|
 |
O Primeiro - o número 1 na Internet.-
clique aqui
Criado em 30 de março de 2005 |
Não confundir o site do Terço dos Homens :
www.tercodoshomens.com.br
com o
www.tercodoshomens.org.br
que é o mesmo
www.tercodoshomensmaerainha.org.br
Este site apresenta, com exclusividade, o Terço dos
Homens rezado nas suas origens pelo primeiro tesoureiro,
um dos fundadores do grupo.
Sr. Manoel Pedral, falecido à mais de 40anos -
ouçam
89 ANOS DE GRAÇAS E
BÊNÇÃOS
no Brasil e no mundo
|
|
|
- 19 - São Símaco, Papa
Local: Roma, Itália |
|
|
- O Papa Santo Anastácio
havia morrido a 16 de novembro do ano 498 e foi
escolhido para seu sucessor o Diácono Símaco, filho de
Fortunato e nascido na Sardenha, segundo certos
manuscritos, em Roma, segundo outros. Símaco ocupou a
Santa Sé por mais de quinze anos.
No começo de seu pontificado, a 1º de março de 499,
reuniu em Roma e aí presidiu a um Concílio na Basílica
de São Pedro. Aí, encontravam-se setenta e dois Bispos,
sessenta e sete Padres e cinco Diáconos. Fizeram-se três
decretos para impedir as divergências nas eleições dos
Bispos. Entre os Padres signatários, o primeiro foi o
Arcípreste Lourenço, do título de São Praxedes, o mesmo
que tinha sido eleito antipapa. Por comiseração, o Papa
Símaco fê-lo Bispo de Nocera.
O Santo Papa Símaco que exercitava uma grande caridade
para com os cativos e os confessores exilados teve
também que sofrer uma perseguição. O patrício Festo, que
tinha prometido ao imperador de Constantinopla levar o
Pontífice Romano às suas vistas, estava zangado por não
ter podido fazer nomear, em 498, um Papa que tivesse
aqueles sentimentos. Quatro anos depois, tornou a
acender o fogo da discórdia e renovou o cisma do
antipapa Lourenço. Os cismáticos acusaram caluniosamente
Símaco de ter cometido adultérios e alienado os bens da
Igreja. Como a discórdia aumentasse cada vez mais, os
católicos, de acordo com o Papa, sugeriram ao rei
Teodorico fazer decidir essa contenda com um numeroso
Concílio dos Bispos de seu reino. Os Bispos receberam
ordem, e os da Emília, da Ligúria e do Vêneto, que, para
ir a Roma deviam passar por Ravena, perguntaram ao rei o
motivo da reunião. Ele respondeu que era para examinar
os crimes de que Símaco era acusado pelos inimigos. Os
Bispos disseram que o mesmo Papa é que devia convocar o
Concílio: que a Santa-Sé tinha esse direito primeiro
pelo mérito e principado de São Pedro, depois pela
autoridade dos concílios, e que não se encontrava nenhum
exemplo de que tivesse sido submetido ao juízo de seus
inferiores. O rei disse que o Papa mesmo tinha
manifestado, por suas cartas, vontade para a convocação
do Concílio. Os Bispos pediram para ler essas cartas e o
rei as mandou apresentar, assim como as peças do
processo. Dos cento e quinze Bispos que se reuniram em
Roma, os primeiros, em sua qualidade de Metropolitas,
eram Lourenço de Milão e Pedro de Ravena. Como deviam
presidir ao julgamento não quiseram ver o Papa Símaco,
para não dar nenhum motivo de murmuração aos cismáticos;
mas não se separaram para isso de sua comunhão, pois
jamais deixaram de dizer seu nome no santo Sacrifício.
O Concílio reuniu-se primeiro na Basílica de Júlio, no
mês de julho de 501, sob o consulado de Fausto Avieno,
que era descendente da ilustre família dos Cipiões e que
era do partido do Papa Símaco e da boa causa. Lá, os
Bispos que tinham passado por Ravena, contaram o que
tinham dito ao rei. Apesar disso, ainda havia uma
inquietação geral sobre a legitimidade do Concílio.
Depois, quando falavam de começar o assunto principal, o
Papa Símaco entrou na Igreja, demonstrou seu
reconhecimento para com o rei pela convocação do
concílio, declarou que ele mesmo o tinha desejado e, na
presença de todos os Bispos, deu-lhes a autoridade para
julgar a causa. Estes são os termos do Concílio.
