A Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao Cordeiro de Deus

Brasília, 8 de setembro de 2010 – Nº 2422

REFLEXÃO

QUARTA-FEIRA - Mt. 1, 1-16: 18-23

Jesus se insere na história da humanidade e, ao fazê-lo, também passa a ter uma história. Ele é verdadeiramente homem e assume em tudo a condição humana, menos o pecado. Ao comemorarmos o nascimento da Virgem Maria, estamos comemorando um fato da história do próprio Cristo, pois o seu nascimento está condicionado ao dela, uma vez que ele é seu descendente, já que ela é sua mãe. Com isso, podemos perceber o Senhor da história se inserindo e agindo na própria história da humanidade, para nela realizar o seu plano de amor e salvação.
COMEMORAÇÕES
Nascimento

· Dom Carlos Verzeletti, Bispo de Castanhal - PA, 1950
Ordenação Episcopal

· Dom Geraldo Majela de Castro, OPraem, Arcebispo Emérito de Montes Claros - MG, 1982
· Dom José Edson Santana Oliveira, Bispo de Eunápolis - BA, 1996

Ordenação Presbiterial

· Dom Adriano Ciocca Vasino, Bispo de Floresta - PE, 1974
· Dom Meron Mazur, OSBM, Bispo Auxiliar de São João Batista em Curitiba dos Ucranianos, 1990
· Dom Ottorino Assolari, CSF, Bispo de Serrinha - BA, 1973

NOTÍCIAS

· Três mil fiéis acompanham a Ordenação Episcopal de dom Antônio Braz Benevente
· Cidade do México festeja natividade de Nossa Senhora
· Conferência Episcopal da Colômbia realiza Congresso Nacional de Pastoral sobre o Envelhecimento
· Brasil é representado por 54 participantes no 3º Congresso Latinoamericano de Jovens
· Diocese de Montenegro comemora dois anos de fundação
· Caminhada pela paz na diocese de Floresta
· Regional Norte 2 realiza o 1º Congresso Bíblico-catequético
· Pastoral Universitária da Venezuela e Setor Universidades da CNBB trocam experiências
· Setor Universidades divulga o EBRUC para 1800 jovens em Brasília
· Arquidiocese de Juiz de Fora realiza 1º Sínodo Arquidiocesano
· Diocese de Toledo prepara regimento de Administração e Economia
· Celebração de envio encerra o 3º Congresso Vocacional
· Presidente da CNBB preside última missa no Congresso Vocacional
· “A nobreza de Deus não se ensina com técnica”, diz presidente do 3º Congresso Vocacional
· ‘Geração Y’ deve ter atenção especial dos animadores vocacionais, diz assessor do Congresso Vocacional
· Aberta a Semana Brasileira da Missão Continental
· Brasil deve ter a maior delegação no Congresso Vocacional Latino-americano
· Diretor da Pontifícia Obra das Vocações agradece o trabalho dos promotores vocacionais
· Dom Dario: “Nem todo discípulo é missionário”
· Padre Libânio fala sobre a teologia do discipulado e da missão no Congresso Vocacional
· Dom Esmeraldo: “O encontro com Jesus nos faz seguir seus passos”.
· Congressistas recebem visita do cardeal de São Paulo
· Teólogo aponta luzes e sombras no contexto das vocações
· Prefeito da Congregação para a Educação Católica destaca necessidade de promover a Pastoral Vocacional
· Congresso Vocacional discute “Vocações no contexto sócio-cultural”
· Congresso Vocacional deve nos levar a sermos animadores das vocações na Igreja, diz dom Leonardo
· Congresso Vocacional começa em Itaici e reúne 400 pessoas
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Três mil fiéis acompanham a Ordenação Episcopal de dom Antônio Braz Benevente

Mais de três mil fiéis participaram da cerimônia de Ordenação Episcopal de dom Antônio Braz Benevente, ontem, 7, no ginásio Marista Diocesano, em Uberaba (MG). Participaram da cerimônia párocos e fiéis, inclusive com a presença de caravanas de cidades da região como Frutal, Conceição das Alagoas, Nova Ponte, Pirajuba e Araguari, todas em Minas Gerais, além de Jacarezinho (PR), onde o novo bispo atuará.

Escolhidos por Dom Benevente, dom Roque Opperman, dom Benedito Ulhôa e dom Fernando Penteado, bispo emérito de Jacarezinho foram os bispo consagrantes. Um dos organizadores e integrante das 10 comissões montadas para conduzir a ordenação, que serve à frente da Paróquia do Santíssimo Sacramento, padre Fabiano Roberto, destacou o fato como sendo de extrema importância histórica e eclesiástica para Uberaba. “Dom Benevente é o 2º padre, filho do clero uberabense, nomeado bispo, motivo de alegria para nós e orgulho eclesial, porque o Papa olha com benevolência e reconhece as virtudes de um dos padres da nossa região”.

O cerimonial rico em símbolos culminou com a unção da cabeça do bispo, a abertura do Evangelho sobre sua face, a entrega do anel episcopal que representa fidelidade ao Papa, a cruz de quem serve em nome de Cristo, a mitra que confere realeza apostólica, além do báculo em sinal do pastoreio. Depois da acolhida e ritos finais, dom Benevente foi conduzido pelo espaço por meio dos bispos ordenantes, dando a benção a todos.

Visivelmente emocionado, dom Antônio Braz Benevente enfatizou a incumbência que tem com os paranaenses. “O que poderei oferecer é tão somente o meu trabalho e a minha fidelidade a Cristo, como sempre fiz.

Integrando a diocese de Jacarezinho, dom Benevente será o sétimo bispo da diocese paranaense.
Cidade do México festeja natividade de Nossa Senhora

Hoje, 8, às 20h, será comemorado o nascimento de Nossa Senhora. Trata-se do “Rosário de amor guadalupano”, evento para o qual se espera a participação de milhões de fiéis de todo o continente americano.

O rosário percorrerá a colina do Tepeyac até o santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. A procissão será encabeçada pelo arcebispo da Cidade do México, cardeal Norberto Rivera Carrera.

Organizado pela arquidiocese do México, pela Ordem dos Cavaleiros de Colombo e pelo Instituto Superior de Estudos Guadalupanos, A iniciativa, denominada "Dia universal de Santa Maria de Guadalupe, escudo e padroeira da nossa liberdade", acontece no marco da comemoração do bicentenário da independência do México (16 de setembro).

Escolheu-se a data de 8 de setembro para celebrar a festa litúrgica do nascimento da Virgem Maria. O cônego da basílica de Guadalupe, Eduardo Chávez Sánchez, explica que os fiéis orarão "para que os mexicanos possam encontrar a verdadeira liberdade e a independência do pecado, da morte, do egoísmo, da soberba, do deus do dinheiro, que causam tanto mal ao nosso país".

O evento começará com um espaço musical chamado "Oração flor e canto". Depois, será lida uma mensagem do cardeal Norberto Rivera. Posteriormente, haverá duas conferências: "Nossa Senhora de Guadalupe, mãe da civilização do amor", dada pelo cavaleiro supremo dos Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, e "Santa Maria de Guadalupe, escudo e padroeira da nossa liberdade: o significado da Virgem morena na luta pela independência do México", a cargo de Eduardo Chávez Sánchez, que também trabalhou como postulador para a causa de canonização de São Juan Diego.

Segundo indicou o cônego da basílica de Guadalupe, mais de 3 milhões de pessoas dos Estados Unidos se unirão ao rosário, assim como milhares de fiéis de todo o continente, graças à transmissão de várias emissoras de rádio e televisão da América Latina e do site www.rosarioguadalupano.com.
Conferência Episcopal da Colômbia realiza Congresso Nacional de Pastoral sobre o Envelhecimento

Organizado pelo Departamento da Família, Vida e Estado Laico, da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC), acontece a partir de amanhã, 9, até o próximo dia 11, o Congresso Nacional de Pastoral sobre o Envelhecimento.

O evento é destinado aos participantes nas oficinas regionais de formação para agentes de pastoral das pessoas idosas e agentes de pastoral familiar.

