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O Primeiro - o número 1 na Internet.-
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Criado em 30 de março de 2005 |
Não confundir o site do Terço dos Homens :
www.tercodoshomens.com.br
com o
www.tercodoshomens.org.br
que é o mesmo
www.tercodoshomensmaerainha.org.br
Este site apresenta, com exclusividade, o Terço dos
Homens rezado nas suas origens pelo primeiro tesoureiro,
um dos fundadores do grupo.
Sr. Manoel Pedral, falecido à mais de 40anos -
ouçam
90 ANOS DE GRAÇAS E
BÊNÇÃOS
no Brasil e no mundo
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- 17 - Santo Inácio de Antioquia
Local: Roma, Itália |
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- Diz a tradição que
Santo Inácio foi o segundo sucessor de São Pedro na sede
de Antioquia na Síria. Pode ser considerado também como
o primeiro pastor como Bispo de uma Igreja. Se ele foi o
terceiro Bispo, onde os Discípulos de Cristo foram, pela
primeira vez, chamados cristãos, Inácio foi, por sua
vez, o primeiro a chamar a Igreja de Igreja Católica.
Estamos diante de uma figura extraordinária da Igreja
sub-apostólica do fim do primeiro século. Como Bispo de
Antioquia, era muito conhecido e estimado em todo o
Oriente cristão. Não se sabe praticamente nada sobre as
circunstâncias em que foi preso durante o governo do
imperador Trajano, que faleceu em 117 depois de Cristo,
bem como o ano em que foi dado às feras no circo de
Roma. Menciona-se, ora o ano 110, ora o ano 107. Nesta
última data, o imperador preparara grandioso espetáculo
em Roma, em que foram mortos muitos gladiadores
juntamente com homens ilustres em luta com 11.000
animais ferozes.
Inácio fora condenado às feras em sua sede em Antioquia
da Síria e provavelmente foi destinado às feras em Roma
em 107. Durante o itinerário que conduziu Santo Inácio
chamado Teóforo, isto é, Portador de Deus, de Antioquia
para Roma, aproveitou ele a oportunidade para dirigir
cartas às Comunidades cristãs da Ásia Menor. São sete ao
todo, sendo uma dirigida à Igreja de Roma. Nelas ele
lembra a organização das ditas Comunidades, concentradas
na pessoa do Bispo com seus Presbíteros e Diáconos.
Insiste na adesão ao Bispo a quem se deve seguir como
Cristo seguiu a vontade do Pai. É muito importante o
testemunho que estas cartas dão sobre as crenças e a
organização interna da Igreja cristã menos de um século
após a Ascensão de Cristo. Fora dos autores
hagiográficos do Novo Testamento, Santo Inácio é o
primeiro escritor a ressaltar o parto virginal de Maria.
Também o mistério da Trindade é plenamente dado como
certo. Nele já se encontram elementos sólidos de
Cristologia. Não menos notáveis são as expressões que
ele usa em relação à Santíssima Eucaristia: "Carne de
Cristo", "dom de Deus", "remédio de
imortalidade". Inácio denuncia os hereges "que
não reconhecem que a Eucaristia é a Carne de nosso
Salvador Jesus Cristo, Carne que padeceu por nossos
pecados e que o Pai, em sua bondade, ressuscitou".
A mais importante das sete cartas de Santo Inácio é a
endereçada à comunidade Eclesial de Roma, no desejo de
preparar sua chegada à Cidade Eterna. Neste escrito,
respira-se o perfume do mais puro amor a Cristo que
anima o coração de Inácio. Percebe-se o seu ardente
desejo de morrer mártir para estar com Deus, para estar
para sempre com Cristo. Nesta carta ele pede que a
comunidade de Roma não interfira em favor dele:
"deixai-me ser comida para as feras, pelas quais me é
possível encontrar Deus. Sou trigo de Deus e sou moído
pelos dentes das feras para encontrar-me como pão puro
de Cristo".
Inácio foi de fato atirado às feras em Roma
provavelmente no ano de 107. Por decênios suas cartas
foram lidas em público nas Igrejas, quase com a mesma
veneração com que se liam as cartas de São Paulo. No
decurso da história do cristianismo encontramos
certamente em Santo Inácio de Antioquia muitos dos mais
eloquentes testemunhos de doação completa e de amor a
Cristo. Ele impressiona, sobretudo, por sua devoção
martirial, vendo no martírio pela fé o meio por
excelência de fazer-se discípulo perfeito de Cristo.
Este amor total a Cristo presente na Eucaristia e o
desejo do martírio para ficar para sempre com ele
aparecem de modo eloquente nos textos litúrgicos. A
Oração coleta destaca o testemunho do martírio como
ornamento da Igreja. A Oração sobre as oferendas
pede que Deus aceite a nossa oblação como acolheu Santo
Inácio, trigo do Cristo, transformado pelo martírio em
pão sem mistura. O pensamento do trigo de Cristo moído
pelos dentes das feras volta na Antífona da Comunhão. E
na Antífona do Magnificat aparece sua fé ardente na
Eucaristia: Eu desejo o Pão de Deus, que é a carne
de Jesus descendente de Davi: eu desejo esta bebida que
é o sangue de Jesus, caridade incorruptível. A
Oração depois da Comunhão pede que sejamos
revigorados pelo pão celeste que recebemos na festa de
Santo Inácio de Antioquia para que não tenhamos apenas o
nome de cristãos, mas realmente o sejamos por nossa
vida.
Referência:
Beckhauser, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia:
testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p.
Adaptações: Equipe Pocket Terço.
Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós!
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O Terço
(Rosário) dos Homens não exige
nada e não cobra nada da vida pessoal dos seus
participantes, o que faz
com que seus membros se sintam livres, e a liberdade dá ao
homem o poder de ser aquilo que ele deseja ser, daí as
transformações se sucederem de modo espontâneo
causado pelo contato que os mesmos passam a ter
com
Deus por intercessão
de Maria. |
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