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- Marcelo, de origem romana,
era sacerdote, e assumiu a Cátedra de Pedro em 308, após
um período de quatro anos de “vicatio”, isto é,
sem Papa eleito. Neste período, de duríssimas
perseguições aos cristãos sob o imperador Dioclesiano e
depois Maxêncio, até os pagãos ficavam horrorizados com
as crueldades, e o edito mais favorável aos fiéis
incluía, “por especial doçura”, “somente a perda
do olho direito e mutilação do pé esquerdo, com trabalho
forçado nas minas”.
Marcelo teve que lidar com
a desordem na Igreja, agravada pela atuação de heréticos
e dos “lapsis”, ou renegados, cristãos que haviam
publicamente renunciado à Fé por causa das perseguições.
Quanto a estes, muitos Bispos do Oriente queriam a sua
excomunhão sumária, particularmente dos que haviam sido
do clero. Contudo, Marcelo, agindo de forma prudente e
clemente, ainda que severa, optou por recebê-los de novo
na comunhão da Igreja, após um período de penitência.
Apesar das terríveis condições, conseguiu ele
reorganizar as 25 paróquias de Roma. E também definiu
que nenhum concílio poderia ser convocado sem
autorização papal.
Preso por ordem de
Maxêncio, São Marcelo foi exilado e obrigado a trabalhar
com os escravos no estábulo, em que fora transformada a
sua própria igreja, dos cavalos do exército imperial.
Por consequência de maus tratos, o Papa, mártir, faleceu
em 16 de janeiro de 309.
Colaboração: José Duarte de Barros Filho |