O evento responde à V Conferência do Episcopado Latinoamericana em Aparecida, que levantou a necessidade de uma pastoral para os idosos: "A Palavra de Deus nos desafia de muitas maneiras a respeitar e valorizar nossos idosos. Os mesmos nos convidam a aprender com eles, com gratidão, e apoiá-los em sua solidão e fragilidade. "

A Comissão Episcopal da Família e da Vida no estado laical da CEC, quer resolver esta questão com a organização da Comissão Nacional para a Pastoral dos Idosos, que tem vindo a aumentar a consciência entre todas as dioceses do país para o desenvolvimento do trabalho permanente com os idosos.
Brasil é representado por 54 participantes no 3º Congresso Latinoamericano de Jovens

Durante os dias 5 a 12, acontece na cidade de Los Teques, na Venezuela, o 3º Congresso Latinoamericano de Jovens, promovido pelo Conselho Episcopal Latinoamericano (CELAM), em parceria com a Conferência dos Bispos da Venezuela e as Pastorais da Juventude de toda a América Latina e Caribe.

O encontro tem como lema “Caminhemos com Jesus para dar vida a nossos povos” e tem a participação de 700 delegados, dentre jovens, assessores, padres, bispos e religiosos de quase todos os países da América Latina.

O Brasil está presente com 54 participantes, com representação das Pastorais da Juventude, movimentos eclesiais, assessor nacional do Setor Juventude, padre Carlos Sávio e bispos referenciais da juventude, dom Eduardo Pinheiro (bispo responsável pelo Setor Juventude da CNBB), dom Anuar Battisti (Regional Sul 2), dom Antônio Carlos Altieri (Regional Sul 1) e dom Bernardino Marchi (Regional Nordeste 2).

Outras informações podem ser acompanhadas pela página da internet: www.pjaltino.redejuventude.org.br.
Diocese de Montenegro comemora dois anos de fundação

No dia 6, a diocese de Montenegro (RS) comemorou dois anos de instalação. A celebração desta data incluiu em seu cronograma missas em ação de graças em todas as paróquias, e uma especial celebrada pelo bispo da diocese de Montenegro, dom Paulo Antônio De Conto, na Catedral de São João Batista.

Dom Paulo ressaltou, em carta, a importância da data para os fiéis: “Saúdo a todos e digo como é importante termos um sorriso agradecido nos lábios. Mesmo no meio de muitas dificuldades, a caminhada foi e está acontecendo na unidade”.

Iniciando o texto com a citação bíblica “Alegrai-vos sempre no Senhor”, o bispo de Montenegro agradeceu a comunidade, que ajudou na construção da diocese, e direcionou os fieis na missão evangelizadora popular: “Oriento que todos ajudem a carregar o cajado. Este dignifica pastor e ovelhas, no seguimento de Jesus Cristo, pois formamos um único rebanho”, disse dom Paulo.

A criação da diocese de Montenegro foi anunciada no dia 2 de julho de 2008, pelo papa Bento XVI com a nomeação de seu bispo, dom Paulo Antônio de Conto. No dia 6 de setembro de 2008, foi oficialmente instalada em cerimônia na Igreja matriz São João Batista Montenegro que passou a ser a Catedral da Nova diocese.
Caminhada pela paz na diocese de Floresta

Neste domingo, 5, aconteceu no município de Floresta (PE), a Caminhada pela Paz, com o tema “A Paz começa na família e na escola para chegar até a sociedade”. De acordo com a organização da caminhada, houve participação significativa de 11 paróquias que integram a diocese de Floresta.

O bispo de Afogados da Ingazeira, dom Egídio Bisol, que participou da caminhada, trouxe uma mensagem transmitindo também a palavra do bispo de Floresta, dom Adriano Ciocca Vasino, que não teve como participar da caminhada.

O percurso teve três paradas com reflexões sobre os temas: família, escola e sociedade no processo de construção da paz.

No término, aconteceu na Praça Major João Novaes, uma celebração Ecumênica manifestando assim a co-responsabilidade de todos na vivência concreta da Cultura de Paz em nossa região.

“Como cantamos tão vivamente: ‘Deus nos abençoe, Deus nos dê a paz, a paz que só o amor é quem nos traz’. Esse é o refrão que queremos fazer ressoar nos quatro cantos da nossa Igreja Particular de Floresta e no mundo inteiro, na luta pela justiça e pela igualdade”, completa a organização da caminhada.
Regional Norte 2 realiza o 1º Congresso Bíblico-catequético

Aconteceu em Belém (PA), De 03 a 05, o 1º Congresso de Animação Bíblico-catequético do Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará). Participaram cerca de 300 catequistas representantes da catequese nas dioceses e prelazias. O tema “Iniciação à Vida Cristã” e o lema “Encontramos o Cristo” (Jo 1,41b), teve seu desdobramento nas oito oficinas que aconteceram.

No desenvolvimento da temática os assessores ressaltaram a importância das dioceses assumirem a Iniciação à Vida Cristã como projeto para toda a Igreja e não somente tarefa da catequese.

Os congressistas sentiram-se envolvidos e animados pela nova proposta de catequese e assumiram como prioridade para o Regional, além da iniciação á Vida Cristã a animação bíblica de toda a Pastoral, tendo em vista o 1º Congresso de Animação Bíblica da Pastoral a realizar-se em outubro de 2011. Também realizarão cursos de formação bíblica, pois foram contemplados com o Projeto 1 milhão de Bíblias da CNBB.

O evento foi concluído com uma missa, presidida por dom Carlos Verzeletti, bispo referencial da catequese no Regional e esteve sob a organização da dedicada equipe de coordenação regional.
Pastoral Universitária da Venezuela e Setor Universidades da CNBB trocam experiências

O assessor da Pastoral Universitária da Venezuela, padre Leonardo Marius, visitou o Brasil para conhecer e trocar experiências entre as Pastorais, tanto a venezuelana quanto a brasileira.

O padre se encontrou em São Paulo, ontem, 7, com o bispo referencial do Setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Benes e com a assessora do Setor, irmã Maria Eugênia Llori Aguado.

Segundo a assessora, durante a conversa o padre Leonardo Marius apontou alguns desafios comuns também no Brasil. “A dificuldade de ter padres preparados: os seminários preparam para o trabalho nas paróquias e quando vão para a universidade não há uma compreensão do que significa a evangelização neste meio querendo levar o esquema e estrutura paroquial para dentro da universidade”, afirmou padre Leonardo.

Uma das características desta Pastoral Universitária é a grande mobilidade e pouco tempo que os alunos dispõem. “São esses dados que marcam a nossa forma de agir”, destacou dom Eduardo, que completou. “Temos que fortalecer a ação com os professores, como o padre Leonardo nos mostrou. Desse modo o processo corre naturalmente, pois atuamos com os docentes, e eles, sua vez, acompanharão aos jovens. Por isso nossas Pastorais precisam de leigos amadurecidos na fé que acompanhem seus alunos”.

O padre Leonardo Marius presenteou dom Eduardo Benes e a irmã Maria Eugênia com três subsídios criados pela Pastoral Universitária de Venezuela.

Jornada Mundial da Juventude

Tanto o Setor Universidades da CNBB como a Pastoral Universitária da Venezuela irão participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Madri, de 16 a 21 de agosto de 2011. Ambas [Setor Universidades e Pastoral Universitária da Venezuela] escolheram a dioceses de Granada para participar da pré-Jornada por isso um dos encaminhamentos desta conversa foi lançar o convite para as outras PUs latinoamericanas para ter um encontro em Granada. Nesta semana serão mandadas as cartas-convites para as outras Conferências na expectativa de que possam se encontrar em Granada, Espanha.

“Estes são os primeiros passos realizados na busca de comunhão e de estar trabalhando em conjunto. Agradecemos a Deus este encontro que anima nosso trabalho ao perceber que são similares as nossas lutas e que o Espírito nos abrirá e possibilitará os caminhos da comunhão”, ressaltou a irmã Maria Eugênia.
Setor Universidades divulga o EBRUC para 1800 jovens em Brasília

Aconteceu, de 3 a 7, na Universidade Católica de Brasília (UCB) o Encontro Nacional de Universidades Renovadas (ENUR). Este encontro contou com a presença de aproximadamente 1800 jovens, em sua 14ª edição.

Este ano contou com a participação do bispo referencial do Setor Universidades, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Benes, e também do bispo de Penedo (AL), dom Valério Breda.

