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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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O matrimônio é uma vocação |
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As páginas mais
belas da Bíblia são as que relatam os diferentes chamados de Deus
(Êxodo 3, Isaías 6, Jeremias 1, entre outros). “Eu te chamei por teu
nome”, diz a Isaías.
Assim também foi Deus quem despertou o amor entre os matrimônios.
Foi Jesus Cristo que a seus apóstolos dizia “Segue-me”, assim também
os matrimônios foram chamados a seguir-lhe. A diferença é que foram
chamados a dois.
Todo chamado implica que Deus é quem escolhe e destina uma tarefa
determinada em benefício de outros. Deus nos chamou para sermos
imagem do Amor de Cristo aos homens, a sermos o canal pelo qual esse
amor chegue ao cônjuge, aos filhos e ao mundo inteiro. Desde sempre
Ele os pensou unidos (Jr. 1, 5). Como membros de uma paróquia, de um
movimento, torna-se ainda mais clara esta escolha e nossa vocação
apostólica. Ele nos necessita para salvar a famílias e colaborar na
construção do Reino de Deus.
Todo chamado é gratuito. Não por mérito próprio. Deus escolhe aos
pequenos para grandes tarefas. Assim também somos conscientes de
nossa pequenez e nossas limitações para que nosso amor conjugal seja
reflexo do amor de Cristo para sua Igreja.
Também vemos nossas limitações na tarefa de educar e conduzir, como
sacerdotes, a nossos filhos para Deus. “Eu te bendigo, Pai, porque
escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos
pequenos” (Mt. 11, 25).
Em todo chamado há um encontro pessoal com aquele que chama (Jo. 1,
35-51). Talvez no momento de nosso casamento não soubéssemos deste
chamado nem conhecêssemos àquele que nos chamava. Somente víamos ao
cônjuge. “Vinde e vede” (Jo. 1, 39). Talvez com o passar dos anos
havemos descoberto com mais profundidade a Cristo ou intuímos a
imensidão do amor de Deus em nossas vidas.
Para todo chamado existe uma resposta sem perder tempo… (Mt. 21,
22), já não há escusas; de repente não coincide com nossos planos
(Mt. 19, 16-26 o jovem rico). Todo chamado implica numa resposta
radical incondicional.
Onde está a escolha está também a graça. Todo chamado traz consigo
uma promessa. A condição para a realização da promessa é a
fidelidade nas provas e dificuldades. Escutamos ao anjo na
anunciação: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de
Deus” (Lc. 1, 30). Acontece que muitas vezes não confiamos e não
solicitamos essa graça sacramental de nosso matrimônio.
O matrimônio é um chamado à santidade a dois. “Vinde e siga-me”. A
Igreja em sua mentalidade ainda não há mudado seu conceito da vida
conjugal como caminho para a santidade. O Padre Kentenich, fundador
do Movimento de Schoenstatt, luta contra esta mentalidade e nos
convida a desenvolver uma espiritualidade laica no caminho para a
santidade onde a vida conjugal, a sexualidade, o trabalho, a
educação dos filhos tenham um lugar particular. O matrimônio é uma
“escola superior de amor” e deveria ser como uma sã competência
entre consagrados e casados de quem chega antes à santidade e a
plenitude do amor. Tudo no matrimônio pode ser caminho para a
santidade.
Por outro lado, todo amor humano em algum momento nos desilude para
transformar-se num trampolim que nos leve a encontrar um abrigo mais
profundo em Deus. Para isso Deus coloca as dificuldades em nosso
matrimônio, para nos educar no amor. Há muito por polir e muito de
que desprender-se.
Perguntas para refletir
1. Que me diz este texto?
2. Pensei alguma vez na santidade a dois?
3. Qual é o valor e sentido das desilusões?
Se desejar subscrever, comentar o texto ou dar seu testemunho,
escreva para: pn.reflexiones@gmail.com |
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Terço dos
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