A Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família

Padre Nicolas

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A vontade

1. Desintegração da vontade

1.1 A incapacidade de decidir-se. Seja por falta de vontade ou por uma vontade muito debilitada, para o Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt, é o típico do homem massa de hoje, que está contente quando outros decidem por ele. Sentem-se sem forças. Sua frase preferida é: "O que vou fazer, eu sou assim...".

1.2 O subjetivismo. É não deixar-me guiar pela inteligência e vontade em minhas decisões; é permitir que os sentimentos decidam o que eu faço ou não faço.

Um critério subjetivo é a comodidade. Busco o caminho mais fácil. Faço unicamente o que não vai contra minha comodidade. Quanto custa encontrar personalidades maduras neste sentido, que não busquem o mais fácil, o mais cômodo, senão o melhor!

Também estão as postergações: deixar para mais tarde o que deveríamos fazer hoje. Ao postergar as coisas, muitos sentem interiormente que já não as farão nunca. É muito comum também, fazer as coisas no último momento, sob pressão. P.ex. comprar o presente de ida ao aniversário, fazer as malas...

1.3 A incapacidade de realizar o decidido. Existem pessoas que sabem decidir-se, mas na hora da verdade não cumprem. Disse o Senhor sobre os fariseus: "eles ensinam, mas não cumprem" (Mt 23, 3). Falta força de vontade, constância, capacidade de luta e de ação. Uma frase típica destas pessoas é: "não posso, não sou capaz". Muitas vezes é um pretexto. Quando alguém quer, pode. Com um pouco de esforço, tudo se pode. Disse São Paulo aos filipenses: "tudo posso nAquele que me conforta".

2. Integração da vontade

2.1 Devemos aprender a decidir-nos. Conquistar a capacidade de decisão. Abandonar a atitude cômoda de observador passivo desde a margem e tirar-nos a água.

Que características devem ter nossas decisões?
a) Decisões ponderadas. Existem dois extremos: a pessoa impulsiva que toma decisões apressadas; e a pessoa excessivamente reflexiva a quem custa muito decidir-se. Busquemos o justo meio de ambos.

b) Decisões livres. Não me decido porque a TV nos diz. Decido-me porque analisei o que me dizem e chego à conclusão do que é o correto. E então o assumo com uma decisão pessoal e livre.

c) Decisões fundamentadas, baseadas em princípios. Devo poder dar razões do porque decido ou faço algo.

2.2 Aprender a realizar o decidido. Converter em atos e ações o que decidimos apesar dos obstáculos e dificuldades. Isto exige de nós: perder o medo de "que dirão os outros", perder o medo ao fracasso.

Temos que sair de nossa comodidade e mediocridade, arriscar-nos em algo grande que valha a pena, superar nossa passividade, tomar iniciativas e desenvolver nossa criatividade.

Não é fazer muitas coisas, senão de fazer bem o que assumimos. Não fazer pela metade mas sim terminar; fazer bem ou não fazer.

Fazer bem as coisas implica também, cuidar os detalhes. E aqui poderíamos citar a pontualidade. É um defeito comum em muitos países, chegar atrasado 20 minutos, meia hora. E todos já contam com esse atraso. Chegamos tarde ao trabalho, ao colégio, inclusive à Missa. É uma falta de responsabilidade e de respeito.

Perguntas para a reflexão

1. Como são minhas decisões: apressadas, reflexionadas?
2. Sou uma pessoa pontual?
3. Custa-me tomar decisões?

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