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A
Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao
Cordeiro de Deus |
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Brasília,
8 de setembro de 2010 – Nº 2422 |
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REFLEXÃO
QUARTA-FEIRA - Mt. 1, 1-16: 18-23
Jesus se insere na história da humanidade e, ao fazê-lo,
também passa a ter uma história. Ele é verdadeiramente
homem e assume em tudo a condição humana, menos o
pecado. Ao comemorarmos o nascimento da Virgem Maria,
estamos comemorando um fato da história do próprio
Cristo, pois o seu nascimento está condicionado ao dela,
uma vez que ele é seu descendente, já que ela é sua mãe.
Com isso, podemos perceber o Senhor da história se
inserindo e agindo na própria história da humanidade,
para nela realizar o seu plano de amor e salvação. |
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Nascimento
· Dom Carlos Verzeletti, Bispo de Castanhal - PA, 1950 |
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Ordenação Episcopal
· Dom Geraldo Majela de Castro, OPraem, Arcebispo
Emérito de Montes Claros - MG, 1982
· Dom José Edson Santana Oliveira, Bispo de Eunápolis -
BA, 1996 |
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Ordenação Presbiterial
· Dom Adriano Ciocca Vasino, Bispo de Floresta - PE,
1974
· Dom Meron Mazur, OSBM, Bispo Auxiliar de São João
Batista em Curitiba dos Ucranianos, 1990
· Dom Ottorino Assolari, CSF, Bispo de Serrinha - BA,
1973 |
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NOTÍCIAS
· Três mil fiéis acompanham a Ordenação Episcopal de dom
Antônio Braz Benevente
· Cidade do México festeja natividade de Nossa Senhora
· Conferência Episcopal da Colômbia realiza Congresso
Nacional de Pastoral sobre o Envelhecimento
· Brasil é representado por 54 participantes no 3º
Congresso Latinoamericano de Jovens
· Diocese de Montenegro comemora dois anos de fundação
· Caminhada pela paz na diocese de Floresta
· Regional Norte 2 realiza o 1º Congresso
Bíblico-catequético
· Pastoral Universitária da Venezuela e Setor
Universidades da CNBB trocam experiências
· Setor Universidades divulga o EBRUC para 1800 jovens
em Brasília
· Arquidiocese de Juiz de Fora realiza 1º Sínodo
Arquidiocesano
· Diocese de Toledo prepara regimento de Administração e
Economia
· Celebração de envio encerra o 3º Congresso Vocacional
· Presidente da CNBB preside última missa no Congresso
Vocacional
· “A nobreza de Deus não se ensina com técnica”, diz
presidente do 3º Congresso Vocacional
· ‘Geração Y’ deve ter atenção especial dos animadores
vocacionais, diz assessor do Congresso Vocacional
· Aberta a Semana Brasileira da Missão Continental
· Brasil deve ter a maior delegação no Congresso
Vocacional Latino-americano
· Diretor da Pontifícia Obra das Vocações agradece o
trabalho dos promotores vocacionais
· Dom Dario: “Nem todo discípulo é missionário”
· Padre Libânio fala sobre a teologia do discipulado e
da missão no Congresso Vocacional
· Dom Esmeraldo: “O encontro com Jesus nos faz seguir
seus passos”.
· Congressistas recebem visita do cardeal de São Paulo
· Teólogo aponta luzes e sombras no contexto das
vocações
· Prefeito da Congregação para a Educação Católica
destaca necessidade de promover a Pastoral Vocacional
· Congresso Vocacional discute “Vocações no contexto
sócio-cultural”
· Congresso Vocacional deve nos levar a sermos
animadores das vocações na Igreja, diz dom Leonardo
· Congresso Vocacional começa em Itaici e reúne 400
pessoas |
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ACESSE TAMBÉM:
·
Notícias: www.cnbb.org.br
· Liturgia Diária: www.cnbb.org.br/liturgia |
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Três mil fiéis acompanham a Ordenação Episcopal de dom
Antônio Braz Benevente
Mais de três mil fiéis participaram da cerimônia de
Ordenação Episcopal de dom Antônio Braz Benevente,
ontem, 7, no ginásio Marista Diocesano, em Uberaba (MG).
Participaram da cerimônia párocos e fiéis, inclusive com
a presença de caravanas de cidades da região como
Frutal, Conceição das Alagoas, Nova Ponte, Pirajuba e
Araguari, todas em Minas Gerais, além de Jacarezinho
(PR), onde o novo bispo atuará.
Escolhidos por Dom Benevente, dom Roque Opperman, dom
Benedito Ulhôa e dom Fernando Penteado, bispo emérito de
Jacarezinho foram os bispo consagrantes. Um dos
organizadores e integrante das 10 comissões montadas
para conduzir a ordenação, que serve à frente da
Paróquia do Santíssimo Sacramento, padre Fabiano
Roberto, destacou o fato como sendo de extrema
importância histórica e eclesiástica para Uberaba. “Dom
Benevente é o 2º padre, filho do clero uberabense,
nomeado bispo, motivo de alegria para nós e orgulho
eclesial, porque o Papa olha com benevolência e
reconhece as virtudes de um dos padres da nossa região”.
O cerimonial rico em símbolos culminou com a unção da
cabeça do bispo, a abertura do Evangelho sobre sua face,
a entrega do anel episcopal que representa fidelidade ao
Papa, a cruz de quem serve em nome de Cristo, a mitra
que confere realeza apostólica, além do báculo em sinal
do pastoreio. Depois da acolhida e ritos finais, dom
Benevente foi conduzido pelo espaço por meio dos bispos
ordenantes, dando a benção a todos.
Visivelmente emocionado, dom Antônio Braz Benevente
enfatizou a incumbência que tem com os paranaenses. “O
que poderei oferecer é tão somente o meu trabalho e a
minha fidelidade a Cristo, como sempre fiz.
Integrando a diocese de Jacarezinho, dom Benevente será
o sétimo bispo da diocese paranaense. |
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Cidade do México festeja natividade de Nossa Senhora
Hoje, 8, às 20h, será comemorado o nascimento de Nossa
Senhora. Trata-se do “Rosário de amor guadalupano”,
evento para o qual se espera a participação de milhões
de fiéis de todo o continente americano.
O rosário percorrerá a colina do Tepeyac até o santuário
de Nossa Senhora de Guadalupe. A procissão será
encabeçada pelo arcebispo da Cidade do México, cardeal
Norberto Rivera Carrera.
Organizado pela arquidiocese do México, pela Ordem dos
Cavaleiros de Colombo e pelo Instituto Superior de
Estudos Guadalupanos, A iniciativa, denominada "Dia
universal de Santa Maria de Guadalupe, escudo e
padroeira da nossa liberdade", acontece no marco da
comemoração do bicentenário da independência do México
(16 de setembro).
Escolheu-se a data de 8 de setembro para celebrar a
festa litúrgica do nascimento da Virgem Maria. O cônego
da basílica de Guadalupe, Eduardo Chávez Sánchez,
explica que os fiéis orarão "para que os mexicanos
possam encontrar a verdadeira liberdade e a
independência do pecado, da morte, do egoísmo, da
soberba, do deus do dinheiro, que causam tanto mal ao
nosso país".
O evento começará com um espaço musical chamado "Oração
flor e canto". Depois, será lida uma mensagem do cardeal
Norberto Rivera. Posteriormente, haverá duas
conferências: "Nossa Senhora de Guadalupe, mãe da
civilização do amor", dada pelo cavaleiro supremo dos
Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, e "Santa Maria de
Guadalupe, escudo e padroeira da nossa liberdade: o
significado da Virgem morena na luta pela independência
do México", a cargo de Eduardo Chávez Sánchez, que
também trabalhou como postulador para a causa de
canonização de São Juan Diego.
Segundo indicou o cônego da basílica de Guadalupe, mais
de 3 milhões de pessoas dos Estados Unidos se unirão ao
rosário, assim como milhares de fiéis de todo o
continente, graças à transmissão de várias emissoras de
rádio e televisão da América Latina e do site
www.rosarioguadalupano.com. |
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Conferência Episcopal da Colômbia realiza Congresso
Nacional de Pastoral sobre o Envelhecimento
Organizado pelo Departamento da Família, Vida e Estado
Laico, da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC),
acontece a partir de amanhã, 9, até o próximo dia 11, o
Congresso Nacional de Pastoral sobre o Envelhecimento.
O evento é destinado aos participantes nas oficinas
regionais de formação para agentes de pastoral das
pessoas idosas e agentes de pastoral familiar.