“O Setor Universidades quer ser um espaço que reúna todas as iniciativas existentes no meio universitário para juntos buscarmos uma linha comum da ação evangelizadora no meio universitário que permita, respeitando os carismas e características de cada iniciativa e regional, oferecer linhas comuns que desenhem o rosto da Pastoral Universitária de maneira abrangente e total”, destacou o bispo referencial do Setor Universidades, dom Eduardo Benes.

Aproveitando a oportunidade, dom Eduardo e a assessora do Setor Universidades, irmã Maria Eugênia Llori Aguado, convidaram a juventude universitária a trabalhem juntos na evangelização do meio universitário e a participarem do 1º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos, o EBRUC, que acontecerá na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), em Belo Horizonte, de 9 a 11 de outubro.

“Um dos frutos deste encontro foi estreitar os caminhos de dialogo e a busca de comunhão, na tentativa de construirmos o setor universidades”, afirmou irmã Maria Eugênia.
Arquidiocese de Juiz de Fora realiza 1º Sínodo Arquidiocesano

Refletir sobre o ser jovem na Igreja Católica, com alegrias e desafios. Essa foi a proposta da 4ª Sessão Sinodal da arquidiocese de Juiz de Fora (MG). O evento também abordou o “ser missionário”, reuniu mais de 100 pessoas no último sábado, 4, no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio. A Igreja Particular de Juiz de Fora celebra o 1º Sínodo Arquidiocesano até 21 de novembro de 2010.

A grande diversidade do Setor da Juventude foi um dos pontos abordados como positivos. Na sessão, os missionários puderam conhecer um pouco do trabalho dos setores juvenis presentes no território da arquidiocese: Vicentinos, Renovação Carismática Católica (RCC), Movimentos de Emaús, Grupos de Jovens das Paróquias, Pastoral da Juventude, Juventude Missionária (ramo da Infância Missionária), Escola de Evangelização Santo André (EESA), Arautos do Evangelho, Focolares e Fazenda da Esperança.

Para os jovens leigos atuantes, Rafael Nascimento e Miguel Campos, a partilha dos trabalhos realizados por cada grupo enriqueceu as discussões. “O Sínodo está nos direcionando para uma avaliação de como podemos evangelizar a juventude. Devemos usar de maneiras diversas para atingir esse público que sempre renova. É tempo de usar a diversidade para a unidade”, resumem.

De acordo com o arcebispo metropolitano, dom Gil Antônio Moreira, como o objetivo do Sínodo é a revisão das estruturas, cada sessão traz um tema específico. Segundo o pastor, a juventude é “presente e futuro” e por isso não poderia deixar de ser abordada. “Com o 1º Sínodo, vamos trazer novas pistas para o trabalho dos jovens, analisando o que já existe de bom e o que ainda precisa ser modificado. Fico feliz de ver que existem muitos jovens santos e verdadeiros apóstolos na Igreja. Podemos observá-los atuando em diversos setores como música, trabalhando com jovens vítimas das drogas, nas escolas entre outros”, destacou.

Ao final, aconteceu reflexão sobre os desafios do setor. Os principais apontados foram: realizar evento único que mobilize jovens de diversos movimentos, capacitar o setor, ter unidade na programação dos eventos e evangelizar os jovens pelos diversos meios.

O tema do 1º Sínodo Arquidiocesano é: arquidiocese de Juiz de Fora, uma Igreja sempre em missão. O lema: “Fazei discípulos meus” (Mt 28,19). Como resultado das assembleias vai ser promulgado um texto final, previsto para ser lançado no dia do padroeiro da Igreja Particular de Juiz de Fora, Santo Antônio, 13 de junho de 2011.

Missão

Um grupo menor refletiu, concomitantemente, sobre o ser missionário. Eles assistiram a um vídeo enviado pelos sacerdotes da Arquidiocese de Juiz de Fora que estão em missão na Prelazia de Óbidos (Juruti - PA), Pe. José de Anchieta e Pe. Rodney Henriques, e ainda partilharam a reflexão de um texto.

A missão é a tônica do Sínodo, que também está em consonância com o Documento de Aparecida (DAP). É o que lembra o secretário geral do Sínodo, Pe. Luiz Carlos de Paula. “O DAP pede que toda a Igreja seja formada por discípulos/missionários. No desejo de assumirmos a pastoral missionária, queremos, com o Sínodo, fazer da Arquidiocese de Juiz de Fora um Igreja que continue sempre em missão”, concluiu.
Diocese de Toledo prepara regimento de Administração e Economia

Com a participação de duas mil lideranças, a diocese de Toledo (PR) encerrou a terceira fase de formação dos Conselhos de Pastoral das Comunidades Paroquiais (CPP/CPC). Ao todo, foram 30 encontros paroquiais, assessorados por membros do clero diocesano. O projeto de formação dos Conselhos é um dos objetivos específicos do Plano da Ação Evangelizadora 2007-2010.

O primeiro encontro das lideranças teve início em fevereiro de 2007, contemplando inicialmente sua mística formativa. Na segunda fase, a ênfase dos trabalhos se deu em torno da formação humana e espiritual. E, por fim, na última fase, as lideranças receberam conteúdos de “Administração e Economia”, indispensáveis para a organização contábil, financeira e patrimonial.

“A novidade que se acrescenta àquilo que se vinha praticando é despertar ainda mais o espírito de comunhão e participação, sublinhando que a questão administrativa e econômica se justifica por única razão: promover a evangelização e a dimensão social da comunidade, bem como a manutenção própria daquilo que é necessário para uma comunidade de paróquia ou de capela”, comenta o ecônomo da Cúria Diocesana, padre Hugo Rohden.

A nova organização econômico-administrativa vai incluir a publicação de um regimento diocesano que deixará ainda mais homogêneo o cotidiano de práticas contábeis e jurídicas previstas em lei, as quais incidem na Igreja particular de Toledo, em sua pessoa jurídica, a Mitra Diocesana.

Deste modo, o regimento diocesano será válido para os três níveis de organização: diocese, paróquias e comunidades. Nele vão constar os procedimentos para a constituição dos conselhos, suas atribuições e demais diretrizes, bem como novas nomenclaturas. Seu conteúdo terá a exigência de ser cumprido, pois apresentará os princípios a serem seguidos para não incorrer em conflitos com a legislação fiscal, tributária, trabalhista e previdenciária. Neste processo, contribuirá o Manual de Procedimentos Administrativos da CNBB.

Outras duas definições também foram assumidas pela diocese, sendo o Setor Juventude e a Escola de Teologia para Leigos. A primeira apresentou bons resultados, com a integração das pastorais e movimentos eclesiais que atuam junto aos jovens promovendo eventos em conjunto. Um dos eventos foi o manifesto pelo fim da violência, em outubro de 2008. Na ocasião, foi promovida uma carreata pelas principais ruas da cidade de Toledo, seguida de concentração no Ginásio de Esportes Alcides Pan.

Quanto à formação do laicato, a Escola Diocesana de Teologia para Leigos, com dois anos de duração, está em sua terceira turma, contabilizando a participação de mais de 300 pessoas. De caráter itinerante, a primeira Escola reuniu lideranças do Decanato de Toledo, com cerimônia de entrega dos certificados de conclusão realizada em 2008. A segunda turma está em andamento no Decanato de Assis Chateaubriand, e a terceira no Decanato de Rondon.
Celebração de envio encerra o 3º Congresso Vocacional

O entusiasmo e a alegria marcaram o encerramento do 3º Congresso Vocacional do Brasil, realizado pela CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. O encontro começou na sexta-feira, 3, na Casa de Retiros Vila Kostka, em Itaci, município de Indaiatuba (SP).

“Pudemos experimentar de novo como Deus vem ao encontro de cada um de nós. Se somos amados, se a medida de Deus é transbordante com cada um de nós, como não corresponder a este amor?”, disse o presidente do Congresso, dom Leonardo Ulrich Steiner na cerimônia de envio que marcou o encerramento do evento.

“Partimos daqui rendendo graças por que fomos cumulados da graça de Deus. Quando cada um de nós se sentir um discípulo missionário a serviço das vocações estamos enriquecendo nossa igreja da presença do crucificado-ressuscitado”, acrescentou o bispo. “Onde há transparência da bondade do amor de Deus não faltam vocações. Neste tempo de luzes e sombras, talvez falte a percepção de como somos amados”, acrescentou.

