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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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| Do Amor Ideal ao Amor Real |
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O Padre Fundador faz-nos
ver que a grande desilusão de nossa vida poderia ser a seguinte: acreditávamos que nossa
vida em comum ia ser como a dos anjos, unidos por uma profunda união de corações e por
um cálido amor mútuo.
Durante o noivado, ao início de um matrimônio ou de una comunidade se ama muitas vezes
uma idéia ou um sonho. Naquele tempo não víamos nossas sombras, já que tudo estava
iluminado pelo primeiro amor. Mas, depois de haver vivido juntos durante anos, despertam
para a realidade: se conhecem mutuamente com suas debilidades e misérias. Aparecem os
defeitos: defeitos meus e defeitos dos demais. E também aparecem como parte da vida, as
manias, caprichos ou o que a mim parece como tal.
Carlos Vallés conta como uma vez assustou a um jovem que lhe pedia conselho sobre seu
matrimônio em perigo. Disse-lhe que a única solução que tinha era o divórcio. E
depois do susto explicou-lhe: Tinha que divorciar-se da mulher com quem havia se casado,
é dizer, do sonho de mulher com que havia se casado, da imagem ideal de esposa perfeita
que ele mesmo havia formado em sua mente e havia levado ao altar em pura fantasia
romântica.
O que agora teria que fazer era divorciar-se do sonho e voltar a casar-se com sua própria
mulher, sua mulher real. Agora devemos amar ao outro tal como ele é, e não como o
havíamos imaginado.
Do contrário, surge o desejo de que o outro se adapte aos meus desejos de mudança.
Inclusive eu mesmo tento mudar-lo. E então o outro se fecha por não poder ou querer
fazer-me caso. E eu me sinto ofendido e o faço saber. Sinto-me como sentado num trono
disposto a vigiar sua conduta, a receber suas desculpas ou sua adulação. Uma forma
primitiva de amor, tal como uma maçã verde de gosto ácido.
Depois vamos crescendo. Do amor idealizado havemos de passar ao amor real. Permito ao
outro ser como é e o aceito. E então muda a relação, existe mais liberdade, mais
respeito. Quando estou disposto a agüentar ao outro, então amadureci. Já não o faço
entender que é um peso, que me causa dor, que teria que ser diferente, se não que o
aceito simplesmente tal como é. Esse é o verdadeiro amor.
Por isso comenta o Padre que depois dos primeiros anos nossa vida consiste em grande
parte em apoiar-nos e agüentar-nos mutuamente (Milwaukee 13-1-1964, 7).
Quando vou crescendo e amadurecendo ainda mais, então até me alegro disso, e o faço com
um sorriso. Quanto mais sacrifícios ofereçamos um pelo outro, tanto mais felizes
seremos (Obra das famílias, 36), afirma o Padre. Contribuo ao Capital de graças;
ofereço à Mater o peso que significa o outro para mim. E assim vou aproximando-me ao
Senhor crucificado. Ele aceitou e agüentou os cravos. Por isso, alegro-me de que o Senhor
me aproxime a sua cruz, que me assemelhe a Ele.
O espírito de família consiste em grande parte no amor que é capaz de levar o peso dos
demais. É uma das tarefas mais difíceis na família. De todo modo, a vida cotidiana
mostra-nos: enquanto vivamos nessa terra, haverá discussões e desavenças. A obra mestra
consiste em sobrelevar-las sem perder a união de corações. A obra mestra consiste em
aproveitar as contrariedades, para crescer e unir-nos mais profundamente.
Perguntas para a reflexão
1. É difícil para mim aceitar os defeitos dos outros?
2. O que me diz a frase: com alegres sacrifícios
sobrelevam-se?
3. Insisto que os demais atuem conforme ao que a mim parece correto ou
goste?
Se deseja comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com
Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay |
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Terço dos
Homens, uma campanha em prol das famílias do Brasil e do mundo.
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