O evento responde à V Conferência do Episcopado
Latinoamericana em Aparecida, que levantou a necessidade
de uma pastoral para os idosos: "A Palavra de Deus nos
desafia de muitas maneiras a respeitar e valorizar
nossos idosos. Os mesmos nos convidam a aprender com
eles, com gratidão, e apoiá-los em sua solidão e
fragilidade. "
A Comissão Episcopal da Família e da Vida no estado
laical da CEC, quer resolver esta questão com a
organização da Comissão Nacional para a Pastoral dos
Idosos, que tem vindo a aumentar a consciência entre
todas as dioceses do país para o desenvolvimento do
trabalho permanente com os idosos. |
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Brasil é representado por 54 participantes no 3º
Congresso Latinoamericano de Jovens
Durante os dias 5 a 12, acontece na cidade de Los
Teques, na Venezuela, o 3º Congresso Latinoamericano de
Jovens, promovido pelo Conselho Episcopal
Latinoamericano (CELAM), em parceria com a Conferência
dos Bispos da Venezuela e as Pastorais da Juventude de
toda a América Latina e Caribe.
O encontro tem como lema “Caminhemos com Jesus para dar
vida a nossos povos” e tem a participação de 700
delegados, dentre jovens, assessores, padres, bispos e
religiosos de quase todos os países da América Latina.
O Brasil está presente com 54 participantes, com
representação das Pastorais da Juventude, movimentos
eclesiais, assessor nacional do Setor Juventude, padre
Carlos Sávio e bispos referenciais da juventude, dom
Eduardo Pinheiro (bispo responsável pelo Setor Juventude
da CNBB), dom Anuar Battisti (Regional Sul 2), dom
Antônio Carlos Altieri (Regional Sul 1) e dom Bernardino
Marchi (Regional Nordeste 2).
Outras informações podem ser acompanhadas pela página da
internet: www.pjaltino.redejuventude.org.br. |
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Diocese de Montenegro comemora dois anos de fundação
No dia 6, a diocese de Montenegro (RS) comemorou dois
anos de instalação. A celebração desta data incluiu em
seu cronograma missas em ação de graças em todas as
paróquias, e uma especial celebrada pelo bispo da
diocese de Montenegro, dom Paulo Antônio De Conto, na
Catedral de São João Batista.
Dom Paulo ressaltou, em carta, a importância da data
para os fiéis: “Saúdo a todos e digo como é importante
termos um sorriso agradecido nos lábios. Mesmo no meio
de muitas dificuldades, a caminhada foi e está
acontecendo na unidade”.
Iniciando o texto com a citação bíblica “Alegrai-vos
sempre no Senhor”, o bispo de Montenegro agradeceu a
comunidade, que ajudou na construção da diocese, e
direcionou os fieis na missão evangelizadora popular:
“Oriento que todos ajudem a carregar o cajado. Este
dignifica pastor e ovelhas, no seguimento de Jesus
Cristo, pois formamos um único rebanho”, disse dom
Paulo.
A criação da diocese de Montenegro foi anunciada no dia
2 de julho de 2008, pelo papa Bento XVI com a nomeação
de seu bispo, dom Paulo Antônio de Conto. No dia 6 de
setembro de 2008, foi oficialmente instalada em
cerimônia na Igreja matriz São João Batista Montenegro
que passou a ser a Catedral da Nova diocese. |
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Caminhada pela paz na diocese de Floresta
Neste domingo, 5, aconteceu no município de Floresta
(PE), a Caminhada pela Paz, com o tema “A Paz começa na
família e na escola para chegar até a sociedade”. De
acordo com a organização da caminhada, houve
participação significativa de 11 paróquias que integram
a diocese de Floresta.
O bispo de Afogados da Ingazeira, dom Egídio Bisol, que
participou da caminhada, trouxe uma mensagem
transmitindo também a palavra do bispo de Floresta, dom
Adriano Ciocca Vasino, que não teve como participar da
caminhada.
O percurso teve três paradas com reflexões sobre os
temas: família, escola e sociedade no processo de
construção da paz.
No término, aconteceu na Praça Major João Novaes, uma
celebração Ecumênica manifestando assim a
co-responsabilidade de todos na vivência concreta da
Cultura de Paz em nossa região.
“Como cantamos tão vivamente: ‘Deus nos abençoe, Deus
nos dê a paz, a paz que só o amor é quem nos traz’. Esse
é o refrão que queremos fazer ressoar nos quatro cantos
da nossa Igreja Particular de Floresta e no mundo
inteiro, na luta pela justiça e pela igualdade”,
completa a organização da caminhada. |
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Regional Norte 2 realiza o 1º Congresso
Bíblico-catequético
Aconteceu em Belém (PA), De 03 a 05, o 1º Congresso de
Animação Bíblico-catequético do Regional Norte 2 da CNBB
(Amapá e Pará). Participaram cerca de 300 catequistas
representantes da catequese nas dioceses e prelazias. O
tema “Iniciação à Vida Cristã” e o lema “Encontramos o
Cristo” (Jo 1,41b), teve seu desdobramento nas oito
oficinas que aconteceram.
No desenvolvimento da temática os assessores ressaltaram
a importância das dioceses assumirem a Iniciação à Vida
Cristã como projeto para toda a Igreja e não somente
tarefa da catequese.
Os congressistas sentiram-se envolvidos e animados pela
nova proposta de catequese e assumiram como prioridade
para o Regional, além da iniciação á Vida Cristã a
animação bíblica de toda a Pastoral, tendo em vista o 1º
Congresso de Animação Bíblica da Pastoral a realizar-se
em outubro de 2011. Também realizarão cursos de formação
bíblica, pois foram contemplados com o Projeto 1 milhão
de Bíblias da CNBB.
O evento foi concluído com uma missa, presidida por dom
Carlos Verzeletti, bispo referencial da catequese no
Regional e esteve sob a organização da dedicada equipe
de coordenação regional. |
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Pastoral Universitária da Venezuela e Setor
Universidades da CNBB trocam experiências
O assessor da Pastoral Universitária da Venezuela, padre
Leonardo Marius, visitou o Brasil para conhecer e trocar
experiências entre as Pastorais, tanto a venezuelana
quanto a brasileira.
O padre se encontrou em São Paulo, ontem, 7, com o bispo
referencial do Setor Universidades da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Benes
e com a assessora do Setor, irmã Maria Eugênia Llori
Aguado.
Segundo a assessora, durante a conversa o padre Leonardo
Marius apontou alguns desafios comuns também no Brasil.
“A dificuldade de ter padres preparados: os seminários
preparam para o trabalho nas paróquias e quando vão para
a universidade não há uma compreensão do que significa a
evangelização neste meio querendo levar o esquema e
estrutura paroquial para dentro da universidade”,
afirmou padre Leonardo.
Uma das características desta Pastoral Universitária é a
grande mobilidade e pouco tempo que os alunos dispõem.
“São esses dados que marcam a nossa forma de agir”,
destacou dom Eduardo, que completou. “Temos que
fortalecer a ação com os professores, como o padre
Leonardo nos mostrou. Desse modo o processo corre
naturalmente, pois atuamos com os docentes, e eles, sua
vez, acompanharão aos jovens. Por isso nossas Pastorais
precisam de leigos amadurecidos na fé que acompanhem
seus alunos”.
O padre Leonardo Marius presenteou dom Eduardo Benes e a
irmã Maria Eugênia com três subsídios criados pela
Pastoral Universitária de Venezuela.
Jornada Mundial da Juventude
Tanto o Setor Universidades da CNBB como a Pastoral
Universitária da Venezuela irão participar da Jornada
Mundial da Juventude (JMJ), em Madri, de 16 a 21 de
agosto de 2011. Ambas [Setor Universidades e Pastoral
Universitária da Venezuela] escolheram a dioceses de
Granada para participar da pré-Jornada por isso um dos
encaminhamentos desta conversa foi lançar o convite para
as outras PUs latinoamericanas para ter um encontro em
Granada. Nesta semana serão mandadas as cartas-convites
para as outras Conferências na expectativa de que possam
se encontrar em Granada, Espanha.
“Estes são os primeiros passos realizados na busca de
comunhão e de estar trabalhando em conjunto. Agradecemos
a Deus este encontro que anima nosso trabalho ao
perceber que são similares as nossas lutas e que o
Espírito nos abrirá e possibilitará os caminhos da
comunhão”, ressaltou a irmã Maria Eugênia. |
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Setor Universidades divulga o EBRUC para 1800 jovens em
Brasília
Aconteceu, de 3 a 7, na Universidade Católica de
Brasília (UCB) o Encontro Nacional de Universidades
Renovadas (ENUR). Este encontro contou com a presença de
aproximadamente 1800 jovens, em sua 14ª edição.
Este ano contou com a participação do bispo referencial
do Setor Universidades, da Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Benes, e também do
bispo de Penedo (AL), dom Valério Breda.