Participaram do Congresso 386 animadores vocacionais, sendo 75 leigos e leigas, 122 religiosas, 2 freis, 12 diáconos, 159 padres e 16 bispos. Os congressistas aprovaram, na manhã de hoje, um documento que será divulgado brevemente pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

O documento tem uma estrutura simples e faz uma síntese das três conferências feitas pelos assessores, além de sugestões dos congressistas para o Serviço de Animação Vocacional e Pastoral Vocacional (SAV/PAV).
Presidente da CNBB preside última missa no Congresso Vocacional

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, deixou uma mensagem de otimismo e esperança para os participantes do 3º Congresso Vocacional, que termina ao meio dia de hoje, em Itaici, município de Indaiatuba (SP). Ele presidiu a última missa do encontro, que reuniu 385 animadores vocacionais.

“Este evento possibilitou celebrar a caminhada do serviço de animação vocacional, aprofundar a teologia das vocações, consolidar a identidade do(a) animador(a) e fortalecer o serviço de animação vocacional no Brasil”, disse o presidente da CNBB.

Dom Geraldo lembrou o evangelho lido na celebração que narrou a escolha dos apóstolos feita por Jesus. “A vocação dos apóstolos, como toda vocação tem sua raiz no encontro com Jesus Cristo que, no mistério da Páscoa e do Pentecostes os transforma em fiéis discípulos e ardorosos missionários”, recordou.

O arcebispo recorreu ao Documento da Conferência de Aparecida, realizada em Aparecida (SP) há três anos, para descrever a Pastoral Vocacional. “No que se refere à formação dos discípulos e missionários de Cristo ocupa um lugar particular a pastoral vocacional, que acompanha cuidadosamente todos os que o Senhor chama a servir à Igreja no sacerdócio, na vida consagrada ou no estado laical”.
“A nobreza de Deus não se ensina com técnica”, diz presidente do 3º Congresso Vocacional

O catarinense dom Leonardo Ulrich Steiner, 59, é bispo da prelazia de São Felix do Araguaia, no Mato Grosso, há cinco anos. A serenidade é uma das marcas deste franciscano que tem doutorado em filosofia e é membro da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB. Ele preside o 3º Congresso Vocacional do Brasil, que reúne, desde sexta-feira, 3, em Itaici (SP), 385 animadores vocacionais de todo o país,. O Congresso debate o tema “Discípulos missionários a serviço das vocações”.

Nesta entrevista exclusiva à Assessoria de Imprensa da CNBB, dom Leonardo explica que o Congresso Vocacional não é para ensinar técnicas ou métodos para conseguir mais vocações. “A experiência cristã, o seguir Jesus Cristo, o ser encontrado por Ele é uma experiência única. É a nobreza de Deus de nos ter escolhido e nos deixar participar do mistério de seu amor. Isso não é [ensinado] com técnica, com método, mas com o espírito, com abertura”.

Dom Leonardo fala também das crises por que passa a sociedade atual e lembra que as pessoas tentam equilibrar sua existência a poder da química, inclusive os jovens, com as drogas. “Ficamos espantados com o número cada vez maior de farmácias. É o primeiro tempo da história da humanidade que se usa a química para tentar equilibrar a existência humana”.

Dom Leonardo explica, ainda, o número reduzido de leigos neste 3º Congresso e destaca a qualidade de sua participação no evento. “Como participaram com disposição e alegria!”.

Leia, abaixo, a íntegra da entrevista.

1. Que elementos o senhor destaca como ponto alto deste congresso e para onde eles apontam?

Dom Leonardo: O primeiro elemento importante é o pré-congresso, que foi uma verdadeira descoberta. Não quisemos congregar as pessoas em Itaici sem antes termos estudado um texto, trocado ideias, experiências; sem termos feito nas paróquias um bom trabalho e realizado nos Regionais da CNBB os chamados pré-congressos. Em alguns Regionais a Pastoral Vocacional (PV) conseguiu se rearticular para o pré-congresso. Isso foi um ganho para a Igreja no Brasil.

O segundo elemento foi tentarmos trazer a beleza e a profundidade do Documento de Aparecida para a PV. Se na nossa Pastoral Vocacional conseguirmos fazer ver que todo batizado é um discípulo missionário a serviço das vocações, estamos levando a intuição da Conferência de Aparecida até nossas pequenas comunidades. Não apenas veremos as vocações, mas a intuição de Aparecida de que cada batizado, cada cristão, cada católico é aquele que vive de Jesus, anunciando Jesus, ouvindo a sua palavra, convivendo, sendo sinal do Reino.

Um terceiro elemento importante é a troca de experiência. O fato de termos aqui pessoas vindas de todo o Brasil, com mentalidades e experiências diversas; Igrejas que têm sua pastoral, suas dificuldades e seu entusiasmo, fez com que os congressistas começassem a perceber que a Igreja no Brasil é extremamente rica. Esta troca de experiência fez com que os congressistas percebessem que existem experiências que podem ser partilhadas. Chamo atenção, por exemplo, para a escola para formação de animadores vocacionais nos Regionais Sul 3 e Centro Oeste. Não uma escola de formar padres, mas de formar discípulos missionários que vêm, participam e se responsabilizam pela animação vocacional na nossa Igreja no Brasil.

2. O senhor disse que o Congresso não é para ensinar técnicas ou métodos para buscar vocações. Pode explicar melhor esta afirmação?

Dom Leonardo - No tempo que vivemos da ciência e da técnica, da virtualidade, poderíamos imaginar que um congresso iria nos dizer o que fazer e como fazer. Isto é, viemos aqui, ouvimos, voltamos para casa e agora vamos executar. A intuição do Congresso foi outra. Foi a de nos deixar guiar pelo espírito [da Conferência] de Aparecida e suscitar esse imenso desejo de ser discípulos missionários a serviço da Igreja.

Explicando melhor: a experiência cristã, o seguir Jesus Cristo, o ser encontrado por Ele é uma experiência única. É a nobreza de Deus de nos ter escolhido e nos deixar participar do mistério de seu amor. Isso não é [ensinado] com técnica, com método, mas com o espírito, com abertura. Deste encontro, deste dar-se conta da nobreza de Deus é que, certamente, vão abrir-se para nós elementos e pistas.

Numa entrevista me perguntaram: ‘Como anunciar Deus hoje?’. Respondi: ‘como, eu não saberia dizer. Talvez conseguisse dizer quem, qual a pessoa a ser anunciada hoje, ou seja, este Deus tão próximo de nós’. Tentei dizer isso na homilia [na celebração de abertura do Congresso] ao falar: “Deus, osso de nossos ossos, carne de nossa carne’. Nicolau de Cusa chega a dizer “o não outro de Deus”.

3. Os congressistas têm usado aqui a expressão ‘vocacionalizar a Igreja’. O que eles querem dizer com este neologismo?

Dom Leonardo – É a primeira vez que ouço [esta expressão] também. Este verbo [vocacionalizar] não existe, mas hoje se criam tantos verbos e palavras, que talvez esse também fique. Sinto nas colocações que ‘vocacionalizar’ quer dizer que toda a Igreja está apta, atenta, aberta para o serviço e animação vocacional. É toda ela ministerial, toda ela ajudando nossas crianças, adolescentes, jovens e os adultos a descobrirem qual é o chamado de Deus. Ajudar os nossos adultos a redescobrir a grandeza do amor primeiro o ‘por que abracei uma vocação?’. ‘Vocacionalizar’, então, é levar toda a Igreja a ser.

4. Um Congresso Vocacional pensa e fala sobre todas as vocações. No entanto, a presença dos leigos aqui é pequena e o senhor ressaltou esse detalhe num determinado momento do encontro. A que o senhor atribui isso?

Dom Leonardo - A primeira observação feita por uma leiga depois da minha fala foi a dificuldade dos próprios leigos terem meios econômicos para virem. Ela mesma disse: ‘eu sou professora, sou mãe, sou avó’ e falou da dificuldade de deixar o trabalho e vir [ao Congresso]. Não é tão simples o Norte e o Nordeste virem até São Paulo. O que nos falta ainda como Igreja no Brasil é começar a nos despertar para os discípulos missionários a serviço das vocações. O próprio tema do Congresso talvez possa ajudar para que, no próximo Congresso, se houver, a participação dos leigos seja maior. Mas a participação dos leigos neste Congresso foi muito positiva. Como participaram com disposição e alegria!

