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A
Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao
Cordeiro de Deus |
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Na época dos
primeiros cristãos toda a vida eclesiástica se desenvolvia nas
casas, já que ainda não havia templos próprios. Toda a família se
convertia e passava a formar parte da Igreja. Hoje em dia voltamos a
tomar consciência desta realidade tão importante.
Por meio do batismo e pelo sacramento do matrimônio, Cristo mesmo
está presente em cada lar cristão e desde aí realiza sua tarefa
salvadora: cura, abençoa, transforma, guia e educa o seu povo no seu
caminho de Salvação.
No documento do Concilio Vaticano II lemos: “nesta espécie de Igreja
doméstica os pais devem ser para os filhos os primeiros predicadores
da fé, por meio da palavra e do exemplo e devem fomentar a vocação
sagrada” (Lumen Gentium, 11).
Nossa primeira experiência eclesiástica é nosso próprio lar. Aí
aprendemos a crer, a amar a Deus e aos homens, aí nos desenvolvemos
como pessoas. No amparo do lar encontramos a Deus que habita no meio
de nós. Pelo batismo participamos da missão profética, sacerdotal e
real de Cristo; pelo sacramento do matrimônio o fazemos como casal,
e Cristo mesmo atua por meio de nós, santificando nossa família.
Tanto o pai como a mãe participam do magistério, do sacerdócio e da
pastoral de Cristo. Eles são os primeiros catequistas e formadores
da fé cristã.
A Igreja, em sua função do magistério, tem a missão de transmitir a
fé, cuidar das tradições e verdades da Igreja. Cristo nos há
revelado a verdade sobre o Pai e nos há mostrado o sentido do homem
mesmo.
Isto se há afiançado durante os séculos por meio de tradições que
cultivaram e ajudaram a levar à vida estas verdades cristãs. É nossa
tarefa como famílias “velar” para que nossos filhos cresçam nesta
tradição e possam continuá-la.
Hoje mais que nunca necessitamos clareza sobre as verdades e
costumes cristãos já que nossos filhos estão constantemente
bombardeados por um ambiente secular e pouco cristão. Queremos ser
catequistas, educadores nos valores e costumes cristãos para nossos
filhos. Daí a pergunta de quanto tempo dedicamos a nossa formação
catequética.
O que não se sabe, não se vive e não se pode ensinar. Um grande
problema é a ignorância religiosa que há provocado a proliferação de
inumeráveis seitas cristãs e não cristãs que vão lentamente minando
nossa fé.
A família hoje mais que nunca, tem um rol fundamental na transmissão
da fé. Que bem nos faria como matrimônio tomar o catecismo e começar
a ler, juntos, as partes que mais nos interessam! Teria que
transformar-se em nosso “tira dúvidas”.
Também poderíamos nos perguntar como cultivamos nosso amor à Igreja
em nossa casa: a leitura da palavra de Deus, nossas conversas sobre
a fé, como aproveitamos os períodos de catecismo de crisma e
primeira comunhão de nossos filhos.
Nosso desafio é conquistar o que se herdou. Temos que levar ao
futuro o que nos legaram nossos avós. O que nos legaram? O que
herdamos de nossos pais, devemos conquistar para realmente
possuí-los.
Que esses valiosos bens da fé católica se convertam em íntima e
individual possessão nossa; do contrário nada estará assegurado em
nós nem em nossa família, nem tampouco estaremos prevenidos contra o
espírito mundano e demoníaco.
Perguntas para a reflexão
1. Acompanhamos o catecismo de nossos filhos?
2. Sou um cristão de costume, de tradição?
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