“O Setor Universidades quer ser um espaço que reúna
todas as iniciativas existentes no meio universitário
para juntos buscarmos uma linha comum da ação
evangelizadora no meio universitário que permita,
respeitando os carismas e características de cada
iniciativa e regional, oferecer linhas comuns que
desenhem o rosto da Pastoral Universitária de maneira
abrangente e total”, destacou o bispo referencial do
Setor Universidades, dom Eduardo Benes.
Aproveitando a oportunidade, dom Eduardo e a assessora
do Setor Universidades, irmã Maria Eugênia Llori Aguado,
convidaram a juventude universitária a trabalhem juntos
na evangelização do meio universitário e a participarem
do 1º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos, o
EBRUC, que acontecerá na Pontifícia Universidade
Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), em Belo Horizonte,
de 9 a 11 de outubro.
“Um dos frutos deste encontro foi estreitar os caminhos
de dialogo e a busca de comunhão, na tentativa de
construirmos o setor universidades”, afirmou irmã Maria
Eugênia. |
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Arquidiocese de Juiz de Fora realiza 1º Sínodo
Arquidiocesano
Refletir sobre o ser jovem na Igreja Católica, com
alegrias e desafios. Essa foi a proposta da 4ª Sessão
Sinodal da arquidiocese de Juiz de Fora (MG). O evento
também abordou o “ser missionário”, reuniu mais de 100
pessoas no último sábado, 4, no Seminário Arquidiocesano
Santo Antônio. A Igreja Particular de Juiz de Fora
celebra o 1º Sínodo Arquidiocesano até 21 de novembro de
2010.
A grande diversidade do Setor da Juventude foi um dos
pontos abordados como positivos. Na sessão, os
missionários puderam conhecer um pouco do trabalho dos
setores juvenis presentes no território da arquidiocese:
Vicentinos, Renovação Carismática Católica (RCC),
Movimentos de Emaús, Grupos de Jovens das Paróquias,
Pastoral da Juventude, Juventude Missionária (ramo da
Infância Missionária), Escola de Evangelização Santo
André (EESA), Arautos do Evangelho, Focolares e Fazenda
da Esperança.
Para os jovens leigos atuantes, Rafael Nascimento e
Miguel Campos, a partilha dos trabalhos realizados por
cada grupo enriqueceu as discussões. “O Sínodo está nos
direcionando para uma avaliação de como podemos
evangelizar a juventude. Devemos usar de maneiras
diversas para atingir esse público que sempre renova. É
tempo de usar a diversidade para a unidade”, resumem.
De acordo com o arcebispo metropolitano, dom Gil Antônio
Moreira, como o objetivo do Sínodo é a revisão das
estruturas, cada sessão traz um tema específico. Segundo
o pastor, a juventude é “presente e futuro” e por isso
não poderia deixar de ser abordada. “Com o 1º Sínodo,
vamos trazer novas pistas para o trabalho dos jovens,
analisando o que já existe de bom e o que ainda precisa
ser modificado. Fico feliz de ver que existem muitos
jovens santos e verdadeiros apóstolos na Igreja. Podemos
observá-los atuando em diversos setores como música,
trabalhando com jovens vítimas das drogas, nas escolas
entre outros”, destacou.
Ao final, aconteceu reflexão sobre os desafios do setor.
Os principais apontados foram: realizar evento único que
mobilize jovens de diversos movimentos, capacitar o
setor, ter unidade na programação dos eventos e
evangelizar os jovens pelos diversos meios.
O tema do 1º Sínodo Arquidiocesano é: arquidiocese de
Juiz de Fora, uma Igreja sempre em missão. O lema:
“Fazei discípulos meus” (Mt 28,19). Como resultado das
assembleias vai ser promulgado um texto final, previsto
para ser lançado no dia do padroeiro da Igreja
Particular de Juiz de Fora, Santo Antônio, 13 de junho
de 2011.
Missão
Um grupo menor refletiu, concomitantemente, sobre o ser
missionário. Eles assistiram a um vídeo enviado pelos
sacerdotes da Arquidiocese de Juiz de Fora que estão em
missão na Prelazia de Óbidos (Juruti - PA), Pe. José de
Anchieta e Pe. Rodney Henriques, e ainda partilharam a
reflexão de um texto.
A missão é a tônica do Sínodo, que também está em
consonância com o Documento de Aparecida (DAP). É o que
lembra o secretário geral do Sínodo, Pe. Luiz Carlos de
Paula. “O DAP pede que toda a Igreja seja formada por
discípulos/missionários. No desejo de assumirmos a
pastoral missionária, queremos, com o Sínodo, fazer da
Arquidiocese de Juiz de Fora um Igreja que continue
sempre em missão”, concluiu. |
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Diocese de Toledo prepara regimento de Administração e
Economia
Com a participação de duas mil lideranças, a diocese de
Toledo (PR) encerrou a terceira fase de formação dos
Conselhos de Pastoral das Comunidades Paroquiais
(CPP/CPC). Ao todo, foram 30 encontros paroquiais,
assessorados por membros do clero diocesano. O projeto
de formação dos Conselhos é um dos objetivos específicos
do Plano da Ação Evangelizadora 2007-2010.
O primeiro encontro das lideranças teve início em
fevereiro de 2007, contemplando inicialmente sua mística
formativa. Na segunda fase, a ênfase dos trabalhos se
deu em torno da formação humana e espiritual. E, por
fim, na última fase, as lideranças receberam conteúdos
de “Administração e Economia”, indispensáveis para a
organização contábil, financeira e patrimonial.
“A novidade que se acrescenta àquilo que se vinha
praticando é despertar ainda mais o espírito de comunhão
e participação, sublinhando que a questão administrativa
e econômica se justifica por única razão: promover a
evangelização e a dimensão social da comunidade, bem
como a manutenção própria daquilo que é necessário para
uma comunidade de paróquia ou de capela”, comenta o
ecônomo da Cúria Diocesana, padre Hugo Rohden.
A nova organização econômico-administrativa vai incluir
a publicação de um regimento diocesano que deixará ainda
mais homogêneo o cotidiano de práticas contábeis e
jurídicas previstas em lei, as quais incidem na Igreja
particular de Toledo, em sua pessoa jurídica, a Mitra
Diocesana.
Deste modo, o regimento diocesano será válido para os
três níveis de organização: diocese, paróquias e
comunidades. Nele vão constar os procedimentos para a
constituição dos conselhos, suas atribuições e demais
diretrizes, bem como novas nomenclaturas. Seu conteúdo
terá a exigência de ser cumprido, pois apresentará os
princípios a serem seguidos para não incorrer em
conflitos com a legislação fiscal, tributária,
trabalhista e previdenciária. Neste processo,
contribuirá o Manual de Procedimentos Administrativos da
CNBB.
Outras duas definições também foram assumidas pela
diocese, sendo o Setor Juventude e a Escola de Teologia
para Leigos. A primeira apresentou bons resultados, com
a integração das pastorais e movimentos eclesiais que
atuam junto aos jovens promovendo eventos em conjunto.
Um dos eventos foi o manifesto pelo fim da violência, em
outubro de 2008. Na ocasião, foi promovida uma carreata
pelas principais ruas da cidade de Toledo, seguida de
concentração no Ginásio de Esportes Alcides Pan.
Quanto à formação do laicato, a Escola Diocesana de
Teologia para Leigos, com dois anos de duração, está em
sua terceira turma, contabilizando a participação de
mais de 300 pessoas. De caráter itinerante, a primeira
Escola reuniu lideranças do Decanato de Toledo, com
cerimônia de entrega dos certificados de conclusão
realizada em 2008. A segunda turma está em andamento no
Decanato de Assis Chateaubriand, e a terceira no
Decanato de Rondon. |
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Celebração de envio encerra o 3º Congresso Vocacional
O entusiasmo e a alegria marcaram o encerramento do 3º
Congresso Vocacional do Brasil, realizado pela CNBB,
através da Comissão Episcopal Pastoral para os
Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. O encontro
começou na sexta-feira, 3, na Casa de Retiros Vila
Kostka, em Itaci, município de Indaiatuba (SP).
“Pudemos experimentar de novo como Deus vem ao encontro
de cada um de nós. Se somos amados, se a medida de Deus
é transbordante com cada um de nós, como não
corresponder a este amor?”, disse o presidente do
Congresso, dom Leonardo Ulrich Steiner na cerimônia de
envio que marcou o encerramento do evento.
“Partimos daqui rendendo graças por que fomos cumulados
da graça de Deus. Quando cada um de nós se sentir um
discípulo missionário a serviço das vocações estamos
enriquecendo nossa igreja da presença do
crucificado-ressuscitado”, acrescentou o bispo. “Onde há
transparência da bondade do amor de Deus não faltam
vocações. Neste tempo de luzes e sombras, talvez falte a
percepção de como somos amados”, acrescentou.
