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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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Gostaria de
meditar com vocês alguns momentos da vida de Maria.
A Encarnação. Não há dúvida de que a vida da Santíssima Virgem
estava, desde seu início, sob a forte influência do Espírito de
Deus. A Virgem é a “Toda santa” porque desde o primeiro momento
de sua existência foi “sacrário do Espírito Santo”.
Mas seu grande encontro com o Espírito foi a Anunciação do anjo
que culminou com a encarnação. Ali Maria teve seu primeiro
Pentecostes: “O Espírito Santo descerá sobre ti e a Força do
Altíssimo te envolverá com a sua sombra” (Luc. 1, 35). A partir
desse acontecimento, Ela é chamada sacrário, tabernáculo,
santuário do Espírito. Com isso indica-se a morada do Espírito
Santo em Maria de um modo singular e superior ao dos demais
cristãos. Como em todo ser humano, o Espírito de santidade quer
atuar na Virgem e através d’Ela. Mas aqui há algo mais, algo
novo e único: o Espírito Santo quer atuar junto com a Virgem. E
para que? Quer unir-se e atar-se a Maria para que d’Ela nasça
Jesus Cristo, o Filho de Deus. E quer que a Santíssima. Virgem
diga seu Sim totalmente voluntário e livre, para entregar-se ao
Espírito de Deus, para converter-se na Mãe de Deus.
Seu crescer na ordem do Espírito. Não devemos pensar que a
Virgem entendeu tudo desde o primeiro momento. Evidentemente
compreendeu muito mais que nós. Porque tinha, como diz Santo
Tomás de Aquino, a luz profética que lhe brindou um conhecimento
maior das coisas de Deus.
Entretanto, como ser humano, Ela crescia em sabedoria e
desenvolvia seu entendimento ao longo de sua vida. Por isso diz
o Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt, que
Maria ia aprofundando-se na ordem do Espírito. E que significa
isso? Maria tinha que ir compreendendo, passo a passo, o que
queria Jesus e o que devia Ela fazer a seu lado. Tinha que
entrar progressivamente nesse mundo de seu Filho Divino, no qual
só o Espírito Santo poderia introduzir-la.
Em diálogo com o Espírito de Deus, tinha que percorrer seu
próprio caminho de fé. Pensemos na perda de Jesus, ao completar
doze anos. Que difícil foi para Ela quando seu Filho os
abandonou e depois lhes disse:
“¿Não sabíeis que ocupar-me das coisas de meu Pai?” (Luc, 2,
49). Como agrega o texto, Maria não entendeu o que Jesus acabava
de dizer-lhes. Mas seguramente percebeu que seu Filho levava em
seu interior outro mundo, o mundo do Pai, no qual também Ela
tinha que adentrar-se de um modo mais perfeito.
Outro momento difícil surgiu nas bodas de Caná. “Mulher, isso
nos compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (Jo. 2. 4). A
maneira de pensar de Maria é ainda muito humana: quer ajudar aos
noivos em sua necessidade. Jesus olha mais longe, pensa em sua
grande Hora, a hora da Cruz. E, mesmo assim, cumpre o desejo de
sua Mãe.
E quando chegou a grande Hora, sobre o monte Calvário, terminam
n’Ela os desejos e necessidades naturais. Tudo fica sujeito à
vontade do Pai. Já não quer outra coisa que cumprir
perfeitamente com seu papel no plano de salvação.
O auge do adentrar-se na ordem do Espírito foi a espera de
Pentecostes. Ali Maria se converteu em instrumento perfeito do
Espírito Santo. Conduziu aos apóstolos e discípulos à sala do
Cenáculo. Transmitiu-lhes seu desejo profundo pelo Espírito
Divino. E implorou com eles a força do alto sobre toda a Igreja
reunida. Em Pentecostes transbordou sua ânsia pelo Espírito de
Deus. Ali ficou completamente compenetrada e transformada por
Ele. Em sua vida teve um corpo espiritualizado, é dizer,
transformado pelo Espírito, de modo que não podia ser destruído.
E assim ficou preparada para seu último e definitivo passo: A
assunção em corpo e alma ao céu.
Creio que também em nossa própria vida devemos introduzir-nos
paulatinamente na ordem do Espírito.
Perguntas para a reflexão
1. Como cultivo minha relação com o Espírito Santo?
2. Sentimos como o Espírito Santo nos capta e introduz no mundo
de Deus?
3. É a Virgem minha companheira na oração?
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