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A
Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao
Cordeiro de Deus |
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Fundamento de uma nova sociedade |
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Como se realizará
essa construção de uma nova sociedade? Baseado em homens/novos. Sem
essa transformação interior do ser humano, não pode haver mudança
real nas estruturas exteriores.
O homem e seu comportamento são a base da sociedade. Por isso urge
transformar o homem para que tenha um espírito novo, mentalidade e
atitudes novas. E como se consegue isso?
Aí entra a graça e a força transformadora da Euca¬ristia. Porque, o
que acontece na Consagração da missa? O sacerdote, em nome do
Senhor, converte o pão e o vinho em Corpo e Sangue de Cristo. O pão,
um alimento natu¬ral, se converte em um alimento sobrenatural. E
qual é o sentido de nossa participação na missa? O sentido é que no
Ofertório nós mesmos com tudo de nós nos entreguemos ao Pai, junto
com o pão e vinho. O sentido é que nós mesmos nos coloquemos como
oferenda na patena e no cálice.
O que acontece então no momento da consagração? Ali Deus quer
realizar também em nós o mesmo milagre de transformação que realiza
com o pão e o vinho. Ele quer ir divinizando-nos, ir
transformando-nos em Cristo, de forma crescente. A meta é que algum
dia nós possamos dizer com São Paulo; “Já não vivo eu, é Cristo quem
vive em mim”. O que a sociedade de amanhã necessita é o homem
transforma¬do em outro Cristo. Necessita da mulher transformada na
pequena Maria já que a Virgem é a imagem mais fiel de seu Filho
Jesus.
Agora, para que essa força transformadora da Consagração possa atuar
em nós, necessitamos prolongar a Euca¬ristia em nossa vida
cotidiana. Esse processo de conversão em homem novo deve continuar
ao longo de toda a semana. Porque a nova sociedade se constrói, a
partir da Missa dominical nas atividades de cada dia.
Por isso a Eucaristia não deve terminar no altar. Está feita para
prolongar-se na vida, ao longo do dia e da semana, até a próxima
Eucaristia. Resulta que a Missa, segundo o último Concilio, é “A
fonte e o cume” de toda nossa vida cristã.
O cristão há de ser um homem que vive numa permanente Eucaristia.
Devemos viver de missa em missa. É assim como a missa dominical se
converte em uma missa da vida.
“Do altar a arena”, diziam os primeiros cristãos, referindo-se a
arena dos circos aonde iriam ser marti¬rizados. E nossa arena é a
vida diária; toda nossa vida e especialmente nosso esforço cotidiano
por transformar-nos em homens novos, há de ser uma prolongação da
Eucaristia.
Essa missão de transformar toda nossa vida em Eucaristia prolongada,
nos é dada expressamente no envio da Missa. Ali Cristo nos envia a
transformar a nós mesmos em imagens e testemunhas suas. Ali nos
envia também a transfor¬mar o mundo que nos rodeia.
Quer que através de nosso trabalho, nosso esforço diário se converta
num mundo novo, um mundo que seja mais humano e que seja mais de
Deus. Quer que, na força transformadora da Eucaristia, construamos
uma nova sociedade.
O que Cristo nos pede ao nos enviar de novo ao mundo, é que tudo o
que façamos durante a semana seja um aporte na construção de uma
sociedade renovada: nosso trabalho ou estu¬do bem feito; nosso amor
matrimonial e familiar; criar a comunidade nova em nosso ambiente;
formar e educar a nós mesmos para chegar a ser homens novos. O que
nos pede Cristo, ao final da Missa é realizar no ambiente cotidiano
o que vivemos com Ele na Eucaristia, nos convertendo em sinal de um
mundo e uma sociedade nova.
Perguntas para a reflexão
1. Assisto à Missa como uma rotina?
2. Ao chegar a casa, lembro algo do sermão?
3. Sou consciente que devo me transformar um pouco em cada
celebração eucarística?
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