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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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| Os Demônios da Vida Conjugal |
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No amor conjugal, o segredo
é não lutar contra a idade, sim em união com ela, tal é a regra da sabedoria.
A infância do amor conjugal - Ao início é sobretudo alegria e
esperança. O amor é novo e está intacto. Os dois vivem em estado de descoberta
permanente.
Entretanto, o amor não escapa aos ataques do tempo. Uma primeira crise, a da desilusão,
sacode o lar nascente. O demônio da desilusão faz que a imagem ideal que um havia
construído do outro, comece a desvanecer-se. Para vencer esta crise terão que aceitar-se
em suas imperfeições. Nesta época o matrimônio se constitui realmente.
A juventude do amor - Ao final da fase de adaptação, um mútuo
conhecimento impede maiores atritos. O amor se instala. Mas, se a crise da desilusão não
foi superada, o tempo precipita a segunda crise, a do silêncio. Se o demônio mudo se
apodera dos dois, caem em uma espécie de letargia. O casal vive, então, em retrocesso,
sem crescer, sem um ritmo seguro, sem dinamismo. Vencer esta segunda crise é
indispensável para que o amor sobreviva.
A maturidade do amor - Por volta dos 15 anos, os esposos adquiriram
maturidade. Com uma juventude madura vivem com serenidade. São os anos mais belos da vida
conjugal. Já não se fala de felicidade, como quando se é jovem, simplesmente é feliz.
Mas, também pode produzir-se o contrário, se não encontraram o caminho do diálogo e de
sua unidade. Uma terceira crises, com freqüência fatal, é a da indiferença. O amor se
transformou em hábito, o hábito em rotina, e a rotina, enfim, em indiferença. Vive-se
junto ao outro, mas os corações já não estão em contato: o tempo paralisou ou
inclusive matou o amor. A vida em comum não é mais que uma aparência que se mantém,
seja por obrigação já que estão os filhos, seja por conveniência social.
Com o demônio da indiferença instalado, sempre existe lugar para um novo amor e, por
isso, para a infidelidade e a separação.
O meio dia do amor - Entre os 45 e 50 anos, surge um novo perigo.
Em ambos é o difícil momento das mudanças físicas e psicológicas. A mulher perde um
atributo de sua feminilidade, a fecundidade. O homem vai perdendo um caráter de sua
virilidade: o vigor sexual. Mas, antes que se produza esse declive, muitas vezes se dá
uma espécie de volta à adolescência.
A essa crise da metade da vida chamamos de: demônio do meio dia. Se o matrimônio entra
nessa etapa minado pela indiferença e pela rotina, o demônio do meio dia tem grandes
possibilidades de triunfar.
O renascimento do amor - Se o casal, soube superar essa época
turbulenta, entra num período de uma segunda maturidade. É o crepúsculo do amor, o
momento em que o matrimônio desfruta da unidade conquistada, de una harmonia, profunda e
de uma nova paz. É a hora de uma felicidade serena, sem choques e sem conflitos. O tempo,
que não perdoa, oferece então aos cônjuges a inapreciável recompensa do renascimento
do amor.
O repouso do amor - Virá, por último, a hora do repouso em que
envelhecidos no amor ambos só terão reconhecimento um para o outro. Nem sequer a
dolorosa perspectiva da morte poderá perturbar a maturidade do amor. Haver-se amado até
o final converte a morte num ápice, numa vitória. Diante dos homens, como diante de
Deus, não existe um amor mais perfeito que o de dois seres que envelheceram juntos e que
deram a mão para vencer as últimas dificuldades, para gozar das últimas claridades do
dia.
Perguntas para a reflexão
Algum desses demônios me é conhecido?
Que posso fazer para enfrentar-los?
Como andamos com o diálogo conjugal?
Se deseja comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com
Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay |
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