5. Isso não se deve, então, a uma visão reducionista como se vocação fosse apenas para padres e os de vida consagrada?

Dom Leonardo - No trabalho feito na Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada em relação ao mês de agosto dedicado às vocações, por exemplo, não temos mais acentuado uma das vocações. Pelo contrário, temos aproveitado este mês vocacional para trazer à recordação as grandes vocações dentro da Igreja. Esse esforço existe e está muito presente. Na nossa Comissão isso é muito claro e sinto isso também nas discussões da CNBB. Naturalmente que existe uma preocupação grande, sinto isso também aqui no Congresso, em relação às vocações para o presbítero e para a vida consagrada, seja na vida religiosa ou nos Institutos Seculares. Existe esta preocupação porque, em relação aos padres, sentimos a grande necessidade, dentro da Igreja, de termos uma presença maior para servir melhor nossas comunidades. Sentimos, ainda, a dificuldade de muitas Congregações terem novas vocações. Há congregações, inclusive, com dificuldade de dar continuidade a certos serviços na Igreja do Brasil.

6. O teólogo, padre Agenor Brighenti, um dos assessores do Congresso, disse que o mundo vive uma crise generalizada. Fala-se também de crise vocacional, inclusive da vocação para o matrimônio. Como o senhor vê as vocações neste contexto de crise?

Dom Leonardo - Estamos num outro tempo. Isso é real. No Documento de Aparecida e nas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil está presente a expressão que estamos numa ‘mudança de época’. Estamos entrando num outro tempo. Olhando para trás achamos que foi tranqüila a passagem do antigo para o medieval; do medieval para o moderno. Achamos essas mudanças normais porque não estivemos lá. A idade média, por exemplo, foi um tempo de passagem muito duro. Basta estudarmos bem a história da Igreja e os intelectuais da época para entendermos todo este novo tempo que estava surgindo. Eram escolas inteiras atrás de compreender como era a questão do mistério da encarnação de Deus. Tenho a nítida impressão de que estamos num tempo de passagem e este tempo é salutar. O que virá, a gente não sabe.

O autor que pesquisei para minha tese doutoral sobre o conceito de Deus já escrevia nos anos 1970 dizendo que devíamos nos preparar melhor para o novo tempo que estava por vir, isto é, ir nos abrindo mais, ir tentando compreender cada vez mais. Isso tudo à luz do Evangelho, da Palavra de Deus, do evento de Deus. Que nós estamos nesta crise é evidente. Às vezes nem compreendemos mais em que situação nos encontramos quando vemos, por exemplo, o grande número de pessoas (casadas) que se separam; dos que deixam a vida religiosa e o sacerdócio; das pessoas que se suicidam e das que estão em depressão. Ficamos espantados com o número cada vez maior de farmácias. Vivemos hoje da química para tentar equilibrar nossa existência. É o primeiro tempo da história da humanidade que se usa a química para tentar equilibrar a existência humana.

7. Isso se aplica também aos jovens?

Dom Leonardo – Claro! Por que da droga? A droga é química. Então, estamos neste tempo, não adianta negar. É preciso abrir os olhos, mas os olhos da fé, como dizia Santo Agostinho. Outros olhos não entendem o perpassar de Deus dentro desse tempo. Outros olhos não entendem que ali estão as sementes do Verbo. Como somos sempre, a partir do evangelho, homens de esperança, precisamos entrar dentro deste tempo para que consigamos perceber a presença de Deus, que está presente em todas estas questões que não compreendemos – aliás Deus não é aquele que compreendemos, mas uma eterna revelação -, e ajudar a fazer surgir o novo. Quero dizer com isso que a vida do evangelho tem algo a dizer. Crise quer dizer acrisolar, purificar.

8. Nada disso, então, deve desanimar os promotores vocacionais?

Dom Leonardo - Ao contrário, isso é para provocar, é para dizer: ‘tem algo aí se acrisolando’, que está nascendo. Como está nascendo o evangelho aí dentro? Não sabemos, mas isso é o grande desafio de nosso tempo: não saber e confiar. Isso é fé.

9. Os congressistas perceberam isso? Ficaram animados?

Dom Leonardo - Para se ter uma ideia, mais de 20 pessoas vieram me agradecer o Congresso, dizendo que ajudou muito, que os assessores foram muito bons, que a troca de experiências nos grupos e nas mini-plenárias foi muito boa. Sinto que existe um ânimo. Não sei se o Congresso será suficiente para intuir a passagem do tempo em que estamos. Provavelmente não.
‘Geração Y’ deve ter atenção especial dos animadores vocacionais, diz assessor do Congresso Vocacional

O Serviço de Animação Vocacional (SAV), realizado pela Igreja Católica, deve dar uma atenção especial aos jovens que vivem no mundo das novas tecnologias da comunicação, adaptando sua linguagem e criando novos métodos. Esta é a opinião que o ex-secretário executivo do Departamento das Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), padre Gilson Maia, defendeu hoje, 6, na conferência que proferiu no 3º Congresso Vocacional do Brasil, em Itaici, município de Indaiatuba (SP).

“O Serviço de Animação Vocacional (SAV) deve oferecer uma atenção especial à ‘Geração Y’, caracterizada pelo uso de avançadas tecnologias de comunicação com novas formas de relações, valores e conceitos. O SAV deve adequar-se às novas linguagens, elaborar novos métodos e usar as modernas tecnologias em vida da evangelização vocacional das novas ‘tribos’’, disse padre Gilson.

O religioso insistiu que toda pessoa batizada deve ser um missionário e que o trabalho de animação vocacional não é exclusivo do SAV. “O serviço na messe não é tarefa exclusiva dos animadores do SAV/PV. A missão é um dom precioso do Senhor, levada adiante por todos os vocacionados e vocacionadas. Neste sentido torna-se fundamental estreitar vínculos e incrementar as relações com os serviços de evangelização presentes na Igreja”, disse.

“Todo discípulo tem DNA missionário. Um discípulo que não missionário, é falso discípulo. Ninguém é missionário sem antes a experiência do discipulado”, acrescentou o padre.

Padre Gilson apontou pelo menos três características que devem marcar o perfil do animador vocacional. A primeira delas é a espiritualidade. “A espiritualidade é a raiz que sustenta e fortalece todos na missão evangelizadora vocacional. A identidade eclesial do SAV/PV é garantida pela fé, fortalecida diariamente pela vida sacramental, testemunhada no meio do povo de Deus e partilhada com a comunidade eclesial”.

Segundo o religioso, a formação também deve caracterizar os que trabalham na animação vocacional. “A formação dos discípulos missionários deve ser integral e permanente”, esclarece padre Gilson.

Outro ponto que, de acordo com o padre, deve marcar a prática dos animadores vocacionais é o planejamento. “O SAV/PV exige articulação e organicidade para que a missão vocacional possa integrar as diferentes forças evangelizadoras presentes nas comunidades”. Para o religioso, juventude, escola, família, catequese devem merecer atenção especial no planejamento do SAV.
Aberta a Semana Brasileira da Missão Continental

Foi aberta neste domingo, 5, no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília (DF), a Semana Brasileira da Missão Continental. Promovida pela Comissão Episcopal para a Missão Continental da CNBB e o CCM, a Semana reúne 56 pessoas dos 17 Regionais da CNBB.

O bispo da diocese de Floresta (PE) e membro da Comissão para a Missão Continental, dom Adriano Ciocca, disse que na missão continental é preciso ter atenção para com todas as realidades.

“Não podemos deixar de nos solidarizar com a retomada da identidade dos povos indígenas e afro-descendentes. Também não podemos deixar de procurar, com todas as pessoas de boa vontade, um novo paradigma socioeconômico e cultural, baseado no diálogo, na economia e no respeito, em lugar do paradigma atual, que é falido e imoral”, ressaltou dom Adriano.