Mas os cismáticos, em vez de provar suas acusações,
recorreram à violência. Atacaram com armas o Papa e seu
cortejo, no momento em que se dirigia segunda vez ao
Concílio. Tudo bem considerado, os Bispos julgaram que
era a vontade de Deus que se restituísse à Itália seu
Pastor e que nada mais lhes restava que exortar os
dissidentes à concórdia. A questão não era mais saber se
Símaco tinha sido canonicamente eleito: não havia mais
dúvidas a esse respeito, mas, se as coisas de que o
acusavam os inimigos não o tornavam indigno do
Episcopado. Como os inimigos não apresentassem prova
alguma canônica, nem legal e outros obstáculos ainda
tornassem o julgamento impossível, os Bispos resolveram
entregar tudo ao juízo de Deus. Mandaram, então,
delegados ao senado, para lhe declarar que as causas de
Deus deviam ser deixadas ao juízo de Deus, a quem nada é
oculto; que era preciso agir assim, sobretudo no caso
presente, onde se tratava do sucessor de São Pedro; que
quase todo o mundo se comunicava com Símaco e que era
urgente remediar ao mal que pode causar a divisão. Eles
fizeram várias vezes ao senado semelhantes advertências,
exortando-o a aderir, como convinha aos filhos da
Igreja, ao que tinha sido feito no concílio, segundo a
inspiração de Deus. A causa primeira da discórdia
estava, não no clero, nem no povo, mas no senado, ou
melhor, num de seus chefes, o patrício Festo, que lhes
tinha trazido o germe funesto de Constantinopla.
A 1º de outubro, o Papa São Símaco tinha reunido em Roma
um concílio, cujos decretos respiram o mesmo vigor
apostólico. Tratava-se de remediar aos males que as
igrejas sofriam da parte daqueles que invadiam os bens,
quer móveis, quer imóveis, que os fiéis tinham deixado
por testamento às Igrejas, para a remissão de seus
pecados e para conquistar a vida eterna. Os concílios
precedentes já tinham feito diversas determinações a
esse respeito; mas o Papa Símaco que, segundo a opinião
dos Bispos que fizeram várias aclamações em seu louvor,
julgou que era necessário renová-las, para procurar
desenrraigar os abusos que se multiplicavam pela invasão
dos bens da Igreja. Ficou então estabelecido tratarem-se
como hereges manifestos os usurpadores desses bens, e
anatematizá-los, se se recusassem a restituí-los;
proibiu-se também admiti-los à comunhão, até que
tivessem satisfeito por uma restituição inteira. O
Concílio refere dois decretos do de Gangres, que
proíbem, sob pena de anátema, receber ou dar as oblações
dos fiéis, sem que o Bispo o saiba, ou o administrador
dos bens da Igreja.
Depois desses decretos tão importantes, todo o concílio,
erguendo-se, exclamou oito vezes: todas estas coisas nos
agradam; pedimos que sejam confirmadas para sempre! Oito
vezes: Jesus Cristo, ouvi-nos. Viva Símaco! Quinze
vezes: todo aquele que violar conscientemente estas
coisas, que seja ferido com um anátema perpétuo! Enfim,
dezoito vezes: rogamos-vos confirmar nossos decretos!
A firmeza dessa linguagem, no começo do século sexto,
sob um rei ariano, causará admiração, talvez. O que não
deixará de admirar menos, é que esse rei ariano se
conformava com tais decretos. Teodorico, tendo sabido, a
pedido de Eustórgio, Bispo de Milão, que se tinham
arrebatado àquela igreja bens e direitos que tinha na
Sicília, ordenou que lhe fossem restituídos com a
proibição de os usurpar no futuro.
Eis como nos primeiros anos do século sexto, mesmo
depois de dois concílios Ecumênicos a esse respeito,
toda a Igreja do Oriente suplicava ao Papa lhe indicasse
o caminho reto; eis como, há quatorze séculos, toda a
Igreja do Oriente reconhecia solenemente que, depois de
Deus, sua única salvação estava no Papa.
O Papa São Símaco morreu a 19 de julho de 514, tendo
ocupado a Santa Sé durante quinze anos e perto de oito
meses. A 26 do mesmo mês de julho, teve por sucessor
Santo Hormisdas, sob cujo pontificado veremos a
reconciliação do Oriente com Roma, a 6 de agosto.
Referência:
Rohrbacher, Padre. Vida dos santos: Volume XIII. São
Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por
Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A.
Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível
em: obrascatolicas.com. Acesso em: 11 jul. 2021.
São Símaco, rogai por nós! |
|
|
O Terço
(Rosário) dos Homens não exige
nada e não cobra nada da vida pessoal dos seus
participantes, o que faz
com que seus membros se sintam livres, e a liberdade dá ao
homem o poder de ser aquilo que ele deseja ser, daí as
transformações se sucederem de modo espontâneo
causado pelo contato que os mesmos passam a ter
com
Deus por intercessão
de Maria. |
|