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A
Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao
Cordeiro de Deus |
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Obstáculos no Caminho Rumo ao Pai |
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Não há dúvida que
muitos países possuem um grande amor à Santíssima Virgem. Mas chama
a atenção que alguns povos tão marianos, não manifestem igual
sentido para uma vinculação pessoal profunda com o Pai de Cristo. E
acontece muitas vezes o caso de que alguém cortou sua relação com
Deus, tornou-se ateu, mas segue mantendo, entretanto a relação com a
Virgem; parece ser o último que se perde.
A razão desta situação não é difícil de entender, se olhamos de
perto a realidade da família. O pai é, em muitas famílias, uma
figura muito débil. Em comparação com a mãe, resulta quase um
estranho. Está ausente de casa durante todo o dia e, geralmente,
carece de capacidade de diálogo pessoal com os seus. Seu trato é
normalmente distante e duro. Nos setores populares é ele quem grita
e bate que é autoritário e injusto com os filhos, que é alcoólico e
por isso maltrata a mãe.
Nos níveis médios e altos, a crise de paternidade não se expressa
tanto em violência. O pai é aí geralmente o grande ausente do lar: o
que sempre está ocupado em coisas importantes que não lhe deixam
tempo para os filhos. Acredita que sua função paterna se reduz a
trabalhar por sua família, a dar-lhe coisas aos seus. Quantos filhos
dão a entender claramente que preferiam ter menos dinheiro, e ter um
pai mais próximo.
Para muitos, a palavra “pai” é uma palavra que só evoca rebeldia ou
frustrações. À jovens feridos ou frustrados pelo pai ausente ou
violento, não podemos dizer-lhes: Tenho uma boa noticia: Deus é Pai
e te ama. À jovens que rechaçam o seu pai e tratam de fugir dele,
essa boa notícia de Deus Pai se transforma em uma má notícia.
Por isso, o Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt,
afirma que vivemos como o filho pródigo, em “estado de fuga da casa
do Pai”. Em sua opinião, o problema do ateísmo moderno se deve, em
primeiro lugar, a crise da família. “Tempos sem pais são tempos sem
Deus”.
Crise de pai, crise de autoridade
Aqui reside a causa mais profunda da crise de autoridade, tanto na
sociedade como na Igreja. No fundo trata-se do rechaço a uma
autoridade que o homem de hoje identifica com a do próprio pai. O
deterioro da autoridade familiar o leva a considerar abusiva e
opressora qualquer autoridade. O homem moderno pensa que o próprio
da autoridade é “mandar”. Numa cultura da eficácia, a autoridade se
reduz a isso: a mandar, porque a ordem é o mais rápido.
Mas a função da verdadeira autoridade é dar vida, fazer crescer.
Modelo dessa autoridade é Deus Pai Todo Poderoso e seu reflexo, o
Bom Pastor. Por isso, a criança recém nascida, não se lhe dá ordens.
Simplesmente, se lhes veste, se lhe alimenta, se lhe acaricia, se
lhe ensina.
Ninguém ensina a caminhar a uma criança dando-lhe ordens, mas se lhe
dá a mão, anima-lhe. A ordem só tem sentido se ajuda a crescer. A
autoridade, qualquer autoridade só se justifica se está ao serviço
da vida, como fonte de vida.
Que pobre é, frente a esta visão, o conceito atual de autoridade! Em
todos os níveis, a autoridade humana foi-se distanciando de seu
modelo, Deus Pai. Quem deveria refleti-lo, no plano religioso,
político, laboral e familiar, não o refletem. Por isso, as palavras
“pai” ou “autoridade”, a muitas pessoas lhes soam ocas ou lhes
produzem rechaço.
Como receberão o anúncio de um Pai providente que sempre nos mira e
que com poder infinito nos tem ao alcance de sua mão? Será, sem
dúvida, a pior e mais deprimente notícia que possam escutar.
Perguntas para a reflexão
1. Brindo meu tempo privilegiado a minha família?
2. Como foi minha relação com meu pai natural?
3. É fácil vincular-me com Deus Pai?
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