Segundo o bispo, há uma tendência para o desânimo nos tempos atuais, que é vencida pela fé em Jesus Ressuscitado. “O tempo de hoje pode nos deixar desanimados, mas Cristo ressuscitado caminha conosco. Ele nos permite ler a realidade atual com outros olhos e nos reanima para a missão. Como Igreja temos que nos colocar ao lado dos povos do nosso continente e acompanhá-los na sua caminhada a partir da nossa fé em Cristo ressuscitado e com Ele trilhar novos caminhos”, afirmou.

A Semana Brasileira da Missão Continental, que termina no sábado, 11, tem como tema “Vocês são testemunhas destas coisas”, tirado do capítulo 24 do evangelho de São Lucas. De acordo com seus organizadores, a Semana se propõe a aprofundar a reflexão sobre a espiritualidade missionária, a paróquia missionária e os projetos para uma nova evangelização.
Brasil deve ter a maior delegação no Congresso Vocacional Latino-americano

O secretário do Departamento de Vocações e Ministérios (DEVYM) do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), padre Alexis Rodriguez, aproveitou o espaço do 3º Congresso Vocacional, em Itaici (SP), para falar do mesmo Congresso que acontecerá pela segunda vez em nível latino-americano em Costa Rica. “Queremos que o Brasil tenha uma representação muito numerosa com 30 ou 40 pessoas em nosso Congresso”, disse o secretário, aplaudido pelos congressistas.

O Congresso latino-americano será nos dias 31 de janeiro a 5 de fevereiro de 2011 e a expectativa é de que reúna 400 pessoas. Tem como tema “Mestre, pela tua palavra lançarei as redes” e como lema “Chamados a lançar as redes para alcançar ávida plena em Cristo”.

“O objetivo do Congresso Latino-americano é fortalecer a cultura vocacional para que os batizados assumam seu chamado de ser discípulos missionários de acordo com a realidade da América Latina e Caribe”, explica padre Alexis.

São convidados para o evento de Costa Rica os bispos presidentes das Comissões para as Vocações de cada país da América Latina e Caribe, bem como seus secretários executivos além de dois agentes da pastoral vocacional, um da pastoral da juventude, um da pastoral da educação, um da catequese, um da pastoral familiar, dois da Vida Consagrada, um dos Institutos Seculares, um diácono permanente, um da Organização dos Seminários e Institutos Teológicos e Filosóficos do Brasil (OSIB). Para o Brasil, haverá, ainda, uma vaga para cada um dos 17 Regionais da CNBB.

Padre Alexis explicou o cartaz do Congresso que traz o mapa da América Latina e Caribe. Ele chamou a atenção para os detalhes da cor verde, para a cruz e para a base do desenho. Segundo explicou, o verde é para lembrar que a América Latina é o continente da esperança e do amor. Já a cruz, segundo padre Alexis, é aberta em sua base para que “somos chamados a completar a obra de Jesus”. O mapa tem, em sua base, o formato de um pé. “Isso significa que todos temos que nos colocar a caminho”, disse o secretário do DEVYM.
Diretor da Pontifícia Obra das Vocações agradece o trabalho dos promotores vocacionais

“Vim ao Brasil participar deste Congresso Vocacional para agradecer a todos vocês, meus diretos colaboradores no campo da animação vocacional”. Assim o Diretor da Pontifícia Obra para as Vocações, Mons. Francis Bonnici se dirigiu, neste domingo, 5, aos 385 participantes do 3º Congresso Vocacional que a CNBB realiza desde sexta-feira, 3, em Itaici, município de Indaiatuba (SP).

“Estou unido na oração ao Senhor da messe, insistindo para que nos conceda as vocações necessárias à Igreja, agradecendo, ao mesmo tempo, por todas as vocações já doadas, com grande amor”, destacou mons. Bonnici.

A Pontifícia Obra para as Vocações foi instituída pelo papa Pio XII, em 1941. Segundo mons. Bonnici, após o Concílio Vaticano II os bispos começaram a instituir os Centros Vocacionais nas suas respectivas dioceses, bem como os Centros Nacionais. “As paróquias começaram a se organizar, formando equipes vocacionais, com a colaboração dos cristãos leigos e leigas, incluindo pessoas de outras pastorais, como a Pastoral Familiar, Catequese, Juventude e Liturgia”, disse.

Uma das atividades desta Obra é divulgar a mensagem do papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado anualmente, sempre no quarto domingo da páscoa, conhecido também como Domingo do Bom Pastor.

Outra atividade desenvolvida pela Pontifícia Obra para as Vocações é a organização de encontros internacionais no setor vocacional para coordenar as atividades vocacionais na Igreja.
Dom Dario: “Nem todo discípulo é missionário”

O bispo da diocese de Leopoldina (MG), dom Dario Campos, presidiu, nesta segunda-feira, 6, a missa do quarto dia do 3º Congresso Vocacional do Brasil, em Itaici (SP). Em sua homilia, dom Dario chamou a atenção dos 385 congressistas para o tema do Congresso “Discípulos missionários a serviço das vocações”

De acordo com o bispo, nem todo discípulo é missionário e citou o exemplo de Judas, que traiu Jesus. “Judas foi discípulo, mas não foi missionário. Não viu a nossa Igreja participar da missão, não saiu para anunciar a boa nova a todas as nações”, disse. “Somos chamados a ser discípulos missionários, mas corremos o risco de ser somente discípulos”, acrescentou.

Dom Dario lembrou, ainda, que a vocação da comunidade é ser testemunho. “Nossa presença no mundo deve ser marcada pelo testemunho da alegria, da esperança, do amor. O testemunho deve estar alicerçado na oração”, ressaltou.

A esperança, na opinião do bispo, deve ser sempre proclamada pelo discípulo missionário. “Todo discípulo missionário proclama que nem tudo está perdido. Quanto mais nos aproximamos de Jesus, vemos que sua ternura se faz presente. Somos portadores da ternura de Jesus”, concluiu.

O 3º Congresso Vocacional é promovido pela CNBB, através da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. É presidido pelo bispo da prelazia de São Felix do Araguaia, dom Leonardo Ulrich Steiner, e reúne leigos, religiosos e religiosas, padres e bispos que atuam como promotores vocacionais nos 17 Regionais da CNBB.

“O tema do Congresso nos coloca no caminho aberto pela V Conferência do episcopado da América Latina e Caribe”, disse o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, que também participa do Congresso. “Nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil procuramos traduzir as grandes intuições da Conferência de Aparecida cuja palavra chave é a mesma deste Congresso: Discípulos missionários”, completou.

Na manhã desta segunda-feira, 6, o padre Gilson Maia profere a última conferência do Congresso. Ele dá as bases do marco operacional do Serviço de Animação Vocacional (SAV). À tarde, os participantes voltam a se reunir em grupo para aprofundar o conteúdo da conferência.
Padre Libânio fala sobre a teologia do discipulado e da missão no Congresso Vocacional

Teologia do discipulado e da missão. Este foi o tema da conferência de hoje, 5, no 3º Congresso Vocacional do Brasil, que acontece desde sexta-feira, 3, na Casa de Retiro Vila Kostka, em Itaci, município de Indaiatuba (SP). Muito aplaudido, o conferencista, padre João Batista Libânio, falou do seguimento de Jesus ao Pai e apontou a linguagem como grande desafio à evangelização.

“Seguimos Jesus que segue o Pai”, disse o teólogo. Segundo Libânio, Deus vai se revelando na realidade e Jesus faz esta experiência ao longo de sua vida pública. “O real é o grande lugar de Deus falar”, explicou. “Trata-se de encontrar Deus em todas as realidades. Não mais ‘amar a Deus sobre todas as coisas’, mas ‘em todas as coisas’”, acrescentou.

Para Libânio a teologia da missão passou, pelo menos, por três momentos. O primeiro teve como base a afirmação de que “fora da Igreja não há salvação”.

“A salvação aqui é entendida como uma realidade que possuímos antes e que vamos levar”, sublinhou. Segundo o teólogo, isso equivale a dizer que cristianismo tinha a salvação e todos os outros povos não tinham a salvação. “Nunca uma afirmação histórica é totalmente falsa. Onde estavam certos os que afirmavam isso? No fato de que a Igreja é responsável por anunciar a salvação. Não podemos perder a consciência de anunciar e comunicar esta salvação”, esclareceu.