Participaram do Congresso 386 animadores vocacionais,
sendo 75 leigos e leigas, 122 religiosas, 2 freis, 12
diáconos, 159 padres e 16 bispos. Os congressistas
aprovaram, na manhã de hoje, um documento que será
divulgado brevemente pela Comissão para os Ministérios
Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.
O documento tem uma estrutura simples e faz uma síntese
das três conferências feitas pelos assessores, além de
sugestões dos congressistas para o Serviço de Animação
Vocacional e Pastoral Vocacional (SAV/PAV). |
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Presidente da CNBB preside última missa no Congresso
Vocacional
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil (CNBB) e arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo
Lyrio Rocha, deixou uma mensagem de otimismo e esperança
para os participantes do 3º Congresso Vocacional, que
termina ao meio dia de hoje, em Itaici, município de
Indaiatuba (SP). Ele presidiu a última missa do
encontro, que reuniu 385 animadores vocacionais.
“Este evento possibilitou celebrar a caminhada do
serviço de animação vocacional, aprofundar a teologia
das vocações, consolidar a identidade do(a) animador(a)
e fortalecer o serviço de animação vocacional no
Brasil”, disse o presidente da CNBB.
Dom Geraldo lembrou o evangelho lido na celebração que
narrou a escolha dos apóstolos feita por Jesus. “A
vocação dos apóstolos, como toda vocação tem sua raiz no
encontro com Jesus Cristo que, no mistério da Páscoa e
do Pentecostes os transforma em fiéis discípulos e
ardorosos missionários”, recordou.
O arcebispo recorreu ao Documento da Conferência de
Aparecida, realizada em Aparecida (SP) há três anos,
para descrever a Pastoral Vocacional. “No que se refere
à formação dos discípulos e missionários de Cristo ocupa
um lugar particular a pastoral vocacional, que acompanha
cuidadosamente todos os que o Senhor chama a servir à
Igreja no sacerdócio, na vida consagrada ou no estado
laical”. |
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“A
nobreza de Deus não se ensina com técnica”, diz
presidente do 3º Congresso Vocacional
O catarinense dom Leonardo Ulrich Steiner, 59, é bispo
da prelazia de São Felix do Araguaia, no Mato Grosso, há
cinco anos. A serenidade é uma das marcas deste
franciscano que tem doutorado em filosofia e é membro da
Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a
Vida Consagrada da CNBB. Ele preside o 3º Congresso
Vocacional do Brasil, que reúne, desde sexta-feira, 3,
em Itaici (SP), 385 animadores vocacionais de todo o
país,. O Congresso debate o tema “Discípulos
missionários a serviço das vocações”.
Nesta entrevista exclusiva à Assessoria de Imprensa da
CNBB, dom Leonardo explica que o Congresso Vocacional
não é para ensinar técnicas ou métodos para conseguir
mais vocações. “A experiência cristã, o seguir Jesus
Cristo, o ser encontrado por Ele é uma experiência
única. É a nobreza de Deus de nos ter escolhido e nos
deixar participar do mistério de seu amor. Isso não é
[ensinado] com técnica, com método, mas com o espírito,
com abertura”.
Dom Leonardo fala também das crises por que passa a
sociedade atual e lembra que as pessoas tentam
equilibrar sua existência a poder da química, inclusive
os jovens, com as drogas. “Ficamos espantados com o
número cada vez maior de farmácias. É o primeiro tempo
da história da humanidade que se usa a química para
tentar equilibrar a existência humana”.
Dom Leonardo explica, ainda, o número reduzido de leigos
neste 3º Congresso e destaca a qualidade de sua
participação no evento. “Como participaram com
disposição e alegria!”.
Leia, abaixo, a íntegra da entrevista.
1. Que elementos o senhor destaca como ponto alto deste
congresso e para onde eles apontam?
Dom Leonardo: O primeiro elemento importante é o
pré-congresso, que foi uma verdadeira descoberta. Não
quisemos congregar as pessoas em Itaici sem antes termos
estudado um texto, trocado ideias, experiências; sem
termos feito nas paróquias um bom trabalho e realizado
nos Regionais da CNBB os chamados pré-congressos. Em
alguns Regionais a Pastoral Vocacional (PV) conseguiu se
rearticular para o pré-congresso. Isso foi um ganho para
a Igreja no Brasil.
O segundo elemento foi tentarmos trazer a beleza e a
profundidade do Documento de Aparecida para a PV. Se na
nossa Pastoral Vocacional conseguirmos fazer ver que
todo batizado é um discípulo missionário a serviço das
vocações, estamos levando a intuição da Conferência de
Aparecida até nossas pequenas comunidades. Não apenas
veremos as vocações, mas a intuição de Aparecida de que
cada batizado, cada cristão, cada católico é aquele que
vive de Jesus, anunciando Jesus, ouvindo a sua palavra,
convivendo, sendo sinal do Reino.
Um terceiro elemento importante é a troca de
experiência. O fato de termos aqui pessoas vindas de
todo o Brasil, com mentalidades e experiências diversas;
Igrejas que têm sua pastoral, suas dificuldades e seu
entusiasmo, fez com que os congressistas começassem a
perceber que a Igreja no Brasil é extremamente rica.
Esta troca de experiência fez com que os congressistas
percebessem que existem experiências que podem ser
partilhadas. Chamo atenção, por exemplo, para a escola
para formação de animadores vocacionais nos Regionais
Sul 3 e Centro Oeste. Não uma escola de formar padres,
mas de formar discípulos missionários que vêm,
participam e se responsabilizam pela animação vocacional
na nossa Igreja no Brasil.
2. O senhor disse que o Congresso não é para ensinar
técnicas ou métodos para buscar vocações. Pode explicar
melhor esta afirmação?
Dom Leonardo - No tempo que vivemos da ciência e da
técnica, da virtualidade, poderíamos imaginar que um
congresso iria nos dizer o que fazer e como fazer. Isto
é, viemos aqui, ouvimos, voltamos para casa e agora
vamos executar. A intuição do Congresso foi outra. Foi a
de nos deixar guiar pelo espírito [da Conferência] de
Aparecida e suscitar esse imenso desejo de ser
discípulos missionários a serviço da Igreja.
Explicando melhor: a experiência cristã, o seguir Jesus
Cristo, o ser encontrado por Ele é uma experiência
única. É a nobreza de Deus de nos ter escolhido e nos
deixar participar do mistério de seu amor. Isso não é
[ensinado] com técnica, com método, mas com o espírito,
com abertura. Deste encontro, deste dar-se conta da
nobreza de Deus é que, certamente, vão abrir-se para nós
elementos e pistas.
Numa entrevista me perguntaram: ‘Como anunciar Deus
hoje?’. Respondi: ‘como, eu não saberia dizer. Talvez
conseguisse dizer quem, qual a pessoa a ser anunciada
hoje, ou seja, este Deus tão próximo de nós’. Tentei
dizer isso na homilia [na celebração de abertura do
Congresso] ao falar: “Deus, osso de nossos ossos, carne
de nossa carne’. Nicolau de Cusa chega a dizer “o não
outro de Deus”.
3. Os congressistas têm usado aqui a expressão
‘vocacionalizar a Igreja’. O que eles querem dizer com
este neologismo?
Dom Leonardo – É a primeira vez que ouço [esta
expressão] também. Este verbo [vocacionalizar] não
existe, mas hoje se criam tantos verbos e palavras, que
talvez esse também fique. Sinto nas colocações que
‘vocacionalizar’ quer dizer que toda a Igreja está apta,
atenta, aberta para o serviço e animação vocacional. É
toda ela ministerial, toda ela ajudando nossas crianças,
adolescentes, jovens e os adultos a descobrirem qual é o
chamado de Deus. Ajudar os nossos adultos a redescobrir
a grandeza do amor primeiro o ‘por que abracei uma
vocação?’. ‘Vocacionalizar’, então, é levar toda a
Igreja a ser.
4. Um Congresso Vocacional pensa e fala sobre todas as
vocações. No entanto, a presença dos leigos aqui é
pequena e o senhor ressaltou esse detalhe num
determinado momento do encontro. A que o senhor atribui
isso?
Dom Leonardo - A primeira observação feita por uma leiga
depois da minha fala foi a dificuldade dos próprios
leigos terem meios econômicos para virem. Ela mesma
disse: ‘eu sou professora, sou mãe, sou avó’ e falou da
dificuldade de deixar o trabalho e vir [ao Congresso].
