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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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A vontade |
1. Desintegração da vontade
1.1 A incapacidade de decidir-se. Seja por falta de vontade ou por
uma vontade muito debilitada, para o Padre Kentenich, fundador do
Movimento de Schoenstatt, é o típico do homem massa de hoje, que
está contente quando outros decidem por ele. Sentem-se sem forças.
Sua frase preferida é: "O que vou fazer, eu sou assim...".
1.2 O subjetivismo. É não deixar-me guiar pela inteligência e
vontade em minhas decisões; é permitir que os sentimentos decidam o
que eu faço ou não faço.
Um critério subjetivo é a comodidade. Busco o caminho mais fácil.
Faço unicamente o que não vai contra minha comodidade. Quanto custa
encontrar personalidades maduras neste sentido, que não busquem o
mais fácil, o mais cômodo, senão o melhor!
Também estão as postergações: deixar para mais tarde o que
deveríamos fazer hoje. Ao postergar as coisas, muitos sentem
interiormente que já não as farão nunca. É muito comum também, fazer
as coisas no último momento, sob pressão. P.ex. comprar o presente
de ida ao aniversário, fazer as malas...
1.3 A incapacidade de realizar o decidido. Existem pessoas que sabem
decidir-se, mas na hora da verdade não cumprem. Disse o Senhor sobre
os fariseus: "eles ensinam, mas não cumprem" (Mt 23, 3). Falta força
de vontade, constância, capacidade de luta e de ação. Uma frase
típica destas pessoas é: "não posso, não sou capaz". Muitas vezes é
um pretexto. Quando alguém quer, pode. Com um pouco de esforço, tudo
se pode. Disse São Paulo aos filipenses: "tudo posso nAquele que me
conforta".
2. Integração da vontade
2.1 Devemos aprender a decidir-nos. Conquistar a capacidade de
decisão. Abandonar a atitude cômoda de observador passivo desde a
margem e tirar-nos a água.
Que características devem ter nossas decisões?
a) Decisões ponderadas. Existem dois extremos: a pessoa impulsiva
que toma decisões apressadas; e a pessoa excessivamente reflexiva a
quem custa muito decidir-se. Busquemos o justo meio de ambos.
b) Decisões livres. Não me decido porque a TV nos diz. Decido-me
porque analisei o que me dizem e chego à conclusão do que é o
correto. E então o assumo com uma decisão pessoal e livre.
c) Decisões fundamentadas, baseadas em princípios. Devo poder dar
razões do porque decido ou faço algo.
2.2 Aprender a realizar o decidido. Converter em atos e ações o que
decidimos apesar dos obstáculos e dificuldades. Isto exige de nós:
perder o medo de "que dirão os outros", perder o medo ao fracasso.
Temos que sair de nossa comodidade e mediocridade, arriscar-nos em
algo grande que valha a pena, superar nossa passividade, tomar
iniciativas e desenvolver nossa criatividade.
Não é fazer muitas coisas, senão de fazer bem o que assumimos. Não
fazer pela metade mas sim terminar; fazer bem ou não fazer.
Fazer bem as coisas implica também, cuidar os detalhes. E aqui
poderíamos citar a pontualidade. É um defeito comum em muitos
países, chegar atrasado 20 minutos, meia hora. E todos já contam com
esse atraso. Chegamos tarde ao trabalho, ao colégio, inclusive à
Missa. É uma falta de responsabilidade e de respeito.
Perguntas para a reflexão
1. Como são minhas decisões: apressadas, reflexionadas?
2. Sou uma pessoa pontual?
3. Custa-me tomar decisões?
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