda cruzes e sofrimentos.

Devemos dar aos demais todo o carinho e o amor que possamos também beijos, abraços, carícias. Na família e no matrimônio não podemos nem devemos renunciar a essas nobres alegrias sensíveis. Nesse terreno não lhes está permitido querer fazer sacrifícios: não lhes está permitida a frieza. Porque se não fazemos de nossas famílias um reino da alegria, os filhos se escaparão e buscarão outras alegrias e não sempre tão sãs. Mas se os filhos encontram todas as alegrias que necessitam na própria família, sentem-se de imediato bem nela.

E agrega: “Atrás daquilo se esconde uma lei. Em uma comunidade reina com o tempo, ou a atmosfera de alegria ou atmosfera de pântano. Uma coisa intermediaria não é possível”. Penso que todos nos damos conta da grande importância da alegria para que reine um bom espírito em nossos grupos, em nossas famílias e em nossos corações.

Perguntas para a reflexão

1. Dependemos em cada momento de nossos estados de animo: hoje contentes, amanhã de mau humor?
2. Somos pessoas alegres, otimistas que vêem também o lado bom das coisas?
3. Somos pessimistas, ou andamos como as vacas, sempre cabisbaixos?
4. Como reagimos ante os golpes e problemas da vida, ante o sofrimento e a cruz?

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