Não é tão simples o Norte e o Nordeste virem até São
Paulo. O que nos falta ainda como Igreja no Brasil é
começar a nos despertar para os discípulos missionários
a serviço das vocações. O próprio tema do Congresso
talvez possa ajudar para que, no próximo Congresso, se
houver, a participação dos leigos seja maior. Mas a
participação dos leigos neste Congresso foi muito
positiva. Como participaram com disposição e alegria!
5. Isso não se deve, então, a uma visão reducionista
como se vocação fosse apenas para padres e os de vida
consagrada?
Dom Leonardo - No trabalho feito na Comissão Episcopal
para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada em
relação ao mês de agosto dedicado às vocações, por
exemplo, não temos mais acentuado uma das vocações. Pelo
contrário, temos aproveitado este mês vocacional para
trazer à recordação as grandes vocações dentro da
Igreja. Esse esforço existe e está muito presente. Na
nossa Comissão isso é muito claro e sinto isso também
nas discussões da CNBB. Naturalmente que existe uma
preocupação grande, sinto isso também aqui no Congresso,
em relação às vocações para o presbítero e para a vida
consagrada, seja na vida religiosa ou nos Institutos
Seculares. Existe esta preocupação porque, em relação
aos padres, sentimos a grande necessidade, dentro da
Igreja, de termos uma presença maior para servir melhor
nossas comunidades. Sentimos, ainda, a dificuldade de
muitas Congregações terem novas vocações. Há
congregações, inclusive, com dificuldade de dar
continuidade a certos serviços na Igreja do Brasil.
6. O teólogo, padre Agenor Brighenti, um dos assessores
do Congresso, disse que o mundo vive uma crise
generalizada. Fala-se também de crise vocacional,
inclusive da vocação para o matrimônio. Como o senhor vê
as vocações neste contexto de crise?
Dom Leonardo - Estamos num outro tempo. Isso é real. No
Documento de Aparecida e nas Diretrizes da Ação
Evangelizadora da Igreja no Brasil está presente a
expressão que estamos numa ‘mudança de época’. Estamos
entrando num outro tempo. Olhando para trás achamos que
foi tranqüila a passagem do antigo para o medieval; do
medieval para o moderno. Achamos essas mudanças normais
porque não estivemos lá. A idade média, por exemplo, foi
um tempo de passagem muito duro. Basta estudarmos bem a
história da Igreja e os intelectuais da época para
entendermos todo este novo tempo que estava surgindo.
Eram escolas inteiras atrás de compreender como era a
questão do mistério da encarnação de Deus. Tenho a
nítida impressão de que estamos num tempo de passagem e
este tempo é salutar. O que virá, a gente não sabe.
O autor que pesquisei para minha tese doutoral sobre o
conceito de Deus já escrevia nos anos 1970 dizendo que
devíamos nos preparar melhor para o novo tempo que
estava por vir, isto é, ir nos abrindo mais, ir tentando
compreender cada vez mais. Isso tudo à luz do Evangelho,
da Palavra de Deus, do evento de Deus. Que nós estamos
nesta crise é evidente. Às vezes nem compreendemos mais
em que situação nos encontramos quando vemos, por
exemplo, o grande número de pessoas (casadas) que se
separam; dos que deixam a vida religiosa e o sacerdócio;
das pessoas que se suicidam e das que estão em
depressão. Ficamos espantados com o número cada vez
maior de farmácias. Vivemos hoje da química para tentar
equilibrar nossa existência. É o primeiro tempo da
história da humanidade que se usa a química para tentar
equilibrar a existência humana.
7. Isso se aplica também aos jovens?
Dom Leonardo – Claro! Por que da droga? A droga é
química. Então, estamos neste tempo, não adianta negar.
É preciso abrir os olhos, mas os olhos da fé, como dizia
Santo Agostinho. Outros olhos não entendem o perpassar
de Deus dentro desse tempo. Outros olhos não entendem
que ali estão as sementes do Verbo. Como somos sempre, a
partir do evangelho, homens de esperança, precisamos
entrar dentro deste tempo para que consigamos perceber a
presença de Deus, que está presente em todas estas
questões que não compreendemos – aliás Deus não é aquele
que compreendemos, mas uma eterna revelação -, e ajudar
a fazer surgir o novo. Quero dizer com isso que a vida
do evangelho tem algo a dizer. Crise quer dizer
acrisolar, purificar.
8. Nada disso, então, deve desanimar os promotores
vocacionais?
Dom Leonardo - Ao contrário, isso é para provocar, é
para dizer: ‘tem algo aí se acrisolando’, que está
nascendo. Como está nascendo o evangelho aí dentro? Não
sabemos, mas isso é o grande desafio de nosso tempo: não
saber e confiar. Isso é fé.
9. Os congressistas perceberam isso? Ficaram animados?
Dom Leonardo - Para se ter uma ideia, mais de 20 pessoas
vieram me agradecer o Congresso, dizendo que ajudou
muito, que os assessores foram muito bons, que a troca
de experiências nos grupos e nas mini-plenárias foi
muito boa. Sinto que existe um ânimo. Não sei se o
Congresso será suficiente para intuir a passagem do
tempo em que estamos. Provavelmente não. |
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‘Geração Y’ deve ter atenção especial dos animadores
vocacionais, diz assessor do Congresso Vocacional
O Serviço de Animação Vocacional (SAV), realizado pela
Igreja Católica, deve dar uma atenção especial aos
jovens que vivem no mundo das novas tecnologias da
comunicação, adaptando sua linguagem e criando novos
métodos. Esta é a opinião que o ex-secretário executivo
do Departamento das Vocações e Ministérios do Conselho
Episcopal Latino-americano (Celam), padre Gilson Maia,
defendeu hoje, 6, na conferência que proferiu no 3º
Congresso Vocacional do Brasil, em Itaici, município de
Indaiatuba (SP).
“O Serviço de Animação Vocacional (SAV) deve oferecer
uma atenção especial à ‘Geração Y’, caracterizada pelo
uso de avançadas tecnologias de comunicação com novas
formas de relações, valores e conceitos. O SAV deve
adequar-se às novas linguagens, elaborar novos métodos e
usar as modernas tecnologias em vida da evangelização
vocacional das novas ‘tribos’’, disse padre Gilson.
O religioso insistiu que toda pessoa batizada deve ser
um missionário e que o trabalho de animação vocacional
não é exclusivo do SAV. “O serviço na messe não é tarefa
exclusiva dos animadores do SAV/PV. A missão é um dom
precioso do Senhor, levada adiante por todos os
vocacionados e vocacionadas. Neste sentido torna-se
fundamental estreitar vínculos e incrementar as relações
com os serviços de evangelização presentes na Igreja”,
disse.
“Todo discípulo tem DNA missionário. Um discípulo que
não missionário, é falso discípulo. Ninguém é
missionário sem antes a experiência do discipulado”,
acrescentou o padre.
Padre Gilson apontou pelo menos três características que
devem marcar o perfil do animador vocacional. A primeira
delas é a espiritualidade. “A espiritualidade é a raiz
que sustenta e fortalece todos na missão evangelizadora
vocacional. A identidade eclesial do SAV/PV é garantida
pela fé, fortalecida diariamente pela vida sacramental,
testemunhada no meio do povo de Deus e partilhada com a
comunidade eclesial”.
Segundo o religioso, a formação também deve caracterizar
os que trabalham na animação vocacional. “A formação dos
discípulos missionários deve ser integral e permanente”,
esclarece padre Gilson.
Outro ponto que, de acordo com o padre, deve marcar a
prática dos animadores vocacionais é o planejamento. “O
SAV/PV exige articulação e organicidade para que a
missão vocacional possa integrar as diferentes forças
evangelizadoras presentes nas comunidades”. Para o
religioso, juventude, escola, família, catequese devem
merecer atenção especial no planejamento do SAV. |
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Aberta a Semana Brasileira da Missão Continental
Foi aberta neste domingo, 5, no Centro Cultural
Missionário (CCM), em Brasília (DF), a Semana Brasileira
da Missão Continental. Promovida pela Comissão Episcopal
para a Missão Continental da CNBB e o CCM, a Semana
reúne 56 pessoas dos 17 Regionais da CNBB.
O bispo da diocese de Floresta (PE) e membro da Comissão
para a Missão Continental, dom Adriano Ciocca, disse que
na missão continental é preciso ter atenção para com
todas as realidades.
“Não podemos deixar de nos solidarizar com a retomada da
identidade dos povos indígenas e afro-descendentes.
Também não podemos deixar de procurar, com todas as
pessoas de boa vontade, um novo paradigma socioeconômico
e cultural, baseado no diálogo, na economia e no
respeito, em lugar do paradigma atual, que é falido e
imoral”, ressaltou dom Adriano.
Segundo o bispo, há uma tendência para o desânimo nos
tempos atuais, que é vencida pela fé em Jesus
Ressuscitado. “O tempo de hoje pode nos deixar
desanimados, mas Cristo ressuscitado caminha conosco.
