Transparente do Espírito Santo
A mulher vem associada com o Espírito Santo. E quando
historicamente quis tomar morada no meio dos homens, o fez no coração de una mulher.
Maria, desde a Anunciação, converte-ser não somente em mãe, senão também em morada e
em santuário do Espírito. E desde esse momento, cada mulher e cada mãe será para
sempre morada e imagem do Espírito Divino.
Mãe e virgem
Quando o Padre explica a essência da mulher, o eterno nela, então utiliza
distintas expressões. Uma delas diz que a mulher é mãe e virgem. Isso vale para toda
mulher, independente de seu estado de vida. Também a mulher casada deve ser não somente
mãe senão também virgem. Maternidade e virgindade condicionam-se para a fecundidade
plena da alma feminina. Por isso, uma autêntica mulher e mãe deve cultivar ambos os
princípios.
Maternidade é a DOAÇÃO de si mesma: o serviço, a preocupação pela vida, a entrega
pessoal, abnegada e amorosa, o encontro pessoal.
Virgindade, por outro lado, é RESERVA de si mesma: a pureza, a delicadeza, a
interioridade, a receptividade, ser filial e aberta à Deus.
O elemento que hoje em dia está perdendo-se é a virgindade, é dizer, a
interioridade, a dependência e filiação a Deus, ao grande e nobre. Mas, a perca dessa
riqueza virginal implica também a perca da doação maternal. Quem não é filha, não
pode ser mãe. Maternidade e virgindade, ambos os mundos têm que complementar-se. O
modelo, o encontramos na Mater: Encarna não só o espírito senão também a realidade de
ser mãe e virgem.
Cada mãe, cada mulher que quer chegar a sua maturidade plena tem que aprender a cultivar
e equilibrar estes dois fatores: maternidade e virgindade reserva de si mesma e doação
generosa de si mesma, receptividade e obsequiosidade. Missão frente ao pai e a cultura
E qual é sua missão frente ao pai? Então, o Padre costumava citar umas palavras
de São Bernardo: O varão não é elevado nem redimido a não ser pela
mulher. E não o referia somente à Mater, senão também à pequena
Maria, a mulher redimida.
Numa de suas conferencias em Milwaukee interpretou nesse contexto a origem da mulher: Como
diz a Escritura, Quando Deus fez o varão, tomou terra. Por isso, é um homem terra. E
depois lhe deu seu alento. Por isso, como aparece o varão? É uma união entre terra e
espírito, entre o mais inferior e o mais alto, entre instinto e inteligência. E então
formou a mulher, da costela do homem. E isso, o que significa? Ela é um ser
intermediário, entre o mais inferior e o mais alto, entre instinto e inteligência,
extraído do coração do homem. Qual é, por isso, a grandeza da mulher? Ela é o
coração de toda a criação. E, que ensina isso ao homem? Que necessita um coração;
que o centro do homem é o coração. E a grande missão da mulher e mãe é complementar
o homem mediante seu coração. Mas também tem que ser o coração e a alma de toda a
cultura.
E o eterno da mulher é então, simplesmente, seu coração, seu coração puro e
entregado. Sua contribuição mais central tem que ser o coração, símbolo de seu amor,
e o cultivo de seu coração. Todo seu trabalho dentro e fora do lar, deve ser dirigido
pelo coração, pelo amor. Por isso, a obra-mestra de educação da mulher e da mãe é a
educação do amor, a educação do coração.
Perguntas para a reflexão
1. Como mãe, como mulher, sinto-me transparente do Espírito Santo?
2. Que me diz a frase de São Bernardo?
3. De que maneira manifesto meu ser coração?
Se deseja comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com
Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay |