|
A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
 |
|
|
|
 |
|
|
Dependência de Deus.
Cremos que a Virgem Maria é a Vencedora em todas as batalhas. Mas, qual é o preço de
suas vitórias? Diz o Proto Evangelho: Tu observarás seu calcanhar (Gen. 3,
15). O que significa isso? Interpreta o Padre Kentenich, fundador do Movimento de
Schoenstatt: Isso significa dizer que vivemos na ordem da cruz. Também a
Virgem e o Senhor viveram nessa ordem. Não tinham o pecado original, mas assumiram uma de
suas conseqüências: o sofrimento e a cruz.
Nós vivemos na ordem da cruz: nosso calcanhar foi ferido. Temos que contar com isso e
tomá-lo a sério. E qual é a cruz mais pesada para o homem que aspira ao céu? É o peso
de sua própria natureza, a fragilidade humana. Frente a isso temos que só uma coisa a
fazer: dizer sim a nossa pequenez de todo coração, aceitar nossa debilidade com grande
humildade. Essa sim é a condição mais essencial para ser apto, para ser aceito como
instrumento. Nossas debilidades são como um trampolim para lançarmos nos braços
de Deus assegura o Padre Kentenich.
É algo grande poder dizer que Deus quer utilizar-me como instrumento apesar de minhas
debilidades. E quantas debilidades levamos conosco! Debilidades corporais, espirituais,
morais... Mas maior ainda é dizer: Deus me quer precisamente porque sou débil.
Por que permite Deus nossas debilidades, nossas faltas? A verdadeira piedade não
consiste, de nenhuma maneira, em que não caiamos, em que não tenhamos pecados. A
verdadeira piedade consiste na dependência de Deus, na adesão a Deus. E a pessoa
magnânima se sente tanto mais dependente quanto mais conhece sua própria debilidade. Por
isso, Deus permite a debilidade. Porque quer que nos vinculemos a Ele. Minha debilidade
deve ser como uma força que me empurra aos braços de Deus.
O título mais valioso para ter direito a receber a misericórdia de Deus, é o de minha
miséria pessoal. Por isso o Padre Kentenich pode dizer: A pequenez conhecida e
reconhecida pelo homem, pelo filho, significa 'impotência' do Pai e 'onipotência' do
homem.
É o que expressa São Paulo com as palavras: Quando sou débil, sou forte.
(2ª Cor. 12, 10).
A atitude de instrumento. O grande obstáculo para a atividade de Deus no homem e através
do homem é e segue sendo a doentia vontade própria. O verdadeiro instrumento há
renunciado a ela, para estar somente a disposição de Deus e de sua obra. Ali onde Deus o
põe, está ele com toda sua pessoa e sua força e vive somente para sua tarefa.
O Padre Kentenich costumava contar nesse contexto o exemplo de um sacerdote de Colônia.
Mandou pintar seu ideal pessoal na casa paroquial. O quadro mostrava um burro, e sobre ele
a Santíssima Virgem com Cristo. O que queria dizer com isso é: eu sou o burro sobre o
qual podem sentar-se Cristo e a Virgem Maria. E como o burrinho, eu devo levar a Cristo e
a Virgem pelo mundo. Devemos cultivar em nós a consciência de ser um burrinho, de ser um
instrumento predileto em mãos da Virgem e de Deus.
Ao chamar-me a essa comunidade, a essa paróquia, Deus me elegeu para ser seu colaborador.
Elegeu-me para ser instrumento em sua mão e na mão de Maria, para fazer através de mim
grandes coisas. O que importa não é então minha capacidade ou minha pequenez pessoal. O
que importa é minha consciência de instrumento, minha disponibilidade e obediência aos
desejos do Pai. Se me sinto instrumento através do qual Ele está atuando, isso me dá
uma grande segurança frente à vida e seus desafios, e desperta uma força criadora
extraordinária. E esse há sido o segredo dos santos. Por isso, consciência de
instrumento ou consciência de ser o burro da Virgem Maria e de Deus para seus
planos.
Perguntas para a reflexão
1. Busco a Deus em meu apostolado?
2. Sinto-me um burro da Sma. Virgem?
3. A figuração pessoal está presente em minhas tarefas?
Se deseja subscrição, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para:
pn.reflexiones@gmail.com |
|
|
|
voltar |
|
 |
Terço dos
Homens, uma campanha em prol das famílias do Brasil e do mundo.
Participe sempre e convide um amigo. |
 |
|