Ele nos permite ler a realidade atual com outros olhos e
nos reanima para a missão. Como Igreja temos que nos
colocar ao lado dos povos do nosso continente e
acompanhá-los na sua caminhada a partir da nossa fé em
Cristo ressuscitado e com Ele trilhar novos caminhos”,
afirmou.
A Semana Brasileira da Missão Continental, que termina
no sábado, 11, tem como tema “Vocês são testemunhas
destas coisas”, tirado do capítulo 24 do evangelho de
São Lucas. De acordo com seus organizadores, a Semana se
propõe a aprofundar a reflexão sobre a espiritualidade
missionária, a paróquia missionária e os projetos para
uma nova evangelização. |
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Brasil deve ter a maior delegação no Congresso
Vocacional Latino-americano
O secretário do Departamento de Vocações e Ministérios
(DEVYM) do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam),
padre Alexis Rodriguez, aproveitou o espaço do 3º
Congresso Vocacional, em Itaici (SP), para falar do
mesmo Congresso que acontecerá pela segunda vez em nível
latino-americano em Costa Rica. “Queremos que o Brasil
tenha uma representação muito numerosa com 30 ou 40
pessoas em nosso Congresso”, disse o secretário,
aplaudido pelos congressistas.
O Congresso latino-americano será nos dias 31 de janeiro
a 5 de fevereiro de 2011 e a expectativa é de que reúna
400 pessoas. Tem como tema “Mestre, pela tua palavra
lançarei as redes” e como lema “Chamados a lançar as
redes para alcançar ávida plena em Cristo”.
“O objetivo do Congresso Latino-americano é fortalecer a
cultura vocacional para que os batizados assumam seu
chamado de ser discípulos missionários de acordo com a
realidade da América Latina e Caribe”, explica padre
Alexis.
São convidados para o evento de Costa Rica os bispos
presidentes das Comissões para as Vocações de cada país
da América Latina e Caribe, bem como seus secretários
executivos além de dois agentes da pastoral vocacional,
um da pastoral da juventude, um da pastoral da educação,
um da catequese, um da pastoral familiar, dois da Vida
Consagrada, um dos Institutos Seculares, um diácono
permanente, um da Organização dos Seminários e
Institutos Teológicos e Filosóficos do Brasil (OSIB).
Para o Brasil, haverá, ainda, uma vaga para cada um dos
17 Regionais da CNBB.
Padre Alexis explicou o cartaz do Congresso que traz o
mapa da América Latina e Caribe. Ele chamou a atenção
para os detalhes da cor verde, para a cruz e para a base
do desenho. Segundo explicou, o verde é para lembrar que
a América Latina é o continente da esperança e do amor.
Já a cruz, segundo padre Alexis, é aberta em sua base
para que “somos chamados a completar a obra de Jesus”. O
mapa tem, em sua base, o formato de um pé. “Isso
significa que todos temos que nos colocar a caminho”,
disse o secretário do DEVYM. |
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Diretor da Pontifícia Obra das Vocações agradece o
trabalho dos promotores vocacionais
“Vim ao Brasil participar deste Congresso Vocacional
para agradecer a todos vocês, meus diretos colaboradores
no campo da animação vocacional”. Assim o Diretor da
Pontifícia Obra para as Vocações, Mons. Francis Bonnici
se dirigiu, neste domingo, 5, aos 385 participantes do
3º Congresso Vocacional que a CNBB realiza desde
sexta-feira, 3, em Itaici, município de Indaiatuba (SP).
“Estou unido na oração ao Senhor da messe, insistindo
para que nos conceda as vocações necessárias à Igreja,
agradecendo, ao mesmo tempo, por todas as vocações já
doadas, com grande amor”, destacou mons. Bonnici.
A Pontifícia Obra para as Vocações foi instituída pelo
papa Pio XII, em 1941. Segundo mons. Bonnici, após o
Concílio Vaticano II os bispos começaram a instituir os
Centros Vocacionais nas suas respectivas dioceses, bem
como os Centros Nacionais. “As paróquias começaram a se
organizar, formando equipes vocacionais, com a
colaboração dos cristãos leigos e leigas, incluindo
pessoas de outras pastorais, como a Pastoral Familiar,
Catequese, Juventude e Liturgia”, disse.
Uma das atividades desta Obra é divulgar a mensagem do
papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações,
celebrado anualmente, sempre no quarto domingo da
páscoa, conhecido também como Domingo do Bom Pastor.
Outra atividade desenvolvida pela Pontifícia Obra para
as Vocações é a organização de encontros internacionais
no setor vocacional para coordenar as atividades
vocacionais na Igreja. |
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Dom Dario: “Nem todo discípulo é missionário”
O bispo da diocese de Leopoldina (MG), dom Dario Campos,
presidiu, nesta segunda-feira, 6, a missa do quarto dia
do 3º Congresso Vocacional do Brasil, em Itaici (SP). Em
sua homilia, dom Dario chamou a atenção dos 385
congressistas para o tema do Congresso “Discípulos
missionários a serviço das vocações”
De acordo com o bispo, nem todo discípulo é missionário
e citou o exemplo de Judas, que traiu Jesus. “Judas foi
discípulo, mas não foi missionário. Não viu a nossa
Igreja participar da missão, não saiu para anunciar a
boa nova a todas as nações”, disse. “Somos chamados a
ser discípulos missionários, mas corremos o risco de ser
somente discípulos”, acrescentou.
Dom Dario lembrou, ainda, que a vocação da comunidade é
ser testemunho. “Nossa presença no mundo deve ser
marcada pelo testemunho da alegria, da esperança, do
amor. O testemunho deve estar alicerçado na oração”,
ressaltou.
A esperança, na opinião do bispo, deve ser sempre
proclamada pelo discípulo missionário. “Todo discípulo
missionário proclama que nem tudo está perdido. Quanto
mais nos aproximamos de Jesus, vemos que sua ternura se
faz presente. Somos portadores da ternura de Jesus”,
concluiu.
O 3º Congresso Vocacional é promovido pela CNBB, através
da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a
Vida Consagrada. É presidido pelo bispo da prelazia de
São Felix do Araguaia, dom Leonardo Ulrich Steiner, e
reúne leigos, religiosos e religiosas, padres e bispos
que atuam como promotores vocacionais nos 17 Regionais
da CNBB.
“O tema do Congresso nos coloca no caminho aberto pela V
Conferência do episcopado da América Latina e Caribe”,
disse o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, que
também participa do Congresso. “Nas Diretrizes Gerais da
Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil procuramos
traduzir as grandes intuições da Conferência de
Aparecida cuja palavra chave é a mesma deste Congresso:
Discípulos missionários”, completou.
Na manhã desta segunda-feira, 6, o padre Gilson Maia
profere a última conferência do Congresso. Ele dá as
bases do marco operacional do Serviço de Animação
Vocacional (SAV). À tarde, os participantes voltam a se
reunir em grupo para aprofundar o conteúdo da
conferência. |
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Padre Libânio fala sobre a teologia do discipulado e da
missão no Congresso Vocacional
Teologia do discipulado e da missão. Este foi o tema da
conferência de hoje, 5, no 3º Congresso Vocacional do
Brasil, que acontece desde sexta-feira, 3, na Casa de
Retiro Vila Kostka, em Itaci, município de Indaiatuba
(SP). Muito aplaudido, o conferencista, padre João
Batista Libânio, falou do seguimento de Jesus ao Pai e
apontou a linguagem como grande desafio à evangelização.
“Seguimos Jesus que segue o Pai”, disse o teólogo.
Segundo Libânio, Deus vai se revelando na realidade e
Jesus faz esta experiência ao longo de sua vida pública.
“O real é o grande lugar de Deus falar”, explicou.
“Trata-se de encontrar Deus em todas as realidades. Não
mais ‘amar a Deus sobre todas as coisas’, mas ‘em todas
as coisas’”, acrescentou.
Para Libânio a teologia da missão passou, pelo menos,
por três momentos. O primeiro teve como base a afirmação
de que “fora da Igreja não há salvação”.
“A salvação aqui é entendida como uma realidade que
possuímos antes e que vamos levar”, sublinhou. Segundo o
teólogo, isso equivale a dizer que cristianismo tinha a
salvação e todos os outros povos não tinham a salvação.
“Nunca uma afirmação histórica é totalmente falsa. Onde
estavam certos os que afirmavam isso? No fato de que a
Igreja é responsável por anunciar a salvação. Não
podemos perder a consciência de anunciar e comunicar
esta salvação”, esclareceu.
Para Libânio, o limite desta afirmação está em
identificar o cristianismo como a única visão de Deus.
