A Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família

Padre Nicolas

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O Schoenstatiano Light e o de Ouro
Primeiro uma breve descrição do homem light, que se parece muito a esses produtos light que estão de moda ultimamente:

* É um homem bem informado mais de escassa educação humana. Sua meta é a vida fácil e cômoda; suas aspirações são o dinheiro, o êxito, o bem estar e o prazer; trata de conseguir-los sem restrições morais.

* Suas opiniões mudam permanentemente, suas normas de conduta dependem do que está de moda. É um sujeito superficial, frívolo e vazio. É um homem sem compromissos sérios; que vive unicamente para si mesmo.

Não me estranharia se estivéssemos contagiados destas tendências tão nefastas. Neste caso aplicaríamos o dito ao “Schoenstattiano light”.

Para que lhes digo isso? Permitirá-nos ajudar a nossos filhos em sua difícil luta contra as influencias destrutivas do mundo de hoje.

O contrário é o Schoenstattiano de ouro: que características há de ter? Para entender melhor a idéia, vamos ver o que pensa o Padre Fundador sobre os schoenstattianos de ferro e de prata.

O schoenstattiano de ferro procura cumprir com seus deveres fundamentais, mas não tem força para o sacrifício e a renuncia. Vive num estado de tibieza e superficialidade Não é guiado pela razão, sim por seus sentidos e instintos: seus olhos têm que ver tudo. Seus ouvidos têm que escutar tudo, saber das últimas novidades, tem que comer tudo o que encontra.
Luta para evitar o pecado grave, mas está em perigo permanente de cair diante das tentações do mundo, da carne e dos sentidos.

Assim, o schoenstattiano de ferro é parente muito próximo do homem light, cujo ideal é do mínimo esforço e da máxima comodidade. E percebemos que não estamos tão alheios a este tipo de pessoa.

A imagem que o caracteriza é o avestruz. É o homem tão preso a terra que não pode elevar-se, voar para as alturas.

O schoenstattiano de prata é uma pessoa ativa, apostólica, espiritual, entregada. O schoenstattiano de prata sim tem força de sacrifício e renuncia. Mas o que o move no mais íntimo são motivações naturais: a ambição, a vaidade, o egoísmo, o desejo de ser reconhecido e admirado. Seu próprio eu está ainda no centro. Penso que muitos de nós nos movemos ainda neste nível do schoenstattiano de prata. Custa-nos dar o último passo, aniquilar o egoísmo em nosso coração e em nossa vida.

O homem de prata está personificado na galinha. Já pode revoar, elevar-se um pouco da terra, aspirar alto de vez em quando.

O schoenstattiano de ouro é o homem de um nível superior, que está enraizado totalmente no mundo de Deus. Entregou seu entendimento, sua vontade e seu coração inteiramente a Deus. Seu lema é fazer apenas o que agrada ao Pai. Esqueceu-se de si mesmo e olha o mundo com os olhos de Deus. O Schoenstattiano de ouro quer que Deus seja o timoneiro de sua vida. Conhece um só pensamento: a vontade de Deus, também em dor e cruz. Por isso diz o Padre que o Schoenstattiano de ouro se faz realidade quando toma em sério sua cruz, quando começa a viver-la na sua vida cotidiana.

O animal que caracteriza o homem de ouro é a águia. Eleva-se ele por cima desta terra, aspira ao mais alto, está perto de Deus.

Irmãos, todos estamos em caminho, aspiramos e lutamos por este alto ideal. Algum dia chegaremos a ser uma comunidade de Schoenstattianos de ouro.

Perguntas para a reflexão:


1.    Ferro, prata e ouro… em qual estou?
2.    É difícil para mim o sacrifício e a renuncia?
3.    Darei a Deus o timão de minha vida?

Se deseja comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com

Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay

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