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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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“Eu sou o pão
da vida”, nos diz o Senhor. O pão é símbolo do alimento
essencial. E Cristo, na Eucaristia, se nos oferece como alimento
espiritual para a vida eterna. Por isso, a missa é considerada
como um banquete. Já sabemos que Nosso Senhor celebrou sua
primeira missa na última Ceia.
O altar, apesar de seus ornamentos, é fundamentalmente uma mesa.
Sobre ela, como num banquete, se colocam umas toalhas, pão,
água, vinho, uma taça, um prato de ouro, umas velas e flores. E
o sacerdote e os fieis sabem e sentem-se convidados a comer uma
carne que é um verdadeiro alimento, e a beber um sangue que é
autêntica bebida.
Num banquete, como é lógico, come-se, participa-se, comunga-se.
A mesa é o lugar por excelência, onde se reúne a família ou os
amigos. Quando queremos estabelecer relações com alguma pessoa,
unir mais estreitamente a nossos amigos, celebrar uma boda,
manifestar nosso acordo, comemos juntos.
Também na missa, o Pai de família, nosso Pai Celestial, reúne
todos seus filhos. E lhes recorda que têm um Pai comum que os
quer; que apesar de que sejam débeis e pecadores, seguem sendo
para Ele seus filhos e o seguirão sendo sempre. Diz-lhes que
podem passar toda a semana trabalhando, desgastando-se,
esgotando-se, mas que Ele os espera cada dia para
reconfortá-los, para torná-los uns homens novos, para meter em
seus corações todo o amor que eles necessitam para amar aos
demais.
Porque nós somos tão pobres, temos tão pouco amor. E para amar
devidamente a nosso cônjuge, a nossos filhos, a nossos parentes,
a nossos amigos, para amá-los como eles esperam de nós
necessitamos nada menos que a Deus mesmo, seu amor em nossos
corações, para que possamos abastecer a todo amor que se nos
pede.
E para isso o Pai nos convida a que nos sentemos em sua mesa, se
faz reconhecer por nós na fração do pão. Dá-nos seu pão que é
seu próprio Filho com aquele gesto em que tantas vezes se dá a
conhecer um pai ou uma mãe, fazendo que seus filhos os amem
graças a essas saborosas comidas familiares.
Agora, que pensaremos de quem se nega a vir, que se entedia na
casa de seu Pai, que busca desculpas para não compartilhar com
Ele?
E que pensar daquele que depois de aceitar seu convite, se nega
a comer na mesa? E por desgraça, existem muitos que ainda que se
dignem em vir, neguem-se a comer. Talvez não tenham vontade;
este pão não lhes diz nada; não confiam neste alimento; durante
toda a refeição, ficarão sentados frente a seu prato vazio.
Como estremece uma boa ama de casa diante de semelhantes
convidados! Há motivo suficiente para tirar também o apetite a
todos os demais comensais. Que triste e que lamentável refeição
seria aquela, em que boa parte dos convidados negou-se a
associar-se aos demais, a comungar na alegria e na amizade dos
demais! Quem de nós toleraria a pessoas tão mal educadas? Quem
se atreveria a celebrar uma festa em semelhantes condições?
A missa foi ao princípio um autêntico banquete, fraternal e
afetuoso, no qual Cristo falou longamente com seus discípulos.
Ali, Jesus lhes ofereceu o melhor que tinha: sua própria carne
para que nos alimentara, seu próprio sangue para que pudéramos
obter uma transfusão de sua vida.
E os apóstolos comungaram todos juntos. E que alegria, que
fervor sentiram todos eles depois de sua primeira comunhão!
Quando nós nos sentiremos, ao sair de nossa missa, tão felizes,
tão renovados, tão fraternais, tão generosos, que perceberemos
que só Deus pôde transformar-nos até este extremo, de que Deus
mesmo esteve presente entre nós e se nos havia manifestado, de
que havíamos visto ao Pai e participado em sua própria mesa?
Perguntas para a reflexão
1. Participo com alegria do banquete?
2. Já pensei numa missa a mais que a de domingo?
3. Comungo nas missas?
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Terço dos
Homens, uma campanha em prol das famílias do Brasil e do mundo.
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