“Deus não está limitado a nada, a ninguém, a espaço
nenhum, a lugar nenhum. Deus se derrama em toda parte. O
limite desta visão é querer enquadrar Deus num projeto
nosso”.
Outra fase na teologia da missão apontada por Libânio
foi quando se disse que a “salvação está na pessoa”.
Segundo o teólogo, um dos defensores desta teologia foi
Karl Rahner e tem como fundamento o Deus Trindade que
chama para a comunhão.
“Rahner diz que se você comunga com seu irmão, você
realiza a Trindade, então você se salva. Salvação é ser
o que sou, mas não somos por nossa força. Somos porque
Deus está a nos criar continuamente como seres de
comunhão, na comunhão, para a comunhão”, destacou o
conferencista.
Na América Latina, segundo Libânio, os teólogos
começaram a se perguntar também a cerca da realidade e
concluíram que a salvação está na transformação desta
realidade. O teólogo esclareceu o que é uma práxis
transformadora. “Práxis é a ação humana transformadora
da realidade para a qual existe uma reflexão, uma
teoria, elementos que a explicam”, disse, fazendo a
distinção entre teoria e ideologia.
Libânio chamou a atenção, ainda, para a pós-modernidade
que, em sua opinião, é caracterizada pelo apego ao
presente e rejeição ao passado e desprezo ao futuro. Ele
chamou isso de “presentismo”. “O presentismo é o
corrosivo maior da salvação. Por que? Porque o
presentismo quer dizer que só interessa o meu prazer,
aqui e agora. Todo o resto gira em torno disso. Isso é a
negação radical do cristianismo, que é a comunhão. No
presentismo tudo gira em torno do eu”.
O conferencista apontou, ainda, a linguagem como grande
desafio à evangelização. Nossa linguagem, queiramos ou
não, é autoritária. Vem de quem comunica algo pronto. A
linguagem do jovem é inversa. É preciso encontrar o
mundo existencial do jovem e falar a linguagem dele”. |
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Dom Esmeraldo: “O encontro com Jesus nos faz seguir seus
passos”.
O bispo de Santarém (PA) e presidente da Comissão
Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida
Consagrada da CNBB, dom Esmeraldo Barreto de Farias,
presidiu a missa deste domingo, 5, no 3º Congresso
Vocacional, em Itaici, município de Indaiatuba (SP). Dom
Esmeraldo lembrou o chamado que Deus faz a todas as
pessoas através de Jesus Cristo.
“Cristo quer confirmar o chamado de Deus Pai para que
possamos segui-lo. Isto significa a certeza do seu amor,
pois ele vem ao nosso encontro. Esse encontro com ele
nos faz seguir os seus passos, caminhar atrás dele,
assumindo sua vida, a missão que ele recebeu do Pai”,
disse o bispo.
Segundo dom Esmeraldo, Jesus é que dá sentido ao chamado
e à missão. “Ele é a pessoa mais importante para nós,
pois nos chama para estarmos com ele, nos envia e nos
sustenta”, destacou. “Nesse processo de seguimento,
vamos descobrindo que o seu amor envolve de tal modo a
nossa vida que, despojados, nos colocamos disponíveis
para a missão na qual ele vai nos consagrando”,
acrescentou.
Dom Esmeraldo recorda que para ser discípulo de Jesus é
preciso encontrar o motivo que preenche e dá sentido à
vida, “pois somente assim poderemos testemunhar animando
outras pessoas a se encontrarem com Jesus Cristo,
segui-lo e a assumirem a missão”.
O Congresso Vocacional começou na sexta-feira, 3, e se
estende até terça-feira, 7. Hoje, os participantes
ouviram a segunda conferência, Teologia do discipulado e
da missão, com o teólogo padre João Batista Libâneo.
À tarde, os congressistas voltam a se reunir em grupo
para aprofundar o tema apresentado pelo teólogo. As
atividades se encerram à noite com um momento de
confraternização entre os participantes. |
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Congressistas recebem visita do cardeal de São Paulo
O arcebispo da arquidiocese de São Paulo, cardeal Odilo
Pedro Scherer, visitou, no final da tarde deste sábado,
4, em Itaici (SP), os participantes do 3º Congresso
Vocacional do Brasil. O evento é uma iniciativa da CNBB,
organizado pela Comissão Episcopal para os Ministérios
Ordenados e a Vida Consagrada e debate o tema
“Discípulos Missionários a serviço das vocações”.
O cardeal disse que a Igreja não pode viver sem as
vocações e que, diante da crise vocacional, é preciso
saber onde “lançar as redes”. “Qual é o lugar
privilegiada da Pastoral Vocacional?”, questionou. “O
lugar privilegiado da Pastoral Vocacional é a comunidade
eclesial e as organizações das comunidades eclesiais. É
o espaço da juventude, da catequese, os movimentos, as
pastorais, as organizações da família. Aí se vai ter
mais fruto”, completou.
Dom Odilo disse, ainda, que não se pode falar de forma
genérica da Pastoral Vocacional e que é necessário dizer
com clareza a identidade da vocação. “É importante não
ter medo de se mostrar claramente a identidade da
vocação do sacerdócio e também da vida consagrada”,
recomendou.
Segundo o cardeal, na arquidiocese de São Paulo, no ano
passado, foram acompanhados 120 jovens que manifestaram
o desejo de entrar para o seminário. Destes, foram
selecionados 23, mas apenas 18 acabaram entrando para o
seminário. “Isso faz pensar que a ideia da vocação é
apresentada de forma muito vaga”, constatou. “Qual a
congregação ou seminário que tem muitas vocações?. São
as que apresentam de forma clara sua identidade”,
concluiu.
Trabalho em grupo
Toda a tarde deste primeiro dia de atividades do 3º
Congresso Vocacional foi dedicada a trabalhos em grupos.
Os mais de 300 participantes formaram 18 grupos para
apresentar a realidade do Serviço de Animação Vocacional
(SAV) e da Pastoral Vocacional (PV). A referência para a
análise foi a conferência feita, pela manhã, pelo padre
Agenor Brighenti.
De acordo com o relatório dos grupos, há uma forte
incidência da realidade sobre o trabalho da PV.
Mercantilismo, pluralismo cultural, desestruturação das
famílias, falta de formação e ausência de uma cultura
vocacional na Igreja foram alguns dos desafios
apresentados pelos grupos. |
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Teólogo aponta luzes e sombras no contexto das vocações
O teólogo padre Angenor Brighenti recorreu à metáfora
“luzes e sombras” para apresentar o contexto
sócio-cultural e eclesial que marca o cenário das
vocações na Igreja. Ele proferiu, nesta sábado, 4, a
primeira conferência do 3º Congresso Vocacional do
Brasil, organizado pela CNBB, que começou ontem, 3, em
Itaici (SP).
Brighenti explica que o contexto atual é marcado por
crises. “Estamos imersos em um tempo de profundas
transformações, em escala planetária: crise
civilizacional, mudança de época, crise das religiões,
em que nos apodera um sentimento de orfandade”, disse.
Segundo o teólogo, a crise é oportunidade de novas
possibilidades. “A crise pode significar novo nascimento
ou morte; catástrofe ou oportunidade; fim do caminho ou
encruzilhada; tempo de calamidades ou tempo pascal, de
travessia”, sublinhou.
Para Brighenti, diante das crises, as pessoas podem ter
três posturas diferentes: uma visão catastrófica,
retrospectiva ou prospectiva. Esta última, de acordo com
o teólogo, é “habitada pela virtude de uma esperança
ativa. Na fidelidade ao presente e na valorização da
experiência do passado, se lança na construção de um
futuro crescentemente melhor. A tecitura do risco é a
única garantia de futuro”.
O teólogo destacou também o individualismo, que marca as
relações humanas, e a economia que gera exclusão. Em sua
opinião, o individualismo é resultado da dinâmica do
mercado, “que absolutiza a eficiência e a produtividade
como valores reguladores de todas as relações humanas”.
“Há uma mercantilização das relações pessoais, sociais e
religiosas; tudo é medido pela lógica custo-benefício”,
acentua Brighenti.
A economia de “rapinagem”, segundo o teólogo, faz surgir
a crise ecológica porque “depreda a natureza e coisifica
o ser humano”. Diante disso, é preciso crescer na
consciência ecológica.
“A preocupação com o cuidado da natureza é um dos
fatores da emergência de uma consciência planetária. A
consciência de que não estamos na terra, somos terra; o
desequilíbrio da biodiversidade do planeta põe em risco
a vida humana e seus ecossistemas”.
O desencanto com a política foi outro aspecto da
realidade lembrado por Brighenti. “Constata-se a
falência da democracia representativa: os partidos
políticos são máquinas eleitorais, cujo objetivo é
ganhar a eleição”, disse.