Para Libânio, o limite desta afirmação está em identificar o cristianismo como a única visão de Deus. “Deus não está limitado a nada, a ninguém, a espaço nenhum, a lugar nenhum. Deus se derrama em toda parte. O limite desta visão é querer enquadrar Deus num projeto nosso”.

Outra fase na teologia da missão apontada por Libânio foi quando se disse que a “salvação está na pessoa”. Segundo o teólogo, um dos defensores desta teologia foi Karl Rahner e tem como fundamento o Deus Trindade que chama para a comunhão.

“Rahner diz que se você comunga com seu irmão, você realiza a Trindade, então você se salva. Salvação é ser o que sou, mas não somos por nossa força. Somos porque Deus está a nos criar continuamente como seres de comunhão, na comunhão, para a comunhão”, destacou o conferencista.

Na América Latina, segundo Libânio, os teólogos começaram a se perguntar também a cerca da realidade e concluíram que a salvação está na transformação desta realidade. O teólogo esclareceu o que é uma práxis transformadora. “Práxis é a ação humana transformadora da realidade para a qual existe uma reflexão, uma teoria, elementos que a explicam”, disse, fazendo a distinção entre teoria e ideologia.

Libânio chamou a atenção, ainda, para a pós-modernidade que, em sua opinião, é caracterizada pelo apego ao presente e rejeição ao passado e desprezo ao futuro. Ele chamou isso de “presentismo”. “O presentismo é o corrosivo maior da salvação. Por que? Porque o presentismo quer dizer que só interessa o meu prazer, aqui e agora. Todo o resto gira em torno disso. Isso é a negação radical do cristianismo, que é a comunhão. No presentismo tudo gira em torno do eu”.

O conferencista apontou, ainda, a linguagem como grande desafio à evangelização. Nossa linguagem, queiramos ou não, é autoritária. Vem de quem comunica algo pronto. A linguagem do jovem é inversa. É preciso encontrar o mundo existencial do jovem e falar a linguagem dele”.
Dom Esmeraldo: “O encontro com Jesus nos faz seguir seus passos”.

O bispo de Santarém (PA) e presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Esmeraldo Barreto de Farias, presidiu a missa deste domingo, 5, no 3º Congresso Vocacional, em Itaici, município de Indaiatuba (SP). Dom Esmeraldo lembrou o chamado que Deus faz a todas as pessoas através de Jesus Cristo.

“Cristo quer confirmar o chamado de Deus Pai para que possamos segui-lo. Isto significa a certeza do seu amor, pois ele vem ao nosso encontro. Esse encontro com ele nos faz seguir os seus passos, caminhar atrás dele, assumindo sua vida, a missão que ele recebeu do Pai”, disse o bispo.

Segundo dom Esmeraldo, Jesus é que dá sentido ao chamado e à missão. “Ele é a pessoa mais importante para nós, pois nos chama para estarmos com ele, nos envia e nos sustenta”, destacou. “Nesse processo de seguimento, vamos descobrindo que o seu amor envolve de tal modo a nossa vida que, despojados, nos colocamos disponíveis para a missão na qual ele vai nos consagrando”, acrescentou.

Dom Esmeraldo recorda que para ser discípulo de Jesus é preciso encontrar o motivo que preenche e dá sentido à vida, “pois somente assim poderemos testemunhar animando outras pessoas a se encontrarem com Jesus Cristo, segui-lo e a assumirem a missão”.

O Congresso Vocacional começou na sexta-feira, 3, e se estende até terça-feira, 7. Hoje, os participantes ouviram a segunda conferência, Teologia do discipulado e da missão, com o teólogo padre João Batista Libâneo.

À tarde, os congressistas voltam a se reunir em grupo para aprofundar o tema apresentado pelo teólogo. As atividades se encerram à noite com um momento de confraternização entre os participantes.
Congressistas recebem visita do cardeal de São Paulo

O arcebispo da arquidiocese de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, visitou, no final da tarde deste sábado, 4, em Itaici (SP), os participantes do 3º Congresso Vocacional do Brasil. O evento é uma iniciativa da CNBB, organizado pela Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e debate o tema “Discípulos Missionários a serviço das vocações”.

O cardeal disse que a Igreja não pode viver sem as vocações e que, diante da crise vocacional, é preciso saber onde “lançar as redes”. “Qual é o lugar privilegiada da Pastoral Vocacional?”, questionou. “O lugar privilegiado da Pastoral Vocacional é a comunidade eclesial e as organizações das comunidades eclesiais. É o espaço da juventude, da catequese, os movimentos, as pastorais, as organizações da família. Aí se vai ter mais fruto”, completou.

Dom Odilo disse, ainda, que não se pode falar de forma genérica da Pastoral Vocacional e que é necessário dizer com clareza a identidade da vocação. “É importante não ter medo de se mostrar claramente a identidade da vocação do sacerdócio e também da vida consagrada”, recomendou.

Segundo o cardeal, na arquidiocese de São Paulo, no ano passado, foram acompanhados 120 jovens que manifestaram o desejo de entrar para o seminário. Destes, foram selecionados 23, mas apenas 18 acabaram entrando para o seminário. “Isso faz pensar que a ideia da vocação é apresentada de forma muito vaga”, constatou. “Qual a congregação ou seminário que tem muitas vocações?. São as que apresentam de forma clara sua identidade”, concluiu.

Trabalho em grupo

Toda a tarde deste primeiro dia de atividades do 3º Congresso Vocacional foi dedicada a trabalhos em grupos. Os mais de 300 participantes formaram 18 grupos para apresentar a realidade do Serviço de Animação Vocacional (SAV) e da Pastoral Vocacional (PV). A referência para a análise foi a conferência feita, pela manhã, pelo padre Agenor Brighenti.

De acordo com o relatório dos grupos, há uma forte incidência da realidade sobre o trabalho da PV. Mercantilismo, pluralismo cultural, desestruturação das famílias, falta de formação e ausência de uma cultura vocacional na Igreja foram alguns dos desafios apresentados pelos grupos.
Teólogo aponta luzes e sombras no contexto das vocações

O teólogo padre Angenor Brighenti recorreu à metáfora “luzes e sombras” para apresentar o contexto sócio-cultural e eclesial que marca o cenário das vocações na Igreja. Ele proferiu, nesta sábado, 4, a primeira conferência do 3º Congresso Vocacional do Brasil, organizado pela CNBB, que começou ontem, 3, em Itaici (SP).

Brighenti explica que o contexto atual é marcado por crises. “Estamos imersos em um tempo de profundas transformações, em escala planetária: crise civilizacional, mudança de época, crise das religiões, em que nos apodera um sentimento de orfandade”, disse.

Segundo o teólogo, a crise é oportunidade de novas possibilidades. “A crise pode significar novo nascimento ou morte; catástrofe ou oportunidade; fim do caminho ou encruzilhada; tempo de calamidades ou tempo pascal, de travessia”, sublinhou.

Para Brighenti, diante das crises, as pessoas podem ter três posturas diferentes: uma visão catastrófica, retrospectiva ou prospectiva. Esta última, de acordo com o teólogo, é “habitada pela virtude de uma esperança ativa. Na fidelidade ao presente e na valorização da experiência do passado, se lança na construção de um futuro crescentemente melhor. A tecitura do risco é a única garantia de futuro”.

O teólogo destacou também o individualismo, que marca as relações humanas, e a economia que gera exclusão. Em sua opinião, o individualismo é resultado da dinâmica do mercado, “que absolutiza a eficiência e a produtividade como valores reguladores de todas as relações humanas”. “Há uma mercantilização das relações pessoais, sociais e religiosas; tudo é medido pela lógica custo-benefício”, acentua Brighenti.

A economia de “rapinagem”, segundo o teólogo, faz surgir a crise ecológica porque “depreda a natureza e coisifica o ser humano”. Diante disso, é preciso crescer na consciência ecológica.

“A preocupação com o cuidado da natureza é um dos fatores da emergência de uma consciência planetária. A consciência de que não estamos na terra, somos terra; o desequilíbrio da biodiversidade do planeta põe em risco a vida humana e seus ecossistemas”.

O desencanto com a política foi outro aspecto da realidade lembrado por Brighenti. “Constata-se a falência da democracia representativa: os partidos políticos são máquinas eleitorais, cujo objetivo é ganhar a eleição”, disse.

