A Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao Cordeiro de Deus

 
Padre Nicolas

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Nossos “ratos”
Se quisermos crescer rumo a Deus, temos que lograr primeiro crescer em nossa vida natural. Dentro da vida natural, uma parte importante de nosso ser é o subconsciente.

Por que é tão importante? Porque o homem é conduzido pelos impulsos do subconsciente muito mais que pela vontade consciente. O subconsciente é como uma “torre de controle” da conduta humana. A todos nos passa que de repente atuamos de uma maneira totalmente contrária a que tínhamos pensado ou decidido. Somos surpreendidos pela força quase irresistível do subconsciente. E isso acontece, em grande parte, por esse controle da conduta que é o subconsciente.

E nesse mundo subconsciente encontram-se e trabalham uma quantidade de sensações não elaboradas, não digeridas. Também em gente sã afloram o que se chamam “atos falhos” (esquecimentos, lapsos, gafes, etc.). Poe exemplo: estou por começar um maço de cigarros novo e digo que posso esperar uma hora mais. Alguns instantes mais tarde, imerso em meu trabalho, surpreendo-me fumando um cigarro. Meu subconsciente se impôs quando o controle consciente cessou.
Por isso a importância de captar e purificar o subconsciente. Porque se não é ordenado e sanado, freia e impede nosso caminhar rumo à maturidade e santidade.

A isso se agrega que o homem de hoje é muito mais débil e frágil que o homem antigo ou medieval. O Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt, fala de um déficit de força natural e psíquica, força de resistência, força motriz do homem moderno. Inclusive comenta que para o homem atual já é difícil fazer um retiro espiritual: seu subconsciente está muito fechado, endurecido; a vida subconsciente da alma absorveu todas as forças vitais do homem.

Que és o subconsciente?

Todas as sensações que o homem recebe e registra, são gravadas em seu interior. Nenhuma se perde. Algumas são conservadas em sua memória, de maneira que as pode usar quando as necessite.

Outras se perdem da consciência, mas não desaparecem: afundam no subconsciente e permanecem ali.

Agora, a dificuldade para o homem moderno consiste em que recebe tantas impressões que já não é capaz de elaborar-las e assimilar-las interiormente. Quando se trata de experiências positivas, é mais fácil ordenar-las e integrar-las ao mundo interior.

Até aqui tudo vai bem. O problema apresenta-se com as reações: cada impressão produz uma reação, em alguns casos uma cadeia de reações. Podem ser imediatas ou posteriores, interiores ou exteriores. Quando o estímulo é positivo, por exemplo: um elogio, um carinho, uma lembrança, a impressão e a reação são positivas. O subconsciente o ordena e assimila mais facilmente e assim ajuda ao próprio crescimento.

É diferente quando o estímulo é negativo, por exemplo: repreendem-me injustamente. Fica uma impressão negativa e esta gera reações, por exemplo: vou a meu quarto chorar, faço uma cena para quem me repreendeu, fico calado, mas não esqueço minha relação com aquela pessoa começa a deteriorar-se. Frequentemente não logro nem tento digerir ou assimilar o assunto. Talvez com o tempo me esqueça do ocorrido - afunda-se no subconsciente , mas não digerir nem assimilar não contribuem ao crescimento pessoal, mas sim cria conflitos e obstáculos de todo tipo.

Para caracterizar esta situação, o Padre Kentenich utiliza algumas imagens do mundo animal: as impressões no subconsciente, principalmente as não digeridas, são como ratos que correm e percorrem e se perseguem. Ou são como peixes num lago. Ou como víboras que depositam seu veneno em nossa natureza.

Perguntas para a reflexão

1. Tenho reações descontroladas?
2. Quais são os peixes que nadam em meu interior?
3. Que “tipo de víboras” movem em meu subconsciente?

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