Para o teólogo, contudo, há, na sociedade atual, uma
sede de Deus e uma volta ao religioso, mas uma religião
“eclética” com outra visão de Deus. “A irrupção de uma
religiosidade eclética e difusa, a volta de um
neopaganismo imanentista, que confunde salvação com
prosperidade material, saúde física e afetiva. É a
religião a la carte: Deus como objeto de desejos
pessoais, solo fértil dos mercadores da boa fé, do
mercado do religioso”, explica Brighenti.
Dentre os fatores que ajudam a banalizar a religião, o
teólogo cita a mídia que “reduz a religião à esfera
privada, como a um espetáculo para entreter o público”.
Neste sentido, “também a religião passa a ser
consumista, centrada no indivíduo e em sua degustação do
sagrado”. |
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Prefeito da Congregação para a Educação Católica destaca
necessidade de promover a Pastoral Vocacional
O prefeito da Congregação para a Educação Católica,
cardeal Zenon Grocholevwsky, enviou mensagem saudando os
participantes do 3º Congresso Vocacional, que acontece
desde ontem, 3, em Itaici (SP). Ao recordar a história
dos Congressos anteriores, o cardeal destaca o tema do
atual e coloca em evidência a necessidade de priorizar a
vocação sacerdotal.
“Desejo realçar a especificidade das vocações ao
ministério presbiteral no horizonte da nova
evangelização e, consequentemente, a necessidade de
promover a pastoral vocacional nas comunidades eclesiais
para que ao Povo de Deus não faltem jamais pastores
autênticos”, disse o cardeal Grocholevwsky.
De acordo com o cardeal, é preciso estimular os jovens a
acolherem com coragem e generosidade o chamado que Deus
lhes faz. “É necessário solicitar as novas gerações para
acolher com coragem e generosidade a própria chamada
específica, sobretudo na América Latina e no Brasil onde
a maioria da população é formada de jovens. A esses vem
recordado que a vocação que possuem é aquela de serem
amigos de Cristo, seus discípulos”. |
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Congresso Vocacional discute “Vocações no contexto
sócio-cultural”
O teólogo padre Angenor Brighenti abre o ciclo de
conferências do 3º Congresso Vocacional, na manhã deste
sábado, 4, fazendo uma análise do contexto
sócio-cultural e eclesial em que se situam as vocações.
O Congresso foi aberto ontem, 3, na Casa de Retiros Vila
Kostka, em Itaici, município de Indaiatuba (SP).
Antes da conferência, houve missa presidida pelo
arcebispo de Campinas (SP), dom Bruno Gamberini. Em sua
homilia, dom Bruno lembrou o evangelho que aponta Jesus
como o Senhor do Sábado e lamentou que o domingo já não
seja respeitado como o Dia do Senhor. “Precisamos
redescobrir o sentido do domingo como dia do descanso,
dia de celebrar o Senhor”, disse o arcebispo.
Dom Bruno chamou a atenção também para a necessidade de
uma sintonia do Congresso Vocacional com o objetivo
geral da evangelização da Igreja no Brasil. “O objetivo
geral da evangelização [da Igreja no Brasil] fala do
encontro pessoal com Jesus Cristo”, recordou.
Para este 3º Congresso Vocacional, foram inscritas 395
pessoas. Há representantes de vários países da América
Latina. O prefeito da Congregação para a Educação
Católica, cardeal Zenon Grocholevwsky, enviou uma
mensagem saudando os congressistas.
O Congresso segue até terça-feira, 7, quando deverá
aprovar um documento final contendo o resultado das
reflexões feitas nestes quatro dias. |
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Congresso Vocacional deve nos levar a sermos animadores
das vocações na Igreja, diz dom Leonardo
O bispo da prelazia de São Felix do Araguaia, dom
Leonardo Ulrich Steiner, presidiu a celebração de
abertura do 3º Congresso Vocacional do Brasil, na noite
desta sexta-feira, 3, em Itaici (SP). Ele chamou a
atenção dos participantes para o sentido do encontro que
reúne mais de 300 participantes de todo o país.
Segundo dom Leonardo, o Congresso deve ajudar os
participantes a animarem as vocações na Igreja. “Com os
olhos iluminados por Ele [Cristo] que nos amou primeiro
queremos participar desse 3º Congresso Vocacional como
discípulos missionários, discípulas missionárias, que
desejam a partir do encontro ser animadores, animadores
das vocações na Igreja, ser homens e mulheres que com
ardor missionário mostram a grandeza de participar da
vida do Reino inaugurado pela vida-morte e
ressurreição”, disse.
Dom Leonardo acentuou que, no Congresso, não são
ensinadas técnicas ou métodos para procurar vocações
sacerdotais ou religiosas. “Não viemos em busca de
técnicas, métodos, que nos ensinem como encontrar
pessoas para o presbitério, para a vida consagrada, para
o matrimônio... Não se trata de técnicas e de métodos,
mas sim de nos deixarmos tocar pela força da palavra de
Deus e do espírito de Aparecida que nos convidam a
estarmos a serviço das Vocações”.
Segundo o bispo, o Congresso é oportunidade de partilhar
experiências. “Vamos, nestes dias, apresentar as nossas
contribuições, sugestões, experiências vocacionais,
vamos ouvir, apreender e levar nossa contribuição para
as nossas dioceses e prelazias, para as nossas
Comunidades para sermos tocados pelo desejo de fazer
Jesus conhecido e amado”.
Após a celebração, já no Auditório Rainha da Paz da Casa
de Retiros Vila kostka, dom Leonardo declarou
oficialmente instalado o Congresso. O secretário geral
da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa; o arcebispo de
Campinas, dom Bruno Gamberini; o presidente da Comissão
Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida
Consagrada, dom Esmeraldo Barretos de Farias, e o
diretor da Casa de Retiros, padre Geovane, saudaram os
congressistas e ressaltaram a importância do evento para
a Igreja no Brasil.
No encerramento dos trabalhos de instalação do
Congresso, um grupo de jovens dançarinas fez a
entronização da Imagem de Nossa Senhora, recebida sob os
aplausos pela assembleia. Amanhã, as atividades começam
às 7h, com a missa, que será presidida pelo arcebispo de
Campinas, dom Bruno Gamberini. |
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Congresso Vocacional começa em Itaici e reúne 400
pessoas
Uma celebração às 20h, desta sexta-feira, 3, presidida
pelo bispo da prelazia de São Felix (MT), dom Leonardo
Ulrich Steiner, marca a abertura do 3º Congresso
Vocacional do Brasil, em Itaici, município de Indaiatuba
(SP). Promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil (CNBB), o Congresso é organizado pela Comissão
Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida
Consagrada, da CNBB, e deve reunir 400 pessoas até o
feriado de 7 de setembro.
O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, e o
secretário geral, dom Dimas Lara Barbosa, confirmaram
presença no evento. Além deles, são esperados também os
bispos responsáveis pelo Serviço de Animação Vocacional
(SAV) nos 17 Regionais da CNBB e convidados
internacionais.
O Congresso tem a finalidade de celebrar a caminhada
vocacional da Igreja no Brasil. Ele se inspira no Sínodo
sobre a Palavra de Deus, realizado em Roma, em 2008, e
também no documento da Conferência dos Bispos da América
Latina e Caribe, que aconteceu em Aparecida (SP), em
2007. Traz como tema: “Discípulos missionários a serviço
das vocações” e como lema “Ide, pois, fazer discípulos
entre todas as nações”.
A primeira conferência do Congresso será proferida na
manhã de sábado, 4, pelo teólogo padre Agenor Brighenti,
e tem como tema: “Vocações no atual contexto
sociocultural e eclesial. Durante todo o dia, os
participantes discutirão este tema em grupos.
Já o teólogo, padre João Batista Libânio, apresenta, na
manhã de domingo, 5, a conferência “Teologia do
discipulado e da missão”. Este tema também será
aprofundado ao longo do dia nos grupos. Na
segunda-feira, 6, padre Gilson Maia, que é membro equipe
executiva do Congresso, encerra o ciclo das conferências
falando sobre “Questões práticas”.
As atividades do Congresso, a partir de amanhã, começam
sempre com a missa às 7h, na capela da Casa de Retiro
Vila Kostka, em Itaici. O Congresso deve aprovar, na
terça-feira, 7, um documento final a ser construído ao
longo da reunião.
Histórico
O 1º Congresso Vocacional do Brasil foi realizado em
1999, também em Itaici. Teve como tema: “Vocações e
Ministérios para o Novo Milênio” e contou com a
participação de 400 pessoas. Já o segundo Congresso se
realizou em 2005, no mesmo local do primeiro. Desta vez,
os participantes discutiram o tema “Igreja, povo de Deus
a serviço da vida”. |
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