A Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao Cordeiro de Deus

 
Padre Nicolas

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Espírito de Cenáculo
Para construir o mundo novo, o Reino de Deus na terra nós necessitamos do Espírito Santo. Somos muito poucos. E nos sentimos muito débeis e desprotegidos para uma missão tão grande.

Mais que nunca necessitamos a força do alto. Mais que nunca havemos de unir nossa pequenez com a grandeza de Deus. Mais que nunca precisamos do Espírito Santo, o Espírito vivificante e transformador.

Um grande momento na história da Igreja foi a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, reunidos no Cenáculo, no dia de Pentecostes.

Foi a força e o fogo do Espírito que os lançou depois aos quatro ventos. Foi esse mesmo Espírito que os levou a consumir-se por sua missão de transformar o mundo.

Reviver o Espírito de Cenáculo

Parece-me que teríamos que renovar esse grande momento histórico, teríamos que reviver essa situação de Pentecostes e nos fazer inundar pelo espírito de Cenáculo.

Qual é esse espírito? Indicam-nos os Atos dos apóstolos: “Todos eles perseveravam na oração, com um mesmo espírito, em companhia de Maria, a mãe de Jesus”. Espírito de Cenáculo é, por isso, um espírito triplo: espírito mariano, espírito comunitário, espírito de oração.

1. Espírito mariano. Como no cenáculo histórico, também nós nos reunimos em torno à Virgem Maria. E principalmente por sua poderosa súplica maternal virá o Espírito Santo sobre nós.

Seguramente conhecemos as palavras de São Grignion de Montfort, repetida tantas vezes por nosso Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt: “O Espírito Santo quer encontrar em nossas almas à Santíssima Virgem, quer encontrar atitude e espírito marianos. E se encontra a Maria numa alma, não resta mais remédio que penetrar nesta alma com seus dons e realizar ali seus milagres”.

E todos nós necessitamos milagres: milagres de entendimento, de transformação, de convicção, de entusiasmo, de heroísmo.

2. Espírito comunitário. Formamos parte de uma família. E como família cristã havemos de formar uma comunidade de corações e de tarefas.

Uma comunidade de corações: Somos muitos e por isso é mais difícil. Une-nos um grande amor a Virgem. Queremos chegar a ser um só coração e uma só alma. E o Espírito Santo é nosso grande vínculo de unidade: deve nos penetrar com seu fogo de amor.

Uma comunidade de tarefas: de uma ou outra forma somos os condutores da comunidade, o destino da comunidade está em nossas mãos. Isto há de exigir-nos ao máximo. Mas também o destino da pátria depende de nós. É uma responsabilidade muito grande frente à história.

3. Espírito de oração. Todas nossas atividades não são somente para reflexionar e intercambiar idéias, mas também para orar como comunidade, como Família, como comunidade, implorar o Espírito Santo.

O Espírito de Deus tem que nos iluminar, nos guiar, nos apoiar. Só assim poderemos entender o que Deus pede a nós, a nossa comunidade, a nossa paróquia nestes tempos. Só assim poderemos arder de novo e com mais força por nossa grande missão: converter nossa pátria num mundo novo, numa Nação de Deus.

E temos os Santuários, nossos Cenáculos. Ali o Espírito Santo quer nos encher com seu fogo. E desde ai quer nos enviar a transformar o mundo, assim como enviou os apóstolos há mais de dois mil anos.

Perguntas para a reflexão

1. O Espírito Santo encontraria Maria em meu coração?
2. Como é minha participação na comunidade?
3. Considero-me uma pessoa de oração?

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