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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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| Isabel
nos apresenta Maria: Feliz tu... |
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Maria é
apresentada por sua prima Isabel com sua saudação de louvor: “Feliz
tu que creste”. Convida-nos a reconhecê-la como a Mãe e Educadora da
fé e modelo de nossa própria fé.
Se olharmos com atenção o mundo de hoje notamos que está passando
por uma forte crise de fé. Existe o processo lento de
descristianização de uma paralisação e ainda de uma extinção da fé
no homem moderno, e até nos movimentos religiosos.
Talvez também a nós nos ocorra um dia que devamos constatar: no
fundo já não creio mais no que creia antes; se perdeu meu
entusiasmo, o fervor religioso de minha juventude. E talvez não nos
sintamos demasiado tristes. Simplesmente o constatamos.
Nossa vida de fé tem seus altos e baixos. Temos épocas em que tudo
anda mal, em que nos custa rezar, confessar, buscar a Deus. Mas, que
aconteceria se esses momentos se repetem e chegam a ser permanentes?
Nessa crise de fé, a Igreja hoje nos mostra a atitude da Santíssima
Virgem, nos mostra sua fé exemplar. E como nos mostra o evangelho a
fé de Maria?
a) Fé pessoal: Para Ela, crer não é saber de memória o “Credo”,
aceitá-lo, defendê-lo e confessá-lo todos os domingos na Eucaristia.
Para Maria, crer é comprometer-se com todo seu ser e com toda sua
existência com o Deus pessoal. Não é tanto aceitar verdades e
artículos de fé, se não, unir-se de pessoa a pessoa com Deus. Maria
está sempre aberta para Deus e para seu desejo, porque tem uma
confiança imensa Nele, porque se fia Nele.
b) Fé ativa (livre e obediente): O relato da Anunciação destaca o
diálogo entre Maria e o anjo. Assim se destaca que Maria não dá sua
resposta em forma passiva, mas com una fé livre e obediente. É um
consentimento ativo e responsável.
Maria nos ensina que a fé verdadeira está longe de ser totalmente
passiva. Maria obedece entregando-se inteiramente ao plano de Deus.
Mas esta entrega incondicional não lhe impede interrogar para
assumir sua obediência com liberdade, convertendo-se em colaboradora
desse mesmo plano. A fé de Maria é ativa, porque suporta e aceita
que sejam destruídos sempre de novo seus próprios projetos. Não
questiona a Deus, mas a si mesma.
c) Fé forte e fiel: A fé de Maria não é uma fé acabada desde o
inicio. Também Ela, com sua fé está em caminho.
Muitas vezes não entende o porquê dos acontecimentos, teve que
passar pela escuridão - como todos nós. Mas Ela, como diz o
evangelho: “Guardava e meditava estas coisas em seu coração”
Coloca tudo que lhe acontece em relação com Deus, com sua palavra e
sua vontade. Busca o sentido das coisas, o desejo divino detrás de
tudo.
Maria manteve a fé através de muitas provas e muitas trevas, até ao
pé da cruz. Disse sobre Ela o Papa João Paulo II: “Conheceu as
mesmas contradições de nossa vida terrena.
Foi-lhe prometido que a seu Filho seria dado o trono de David, mas
quando nasceu não houve lugar para Ele nem na estalagem. E Maria
seguiu crendo.
O anjo lhe disse que seu Filho seria chamado Filho de Deus. Mas o
viu caluniado, traído, condenado e abandonado a morrer como um
ladrão na cruz. Apesar disso, Maria creu que se cumpririam as
palavras de Deus.
É realmente admirável a força e a fidelidade de sua fé. Nunca houve
alguém que a igualara. Por isso, o Espírito Santo a louva em sua
prima Isabel, proclamando-a feliz pela firmeza incomparável de sua
fé.
Maria é feliz, bendita, cheia de graça, a maior porque creu em Deus
e se entregou a Ele incondicionalmente.
A Santíssima Virgem, esta mulher de uma fé extraordinária, nos é
dada a nós como modelo em nossa peregrinação de fé. De Maria
aprendemos a confiar e entregar-nos a um Deus pessoal. De Maria
aprendemos a aceitar a vontade de Deus com liberdade e colaborar com
Ele com uma fé ativa. De Maria aprendemos também a crer quando não
entendemos o plano de Deus e permanecer fiéis nas provas da vida.
Peçamos, por isso, à Santíssima Virgem, que nos forme e eduque na
fé, segundo seu grande exemplo. Então também a todos nós se nos
dirá, um dia: Felizes vós porque crestes!
Perguntas para a reflexão
1. Como definiria minha fé: morna, profunda…?
2. Sou um cristão por tradição?
3. Mantenho a fé nas provas difíceis?
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