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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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| O Mistério de 20 de janeiro de 1942 |
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O 20 de janeiro de 1942 é
para o Padre não apenas um dos quatros marcos, se não também o eixo de nossa historia.
Muitos conhecemos as circunstancias e os fatos desse dia: O Fundador encontra-se na
prisão e é declarado apto para ir ao campo de concentração de Dachau. Mas existe una
possibilidade de salvar-se; se pede um novo exame médico. E no dia 20 de janeiro, o Padre
toma a decisão de não aproveitar essa possibilidade e ir livremente a Dachau.
Agora, qual é o mistério desse dia? Penso que, como na vida de Cristo, é um
mistério da cruz, do amor e da ressurreição.
1. Mistério da cruz
A cruz, o grande mistério da vida e morte de Cristo, o é também na vida de seus
discípulos, os cristãos. Assim também o entende o Fundador: ele deve ser agora Pai dos
seus desde a cruz. Por isso lhes diz numa de suas cartas desde a prisão: Não
creiam que seriam em primeiro lugar meus retiros, meus conselhos ou minhas palavras, o que
mais lhes poderiam ajudar agora. O mais fecundo que posso fazer é minha entrega por
vocês na cruz.
Sua tarefa agora não é buscar sua liberdade, livrar-se do campo de concentração. Sua
tarefa é imitar a Cristo, o Bom Pastor, em sua paixão: arriscar a própria vida por suas
ovelhas, e arriscar também a existência de sua Família. Porque naquele momento, a obra
ainda não estava suficientemente formada e desenvolvida para poder existir sem seu
Fundador.
Também a Família de Schoenstatt deve entrar neste mistério da cruz. Por isso, o Padre
Kentenich trata de despertar disponibilidade e abertura para a cruz, através das cartas e
escritos que lhes envia. Toda a Família está chamada a assemelhar-se a Jesus Cristo
crucificado.
É o mesmo que aconteceu nos tempos do Senhor: a cruz separa os verdadeiros e falsos
discípulos.
Também em Schoenstatt prova-se a verdadeira fidelidade de seus seguidores: estão os que
pertencem apenas exteriormente a Família, os que compartilham suas idéias, sua
espiritualidade, sua pedagogia. E estão os que formam parte interiormente de Schoenstatt:
os que estão dispostos a arriscar-se pelo Padre e seu destino, a seguir-lo pelo mesmo
caminho da cruz.
2. Mistério de amor
Na vida de Cristo, Ele não buscava a cruz e a morte. Queria amar e obedecer. Apenas
aceitava as coisas como vinham. E quando o exigia, dava a vida livremente, num gesto de
amor infinito.
Do mesmo modo o P. Fundador. Toma a decisão do 20/01 por amor e confiança em Deus. Deixa
para trás a segurança humana, para entregar-se totalmente nas mãos de Deus. Apenas quer
aceitar e cumprir o desejo e a vontade de Deus. O importante para ele não é a cruz como
tal, se não a vontade do Pai. Comenta o mesmo Fundador: A fecundidade alcançada
não foi conseqüência de um heroísmo humano, se não conseqüência do cumprimento da
condição pedida por Deus, de haver encontrado o que Deus exigia.
3. Mistério da ressurreição
O que consola a um cristão, da-lhe animo, esperança e confiança é o fato de que
a cruz nunca é o último: toda tristeza se converte em alegria, todo fracasso em
vitória, toda paixão e cruz em ressurreição. Assim foi não só na vida de Cristo, se
não também na vida do Padre Kentenich e da Família de Schoenstatt. A decisão de 20 de
janeiro propicia uma fecundidade imensa.
Perguntas para a reflexão:
1. O que opino hoje sobre aquela decisão do PF?
2. Qual é meu aporte para levar adiante a missão do Padre Fundador?
3. A que vício ou comodidade poderia renunciar como parte da cruz em
minha vida?
Se deseja comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com
Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay |
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