A Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família

Padre Nicolas

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Comunidade dos Santos

A Igreja celebra no dia 01 de novembro uma das festas mais alegres e jubilosas de todo o ano: a solenidade de todos os Santos.

A Bíblia nos dá uma visão impressionante desta comunidade dos Santos. Pertencem a ela os Santos canonizados: a Santíssima Virgem Maria, os Apóstolos, nossos santos Patronos e todos os Santos que já têm sua própria festa ao longo do ano.

Eles nos são dados como modelos e guias. Vemos, vislumbramos e conhecemos a Deus em seus Santos. Por sua vida, eles nos manifestam como Jesus Cristo houvera vivido nos distintos tempos, nos diferentes estados e vocações. Jesus não viveu mais que uma única vida humana, uma vida breve de 33 anos.

Mas através da vida dos Santos nos revela a inesgotável variedade e riqueza de sua imitação. Daí entende-se também, que alguns Santos nos atraem mais que outros, que cada um de nós tem seus Santos prediletos. São aqueles Santos que respondem mais a nosso caráter próprio, a nossos anseios pessoais.

Contudo os Santos não são somente nossos modelos na imitação de Cristo, resultam serem também nossos intercessores ante o trono de Deus. Eles são os filhos maduros de Deus e têm, por isso, poder sobre seu coração de Pai.

Com a morte nunca se termina uma vocação ou missão pessoal, se não que se continua desde o céu. Santa Teresinha o expressa em sua maneira simples: “Desde o céu farei cair sobre a terra uma chuva de rosas”.

Assim a festa quer aprofunda nossa vinculação, nosso amor e nossa confiança nos Santos. Mas festejamos não apenas aos Santos canonizados, também aos Santos anônimos e desconhecidos, que se encontram na Casa do Pai. Trata-se dos cristãos comuns como nós, que chegaram à meta de sua vida na terra e entraram talvez depois de um tempo de purificação na comunidade do céu.

Todos nós temos algumas pessoas queridas entre esta grande multidão de Santos não canonizados: nossos pais, familiares, amigos e companheiros defuntos. E se pensamos em sua felicidade, então não deixamos de alegrar-nos com eles. Dessa maneira nos vem o desejo de voltar a encontrá-los de nos juntar com eles.

Felizes, por isso, nós se no céu temos já seres queridos. Eles nos atraem e nos convidam a essa reunião eterna, aonde não querem ser felizes sem nós. Assim, o céu começa a ser uma realidade palpável para nós. Assim começamos a amar o céu, a esperar o céu, a conhecer o céu. Assim nos colocamos em marcha pelo caminho que nos conduzirá rumo à Casa do Pai.

Cada cristão, cada um de nós é chamado à santidade. Podemos ser santos e devemos nos esforçar para sê-lo. Os Santos foram limitados e débeis como nós. E temos as mesmas ajudas, as mesmas graças, os mesmos sacramentos que eles.

O Evangelho nos mostra o caminho que nos conduz a essa meta mais alta. As bem-aventuranças são as condições de entrada no Reino de Deus. São um programa inteiro de perfeição e santidade. Os Santos corresponderam a este ideal cristão, viveram diariamente estas atitudes fundamentais do Reino. Por isso miramos aos Santos, e mirando-os os amamos, e amando-os os imitamos.

Queridos irmãos, se seguimos fiéis por este caminho, a festa de todos os Santos será algum dia, nossa própria festa. Então todos nós estaremos, um dia, reunidos no céu junto a Deus, a Maria, aos Apóstolos, a todos os Santos, e junto a nossos familiares e amigos.

Perguntas para a reflexão

1. Costumo rezar pelos familiares que me precederam no céu?
2. Sinto-me chamado a santidade?
3. Reflexionei alguma vez sobre “As bem-aventuranças”?

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