Para o teólogo, contudo, há, na sociedade atual, uma sede de Deus e uma volta ao religioso, mas uma religião “eclética” com outra visão de Deus. “A irrupção de uma religiosidade eclética e difusa, a volta de um neopaganismo imanentista, que confunde salvação com prosperidade material, saúde física e afetiva. É a religião a la carte: Deus como objeto de desejos pessoais, solo fértil dos mercadores da boa fé, do mercado do religioso”, explica Brighenti.

Dentre os fatores que ajudam a banalizar a religião, o teólogo cita a mídia que “reduz a religião à esfera privada, como a um espetáculo para entreter o público”. Neste sentido, “também a religião passa a ser consumista, centrada no indivíduo e em sua degustação do sagrado”.
Prefeito da Congregação para a Educação Católica destaca necessidade de promover a Pastoral Vocacional

O prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholevwsky, enviou mensagem saudando os participantes do 3º Congresso Vocacional, que acontece desde ontem, 3, em Itaici (SP). Ao recordar a história dos Congressos anteriores, o cardeal destaca o tema do atual e coloca em evidência a necessidade de priorizar a vocação sacerdotal.

“Desejo realçar a especificidade das vocações ao ministério presbiteral no horizonte da nova evangelização e, consequentemente, a necessidade de promover a pastoral vocacional nas comunidades eclesiais para que ao Povo de Deus não faltem jamais pastores autênticos”, disse o cardeal Grocholevwsky.

De acordo com o cardeal, é preciso estimular os jovens a acolherem com coragem e generosidade o chamado que Deus lhes faz. “É necessário solicitar as novas gerações para acolher com coragem e generosidade a própria chamada específica, sobretudo na América Latina e no Brasil onde a maioria da população é formada de jovens. A esses vem recordado que a vocação que possuem é aquela de serem amigos de Cristo, seus discípulos”.
Congresso Vocacional discute “Vocações no contexto sócio-cultural”

O teólogo padre Angenor Brighenti abre o ciclo de conferências do 3º Congresso Vocacional, na manhã deste sábado, 4, fazendo uma análise do contexto sócio-cultural e eclesial em que se situam as vocações. O Congresso foi aberto ontem, 3, na Casa de Retiros Vila Kostka, em Itaici, município de Indaiatuba (SP).

Antes da conferência, houve missa presidida pelo arcebispo de Campinas (SP), dom Bruno Gamberini. Em sua homilia, dom Bruno lembrou o evangelho que aponta Jesus como o Senhor do Sábado e lamentou que o domingo já não seja respeitado como o Dia do Senhor. “Precisamos redescobrir o sentido do domingo como dia do descanso, dia de celebrar o Senhor”, disse o arcebispo.

Dom Bruno chamou a atenção também para a necessidade de uma sintonia do Congresso Vocacional com o objetivo geral da evangelização da Igreja no Brasil. “O objetivo geral da evangelização [da Igreja no Brasil] fala do encontro pessoal com Jesus Cristo”, recordou.

Para este 3º Congresso Vocacional, foram inscritas 395 pessoas. Há representantes de vários países da América Latina. O prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholevwsky, enviou uma mensagem saudando os congressistas.

O Congresso segue até terça-feira, 7, quando deverá aprovar um documento final contendo o resultado das reflexões feitas nestes quatro dias.
Congresso Vocacional deve nos levar a sermos animadores das vocações na Igreja, diz dom Leonardo

O bispo da prelazia de São Felix do Araguaia, dom Leonardo Ulrich Steiner, presidiu a celebração de abertura do 3º Congresso Vocacional do Brasil, na noite desta sexta-feira, 3, em Itaici (SP). Ele chamou a atenção dos participantes para o sentido do encontro que reúne mais de 300 participantes de todo o país.

Segundo dom Leonardo, o Congresso deve ajudar os participantes a animarem as vocações na Igreja. “Com os olhos iluminados por Ele [Cristo] que nos amou primeiro queremos participar desse 3º Congresso Vocacional como discípulos missionários, discípulas missionárias, que desejam a partir do encontro ser animadores, animadores das vocações na Igreja, ser homens e mulheres que com ardor missionário mostram a grandeza de participar da vida do Reino inaugurado pela vida-morte e ressurreição”, disse.

Dom Leonardo acentuou que, no Congresso, não são ensinadas técnicas ou métodos para procurar vocações sacerdotais ou religiosas. “Não viemos em busca de técnicas, métodos, que nos ensinem como encontrar pessoas para o presbitério, para a vida consagrada, para o matrimônio... Não se trata de técnicas e de métodos, mas sim de nos deixarmos tocar pela força da palavra de Deus e do espírito de Aparecida que nos convidam a estarmos a serviço das Vocações”.

Segundo o bispo, o Congresso é oportunidade de partilhar experiências. “Vamos, nestes dias, apresentar as nossas contribuições, sugestões, experiências vocacionais, vamos ouvir, apreender e levar nossa contribuição para as nossas dioceses e prelazias, para as nossas Comunidades para sermos tocados pelo desejo de fazer Jesus conhecido e amado”.

Após a celebração, já no Auditório Rainha da Paz da Casa de Retiros Vila kostka, dom Leonardo declarou oficialmente instalado o Congresso. O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa; o arcebispo de Campinas, dom Bruno Gamberini; o presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom Esmeraldo Barretos de Farias, e o diretor da Casa de Retiros, padre Geovane, saudaram os congressistas e ressaltaram a importância do evento para a Igreja no Brasil.

No encerramento dos trabalhos de instalação do Congresso, um grupo de jovens dançarinas fez a entronização da Imagem de Nossa Senhora, recebida sob os aplausos pela assembleia. Amanhã, as atividades começam às 7h, com a missa, que será presidida pelo arcebispo de Campinas, dom Bruno Gamberini.
Congresso Vocacional começa em Itaici e reúne 400 pessoas

Uma celebração às 20h, desta sexta-feira, 3, presidida pelo bispo da prelazia de São Felix (MT), dom Leonardo Ulrich Steiner, marca a abertura do 3º Congresso Vocacional do Brasil, em Itaici, município de Indaiatuba (SP). Promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Congresso é organizado pela Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB, e deve reunir 400 pessoas até o feriado de 7 de setembro.

O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, e o secretário geral, dom Dimas Lara Barbosa, confirmaram presença no evento. Além deles, são esperados também os bispos responsáveis pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV) nos 17 Regionais da CNBB e convidados internacionais.

O Congresso tem a finalidade de celebrar a caminhada vocacional da Igreja no Brasil. Ele se inspira no Sínodo sobre a Palavra de Deus, realizado em Roma, em 2008, e também no documento da Conferência dos Bispos da América Latina e Caribe, que aconteceu em Aparecida (SP), em 2007. Traz como tema: “Discípulos missionários a serviço das vocações” e como lema “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”.

A primeira conferência do Congresso será proferida na manhã de sábado, 4, pelo teólogo padre Agenor Brighenti, e tem como tema: “Vocações no atual contexto sociocultural e eclesial. Durante todo o dia, os participantes discutirão este tema em grupos.

Já o teólogo, padre João Batista Libânio, apresenta, na manhã de domingo, 5, a conferência “Teologia do discipulado e da missão”. Este tema também será aprofundado ao longo do dia nos grupos. Na segunda-feira, 6, padre Gilson Maia, que é membro equipe executiva do Congresso, encerra o ciclo das conferências falando sobre “Questões práticas”.

As atividades do Congresso, a partir de amanhã, começam sempre com a missa às 7h, na capela da Casa de Retiro Vila Kostka, em Itaici. O Congresso deve aprovar, na terça-feira, 7, um documento final a ser construído ao longo da reunião.

Histórico

O 1º Congresso Vocacional do Brasil foi realizado em 1999, também em Itaici. Teve como tema: “Vocações e Ministérios para o Novo Milênio” e contou com a participação de 400 pessoas. Já o segundo Congresso se realizou em 2005, no mesmo local do primeiro. Desta vez, os participantes discutiram o tema “Igreja, povo de Deus a serviço da vida”.
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O ‘peregrino’ empreenda uma nova viagem, para Roma

O  tribunal da Diocese de Santa Maria concluiu o processo do Pozzobon
 

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