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A
Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao
Cordeiro de Deus |
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CARIDADE
Caros Amigos:
"Que a Paz de Jesus Nosso Senhor e a Ternura de Maria, estejam
convosco!"
Segue abaixo a mensagem que Nossa Senhora Rainha da Paz, dada em
Medjugorje no dia 02/07/2009, por meio da vidente Mirjana:
"Queridos filhos, eu vos chamo, porque tenho
necessidade de vós. Necessito de corações prontos a um amor imenso. De
corações que não estejam cheios de vaidade. De corações prontos a amar
da mesma forma que amou o meu Filho, prontos
a sacrificar-se como se sacrificou o meu Filho. Tenho necessidade de
vós. Para poderem vir comigo, é necessário que se perdoem a si mesmos,
perdoem os outros também, e adorem o meu Filho. Adorem-No também por
aqueles que não conheceram o seu amor e não O amam. Por isso tenho
necessidade de vos e vos chamo. Vos agradeço por terdes respondido a
minha chamada"!
Nossa Senhora inicia esta mensagem dizendo que tem necessidade de nós;
recordo-me que na mensagem do dia 25/06/09, Ela havia dito que deseja
que nós sejamos as suas mãos no mundo, para sermos apóstolos de paz; na
verdade Nossa Senhora necessita de nós para que com ela realizemos o
projeto do Pai, necessita da nossa oração, do nosso jejum, para destruir
o mal que está ao nosso redor, que está no mundo.
Nossa Senhora necessita de corações prontos a um amor imenso, e entendo
este amor imenso, como aquele amor imenso
dos mártires, que, amaram tanto a Deus, a ponto de darem a sua própria
vida nas mãos dos homens, para serem do Senhor, derramaram o seu sangue,
mas não traíram o seu Senhor, e por isso Maria acrescenta que precisa de
corações que não estejam cheios de vaidade, cheios de si mesmos, para
encherem-se de Deus, pois quando o coração do homem está cheio
de si, de orgulho, vaidade, está cheio de pecado, está cheio dos
pensamentos do mundo, e longe de Deus.
Nossa Senhora necessita de corações prontos a amar da mesma forma que
amou o seu Filho, necessita de corações prontos
a sacrificarem-se como se sacrificou o seu Filho Jesus. Este é o ponto
chave do amor, amar não é dar qualquer coisa a um pobre, amar não é
fazer alguma coisa a alguém, amar não é apenas fazer um gesto de
solidariedade, amar não é um sentimento, amar é muito mais que isto.
Dizia o grande São João da Cruz: "quem não deu
tudo a Deus, não deu nada"!.
Amar segundo a tradição bíblica é doar-se, é sacrificar-se, é morrer
para si mesmo, é uma escolha concreta que custa algo, a tal ponto que o
nosso agir, em nome de Deus, e por amor a Deus, seja um ato sagrado,
divino.
Amor é também perdão! É perdoar e dar o perdão. As vezes nós nos
magoamos por coisas banais, guardamos rancor no coração, não perdoamos,
guardamos mágoas, só porque escutamos uma palavra dura, sofremos uma
injustiça, ou não fomos compreendidos, mas o problema é que se não
perdoamos, entristecemo-nos, vivemos mal, e também iremos fazer o mal.
Amar é também perdoar a si mesmo. Quantas recordações que trazemos no
nosso coração de fatos, atos e pecados, vívidos a 10, 20, 30 ou 40 anos
atrás e até hoje não nos perdoamos?
Quantas vezes, já escutei no confessionário, muitas mulheres dizer:
"sabe Padre Mateus, a 20 anos atrás eu fiz um
aborto", e
eu pergunto: "mas, a senhora já confessou isto
antes"?, e quase sempre elas me respondem:
"sim, mas sinto ainda a necessidade de confessar"!.
É muito triste, são mulheres que já receberam o perdão de Deus por meio
da confissão, mas
ainda não se perdoaram, e este exemplo vale para tantos outros casos.
