A Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família

Padre Nicolas

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Os Caminhos que Levam ao Pai
O P. Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt, nos mostra os quatro caminhos que usa Deus para ajudar-nos a caminhar rumo o seu coração.

1. O caminho normal. Consiste em que o homem aprenda a abrir-se a Deus Pai através da experiência gozosa de seu padre natural. Foi o caminho de Santa Teresinha. Ela aprendeu a conhecer a Deus mirando a seu pai. Quando ia a missa, de criança, não olhava o altar porque não entendia nada, mas olhava a cara de seu pai. E pelo que ia passando na cara de seu pai, ia captando a importância do que acontecia no altar. E depois da morte dele, cada vez que rezava o “Pai Nosso”, dirigia-se ao mesmo tempo a seus dois pais no céu, cujos rostos nunca havia visto separados. Este é o caminho normal ou ideal, o que todos haveríamos seguido se não houvesse havido pecado original. Entretanto, são poucos os que hoje em dia podem seguí-lo.

Mas o que acontece se este caminho normal falhou? O Pai Todo Poderoso que é capaz de extrair bem do mal, pode endireitar os caminhos torcidos. E segundo o Padre Kentenich, Deus recorre principalmente a outros três caminhos, para compensar as deficiências do próprio lar e facilitar-nos o acesso a Ele.

2. O caminho do pai substituto. Um caminho compensatório é a experiência de alguém que chega a converter-se, no plano humano, num verdadeiro pai. Pode ser o avó, um tio, um professor, um sacerdote, alguém que faz às vezes de pai para mim. E esta experiência vai convertendo-se no caminho de acesso rumo a paternidade de Deus.

Logram descobrir em outra pessoa, o tipo de autoridade que buscam: um homem próximo, que servi, que dá confiança, que estimula; um verdadeiro pai que conduz a Deus.

3. O caminho de contraste. A este caminho compensatório o procuram aquelas pessoas que não se bloqueiam com a ausência de um pai humano. Se não que Deus arranja para que esse vazio gere uma fome imensa desse pai que não tiveram.

E quando este tipo de pessoas descobre que Deus é esse pai que tanto andavam buscando, se aferram a Ele com uma força extraordinária.

4. O caminho da própria paternidade. Um terceiro caminho é a experiência da própria paternidade, seja carnal ou espiritual. Muitos homens, apesar de viverem uma triste infância, chegaram a ser excelentes padres. Foram os próprios filhos, com sua entrega simples e filial, os que despertaram e plasmaram neles um coração de pai. Somente aí descobriram o maravilhoso mistério da relação filho pai. E como fruto dessa experiência gozosa de sua própria paternidade, começaram a compreender que Deus também era assim.

Revisemos cada um qual há sido sua própria história, sua experiência pessoal de paternidade. Percorramos nosso próprio caminho rumo a um descobrimento vital do amor de Deus Pai.

Um grande desafio

Creio que todos nós percebemos a importância única de ser pai de família. A felicidade de nossos filhos e nossa própria felicidade depende disso. E se pensamos no caminho ideal de Santa Teresinha, o desafio é imensamente grande. Não só devemos ser pais amorosos de nossos filhos, mas devemos tornar presente ao Deus Pai e a Santíssima Virgem a eles. Nossos filhos devem reconhecê-los em nós, amá-los em nós e, através de nós, chegar a eles de um modo espontâneo. Devemos poder dizer como Cristo: Quem vê a mim, vê a Deus Pai. Quem vê a mim, vê a Mãe de Deus.

É um desafio aspirar à santidade mais alta. “Sejais perfeitos como vosso Pai do céu é perfeito”. Sejais perfeitos como vossa Mãe do céu é perfeita.

Perguntas para a reflexão

1.    Qual foi minha experiência com meu pai?
2.    Que imagem vêem meus filhos em mim?
3.    Como poderia melhorar minha imagem paterna?

Se deseja subscrever-se, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com

Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay

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