É a falta de perdão que cria a crosta da angustia, da depressão, da
tristeza em nossos corações, e por conseqüência em relação ao outro,
pois todas as vezes que não perdoamos, nos fechamos, permanecendo em nós
a amargura e a dor, que se transformam em uma lança contra os nossos
irmãos, e é por isso, que o nosso coração com muita facilidade se
endurece diante do outro, e nos faz ficar cegos as necessidades do
outro, e desta forma, vivemos como alienados no nosso mundinho, fechados
ao nosso irmão.
Nossa Senhora quer ver em nós um coração grande para amar e deixar-se
amar, para ser sinal do amor de Deus. Deus é amor, e o Senhor hoje por
meio de Maria, nos chama novamente a passar desta dimensão vertical
entre homem e Deus, ou seja, do amor do homem para com Deus, para a
dimensão horizontal, passar do sentimento de amar a Deus, para a
vivência concreta deste amor, de modo que ele seja vivido concretamente
entre os irmão, assim somos chamados a celebrar o amor de Deus em nós, e
para o outro, na nossa existência cotidiana.
A caridade, o amor ao qual Deus nos chama, não é motivado por uma razão
filantrópica, psicológica ou filosófica, não é motivado por uma teoria
pagã de apagar o nosso carma, mas é motivado por uma razão cristã de fé,
por uma adesão de fé, fundada no amar sem interesse e distinção,
fundamentada pela proposta revelada de fé: amai-vos
uns aos outros, como eu vos amei (...) Não há
maior amor do que aquele que dá a vida pelo seu irmão diz Jesus.
Na carta de 1ª João 4,
11-12, lemos algo muito interessante: "se Deus
nos amou, também nós devemos nos amar, e se nos amamos, Deus habita em
nós, e seu amor se torna perfeito em nós", e no
versículo 19-20 diz: "nós nos amamos, porque Ele
nos amou por primeiro". Assim amar o outro, é uma
resposta de agradecimento a Deus que nos amou por primeiro, mas para que
esse amor seja perfeito, não podemos só fazer o bem, ou fazê-lo de
qualquer maneira, mas devemos reconhecer a imagem de Deus no outro, e o
problema é que falamos muito do amor ao irmão, da dignidade humana, mas
notamos em contra partida, que a nossa vida não revela este amor, pelo
contrário o nosso coração muitas vezes está repleto de maldade, falta de
educação, falta de respeito, de perdão e etc...
A teologia medieval falava do amor caridade - como a alma da virtude, a
estrutura fundamental e raiz de todas as virtudes, como o alimento da
existência cristã, e este pensamento ainda trazemos hoje, quando
escutamos a frase: "è melhor um prato de verdura
preparado com amor, do que um banquete no ódio".
Isto tudo nos questiona muito, será que, aquilo que fazemos com o título
de caridade, é realmente caridade cristã?
Costumo dizer que fazer o bem não é exclusividade dos cristãos, desde a
antiguidade, e até na filosofia grega (antes de Cristo), já se entendia
o bem como uma virtude, como um chamado universal a todos os homens
justos e retos. Mas a caridade é só Cristã, pois só no Cristianismo
temos o conceito do amor Caridade, que é como já dissemos, testemunhar
Cristo em nossos atos para com o outro, fazer tudo por amor a Deus, sem
querer nada em troca. Só à medida que amamos com sinceridade, sem querer
nada em troca, e vivendo em nossa vida o evangelho de Nosso Senhor Jesus
Cristo, que não é o evangelho de Allan Kardec, só aí, a dínames de Deus,
a potência do amor de Deus poderá agir em nós, e fazer com que, o amor
se torna perfeito em nós.
É claro que não podemos nos manter inertes a injustiça do mundo, a
miséria e a pobreza, devemos agir, devemos fazer algo, mas fazê-lo em
Deus, com a força de Deus em nós.
Percebo muitas vezes, muitos trabalhos intitulados de caridade, mas me
pergunto: para quem estão fazendo estas obras?
Para sí próprios, como um amortecedor de seu ego, por fuga da realidade,
ou por Deus presente no noutro? São feitos por amor a Deus?.
É triste notar que algumas pessoas que fazem estas obras de caridade com
pobres, fazem algumas vezes apenas para fugirem da realidade em que
vivem, como um amortecedor de consciência. Algumas até com muito bom
coração dão um dia da semana para o trabalho voluntário, vão visitar as
famílias carentes, e etc... se desdobram, mas depois chegam em suas
casas, comem do bom e do melhor, se sentem satisfeitas por terem feito
alguma coisa, e vão dormir aliviados, mas se esquecem da célebre frase
de São João Crisóstomo: "abra o teu armário, olhe
o que tem dentro, tudo aquilo que tem, a mais do que dois pares de
sandálias, duas trocas de roupa, não te pertence, pertence aos pobres!
Você está roubando deles, não é teu"!.
Outros ainda fazem as obras de caridade, como uma fuga mundis, ou seja,
vivem uma vida tão desordenada, lançados no pecado venial e mortal,
vivem um inferno em suas próprias casas, mas querem fazer uma obra boa,
para se sentirem bem, e assim, não precisarem lutar contra si mesmos, e
o pior é que muitos junto com a obra de caridade, vão nas casas rezarem,
e falam palavras bonitas do tipo: Irmão, irmã, precisamos viver na paz,
amar o nosso irmão, ter paciência...., mas na realidade vivem a
hipocrisia, pois algumas vezes saem de sua própria casa brigando com
todo mundo, se achando os donos da razão, e depois vão fazer a caridade?
Que caridade é esta? É pura hipocrisia, não é caridade cristã. Isto sem
falar de tantas Ongs que cuidam de crianças, idosos e doentes, mas na
verdade são apenas instrumentos para a lavagem de dinheiro de
empresários que querem sonegar os impostos, instrumentos também de
promoção pessoal daqueles que estão a frente, que em nome da caridade
fazem apenas para ganhar dinheiro, e assim, se torna um puro
profissionalismo, que não chegam nem a ser uma instituição filantrópica?
A Caridade Cristã não é dar um prato de comida para o pobre somente, é
dar a tua vida, é dar muito mais que isto, mas para você dar este mais,
é preciso ter uma vida de oração, de comunhão de encontro com Deus, pois
só damos aquilo que recebemos, e só podemos dar ao outro Deus, se
estamos unidos a Ele, se permanecemos com Ele, se demos tempo a Ele.
É triste olhar muitas obras de caridade católica que os voluntários se
reúnem só para fazerem aquilo que fazem, mas não se reúnem para rezarem
juntos; querem partilhar o pão material, e se esquecem que antes de
partilhar o pão material, Jesus na multiplicação dos pães, partilhou
primeiro o pão da Palavra.
Certa vez as freiras de Madre Tereza de Calcutá disseram a ela: Madre,
em vez de nós fazermos três horas de adoração ao Santíssimo antes de ir
para a missão cuidar dos pobres e feridos, dar-lhes alimento, não
poderíamos diminuir para duas horas, para ganharmos mais tempo? Madre
Tereza sabiamente respondeu irei rezar sobre isto! Depois de duas
semanas, chamou as suas freiras e disse: "rezei
sobre o vosso pedido, e decide que a partir de hoje, não faremos só duas
horas, mas sim quatro, pois sem a oração, o nosso trabalho não é
caridade, e não encontramos força para realizá-lo"!
Por fim, Nossa Senhora nos chama a adora o Seu Filho! Adorá-lo com a
nossa vida, com a nossa oração, com os nossos atos, dobra o joelho no
chão orando por aqueles que ainda não conhecem o seu amor, e sendo para
eles com a nossa vida, com a nossa doação, com a nossa caridade, sinais
deste grande Amor de Deus por nós.
Vos quero bem!
Permaneçamos unidos em oração com Maria Rainha da Paz!
Deixo-lhes a bênção especial e materna da Gospa Maria Rainha da Paz: Em
nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo!.
Abraços fraternos!
Pe. Mateus Maria, FMDJ
Mosteiro Menino Jesus
* paniejezuufamtobie@terra.com.br
Panie Jezu Ufam Tobie! |
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